Compartilhar memórias: Linkory

A historia e a memoria se entrelaçam no ambiente das redes sociais. Quem lembra quando começou a febre do Orkut.com no Brasil? Quanto tempo passavamos na frente do computador, passando de amigo a amigo, album em album, comunidades em comunidades, adicionando, sendo adicionado, escrevendo, recebendo recados… Quem nao reencontrou aquele velho amigo? O principio das redes sociais parecia mesmo ser algo destinado a reunir os amigos, algo na ordem dos encontros e reencontros virtuais e formar comunidades de pessoas ao redor das mesmas paixoes e interesses.

A primeira geraçao de redes sociais se revelou bem mais que isso e o seu potencial de “envolvimento” dos participantes revelou-se um produto muito atraente também para empresas. O network deixou de ser uma coisa para amigos e se expandiu (e continua se expandindo) indefinidamente.

Depois que entrei para o Facebook, achei que o Orkut era ja “arcaico”, mas acho que essa sensaçao serà comum daqui pra frente. Ja nao nos surpreendemos mais com as inovaçoes (estranho sintoma este da nao surpresa), nao tem mais espaço para uma “febre” porque os diferentes espaços para network ja estao tao disseminados que as pessoas se dividem para participar destas conforme a distrubiçao de seus interesses e amigos quase “naturalmente”, participar de uma destas redes nao é mais exepcional, entre os jovens é ja natural.

Pessoalmente eu testemunho que mais de 95% dos jovens americanos que conheço no PUB em que trabalho em Florença possuem Facebook e quando falam comigo a respeito, nao perguntam se eu tenho facebook, mas como fazem para me achar (esse percentual cai muito em se tratando de jovens europeus, mas pros EUA, vale!). Dai percebemos como esta participaçao ja faz parte da rotina. Isto é, uma pessoa que antes tinha so endereço postal, o telefone residencial e no maximo um celular, hoje tem também e-mail (em alguns casos também um segundo endereço opcional), skype, AIM, msn, profile facebook ou Myspace, e por ai vai.

E vem ai uma segunda geraçao destas redes sociais, como por exemplo o novo linkory.com. Se reunem pessoas conhecidas e desconhecidas em torno de eventos e acontecimentos (publico ou privados) do qual participaram ou gostariam de ter participado e podem, através dos registros disponiveis ali (fotos, videos e depoimentos) saber como foi, avaliar, reviver, relembrar…

Como assinalado por Maurizio Goetz, introduz o conceito de Citizen History (em outras palavras Historias das Pessoas, uma sorte de Historia Cultural, nao quereria aqui chamar de micro historia), da historia vista pelos/através dos olhos das pessoas. ( vale sublinhar que a historia vem se aproximando cada vez mais do cotidiano e das pessoas “comuns”, que participam assim mais ativamente, ainda que inconscientes, do seu processo de escrita vulgar, quais sejam estes das variadas narrativas que encontramos na blogsfera e no interior destas redes sociais em formas de depoimentos, comunidades etc)

Eu recebi uma mal direta do Linkory, me convidando para participar. Visitei o site e encontrei a apresentaçao abaixo:

Ainda nao entrei (por falta de tempo) para brincar, mas o farei em breve. Li algumas coisas a respeito em italiano aqui e aqui. Em ingles aqui.

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