Web 3.0: A Web semântica e dotada de inteligência artificial

Antes de ir direto ao ponto um parenteses para “blablablas”

((Quando escrevi sobre o Linkory falei sobre geraçoes da Web, uma primeira onda foi propriamente aquela criada por Tim Berners-Lee – a World Wide Web – cuja novidade era proriamente a rede em si. A segunda geraçao, sob a criticada alcunha Web 2.0, inova com a capacidade de integrar os usuarios através de mecanismos que facilitam a interaçao destes, interligando-os em redes sociais.

Mal nos ambientamos com a Web 2.0 ainda e ja existem projetos e estudos voltados para a Web 3.0.

Eu me surpreendo com a “inteligencia” da web 2.0 e às vezes fico estupefata de ver tamanha integraçao, dianta da qual me pergunto “qual é o seu limite?. Tenho lido “un saco” de coisas a respeito de redes sociais, midias sociais, marketing e web 2.0, mercado e web 2.0, comportamento das pessoas nisso tudo e vira e mexe, algum blog aponta para a duvida do futuro… Como vai ser?

A duvida do “como vai ser?” é o que me preocupa enquanto estudante de Historia, pois nao sei o “como vou fazer” do futuro. Ilustrando um dos meus tantos questionamentos, lembro que as ferramentas de pesquisas sao ja tao poderosas que um aluno minimamente esperto consegue montar um trabalhinho elementar copiando, colando e parafraseando textos da internet… Professores corrigem e, talvez por algum furo do aluno, podem perceber e “reclamar”. Mas até quando poderao reclamar pelos “trabalhos de internet”? Enfim… tenho muitas perguntas que vao ficar sem respostas por enquanto pois apenas me motivaram a escrever este post indiretamente, porque na verdade o que me fez escrever isso foi um artigo de 2006 do The New York Times que fala de Web 3.0, que é a terceira geraçao da Web que ainda esta informaçao e, se conclusa, deixara muita gente de boca aberta. Me pergunto também sobre os postos de trabalho, como ficarao num mundo onde a maioria dos prestadores de serviço serao acessiveis online e o usuario poderà adiquirir tudo sozinho [sem um intermediario], ou seja… la se foi um posto de trabalho. Sobre a nao-intermediaçao nao é preciso pensar muito longe, acontece ja nos dias de hoje.  Este post comenta o assunto.))

Sistemas que possam raciocinar de forma humana:

A terceira geraçao da Web promete ser capaz de responder a comandos pela apresentaçao de uma “lista de preços de televisores de alta definição, com écran superior a 70 cm, resolução de 1080p, à venda em lojas da cidade

mais próxima, abertas até às 20H00 durante os fins-de-semana” ou de apresentar resultados para pedidos do tipo “Estou à procura de um local quente para passar as férias e disponho de US$ 3 mil. Ah, e tenho um filho de 11 anos”. Interessante, nao? Faz lembrar aqueles filmes em que o personagem conversar a viva voz com o computador e este, por sua vez, inteligente, o responde e opera açoes.

Se com uma ferramenta de pesquisa nao tao afiada assim hoje ja somos em muitos “google dependentes” imaginem podendo receber respostas a perguntas elaboradas assim? Me vejo procurando: lojas de doce no rio de Janeiro que vendam delicados sem a balinha azul sabor anis” (ok, ok, exagero, mas…quem sabe!). Para eventos e personagens historicos o Center for History and New Media (mesmo centro que desenvolveu o Zotero) da Universidade de George Mason ja apresenta alguma coisa: é o H-BOT (como funciona?) programado por  Daniel J. Cohen e Simon Kornblith.

Na Web 3.0 os computadores atuariam com uma meta-linguagem (por ex. XML, eXtra Markup Language ), uma sintaxe (por ex. o RDF, Resource Description Framework) e uma ontologia, leia mais aqui sobre os tres pilares da Web Semântica.

O termo veio atribuido ao autor do artigo “Empreendedores vêem uma Internet 3.0 guiada pelo senso comum” de John Markoff, no NY Times de novembro de 2006. A internet 3.0 seria menos um catalogo e mais um guia. Ele escreve:

“Pesquisadores e empreendedores dizem que apesar de ser improvável que haja sistemas completos de inteligência artificial tão cedo, se é que algum dia existirão, a Internet atualmente está produzindo uma cascata crescente de sistemas baseados em inteligência útil a partir de esforços comerciais para estruturar e explorar a Internet. Áreas específicas como sites de viagens e críticas de restaurantes e produtos são candidatas óbvias para construção de tais sistemas, que prenunciariam a chegada da Web 3.0.”

Parece que os primeiros movimentos no sentido de elaborar esta versao 3.0 da Web, ja na decada de 90, foram estimulados pelas agencias de inteligencia norte-americanas, como a CIA, que precisavam de um sistema inteligente capaz de analisar um texto e estrair informaçoes precisas de um banco de dados. Sao citados como primeiros exemplos serviços como del.icio.us e Flickr (lembramos que isto foi em 2006!), os “tags” protagonizando.

Na Wikipedia encontrei no verbete Web 3.0 um link para um site de “demonstraçao“.

Em artigo da Scientific American de maio/2001 se le “The Semantic Web will enable machines to COMPREHEND semantic documents and data, not human speech and writings”, um dos co-autores do texto é o proprio Tim Berners-Lee. Ve-se que o assunto nao é tao novo assim… enfim: Web 3.0, here we come!!!

One comment

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s