Historiografia Digital

Buscando algumas informaçoes em Portugues sobre historiografia digital encontrei o paragrafo abaixo dentro ao Manifesto Historia a Debate que apresenta 18 proposta metodologicas, historiograficas e epistemologicas para os historiadores do séc. XIX.

As novas tecnologias estão a revolucionar o acesso à bibliografia e às fontes da história, ultrapassando os limites do papel tanto para a investigação como para a publicação, possibilitando o aparecimento de novas comunidades globais de historiadores. A Internet é uma poderosa ferramenta contra a fragmentação do saber histórico se for utilizada de acordo com sua identidade e possibilidades, isto é, como uma forma interactiva de transmitir informação instantânea de maneira horizontal a várias partes do mundo. Segundo o nosso critério, a historiografia digital deverá ser complementada com livros e outras formas convencionais de investigação, difusão e intercâmbio académicos, e vice-versa. Este novo paradigma da comunicação social não vai substituir, consequentemente, as actividades presenciais e as suas instituições seculares, mas formará parte, de uma maneira crescente, da vida académica e social real. A generalização da Internet no mundo universitário, e no conjunto da sociedade, assim como a educação informatizada dos jovens, tornará esta nova historiografia um factor  relevante da inacabada transição paradigmática entre o século XX e o XXI. [XI, Historiografia Digital]

Direi que o Manifesto resume bem as condiçoes nas quais nos deparamos com a historiografia digital. Resisto a aceitar, porém, que esta seja entao concebida como uma nova corrente historiografica, como uma proposta nova de fazer Historia, como parece indicar o paragrafo acima ao defender os metodos tradicionais de pesquisa. Entendo que a historiografia digital deva ser incorporada ao fazer cotidiano de cada historiador (e ja o é abondantemente sem que a percebamos), que nao deve ser vista como uma ferramenta guardada a 7 chaves para ser usada somente episodicamente quando necessaria na falta de “recursos” pelas vias aqui chamadas de convencionais a favor de conservar o romantico tradicional. Penso que nao deva ser a historiografia digital a ser complementada com o uso de livros (…etc etc), mas que a maneira convencional é que deve acolher mais este braço no auxilio de pesquisas, pois nao se trata de substituir ou sobrepor uma forma de pesquisa a outra, trata-se de compreender que enfim, nao podemos mais escapar à fatalidade que é ter a internet como aliada ao nosso trabalho. Nao percebo assim, a historiografia digital como uma nova proposta historiografica, direi que implica mudanças metodologicas (!) e “quissà” um ensinamento especifico do que esse novo metodo é capaz de oferecer.

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