Month: July 2008

The Virtual Library History Project e The WWW-VL History of Brazil

Nao sei se voces conhecem o grande Index do Virtual Library History Project, o WWW-VL History Central Catalogue. Eu até pouco tempo, admito, que nao conhecia. Mas por conta da minha pesquisa (Digital History, Historia e Social Medias, enfim, tudo o que trata o Historiografia na Rede) estive em contato com um professor que é grande entendedor do assunto, prof. Serge Noiret, que ao final da nossa conversa me apresentou o projeto. [Alias, sobre a minha visita ao “ufficio” deste professor devo relatar quao grande foi o meu encanto ao me dirigir para o Instituto Universitario Europeu, onde ele fica: o lugar é lindo! Tem uma paisagem esplendida de Firenze e fica a poucos minutos do centro, porém bem em meio ao verde na Badia Fiesolana. Deve ser bem bom trabalhar ali!] Voltando: entao me foi apresentado este programa, que existe desde 1993 e acabei depois me comprometendo em fazer o index do Brasil, o jovem jovem WWW-VL History of Brazil

O portal central deste projeto é uma grande pagina com redirecionamento para portais individuais destinados a apresentar e manter atualizado um catalogo de sites de referencias sobre um pais (Historia, Biografia, Principais canais de pesquisa, etc) ou um tema em geral (Trabalho, Mulher, Historia). A qualidade do portal o transformou neste tempo em uma grande referencia, ao buscar pela historia de um pais (ex. “Italian History) no Google certamente voce se defrontarà com um link para a pagina do programa bem ao topo. Respeitavel e reconhecido, o Virtual Library Project é coordenado pelo Prof. Serge Noiret e mantido com a participaçao e colaboraçao de uma grande comunidade de “manteiners”, pessoas que desenvolvem e mantem um destes sites-catalogos. E’ um exemplo que o trabalho em conjunto na rede da (muito) certo e rende bons frutos.

Este ano o portal sera renovado com o objetivo se selecionar e manter os melhores portais agregados. O meu “piccolo” Index da Historia do Brasil ainda tme muito o que crescer e ser melhorado. Quero acrescentar ainda muitos links de referencia e penso em propor uma troca de links. A intençao destas paginas é ajudar nao so quem busca informaçoes de um pais para fins de viagens e turismo, como para estudo. O enfoque maior, claro, é em Historia.

Confesso que achei que seria mais facil fazer um levantamento de sites sobre Historia do Brasil, mas me deparei e me deparo todo santo dia com uma quantidade enorme de sites com conteudo nao muito confiavel e os linksmais cotados do googleas muitas das vezes nao significam que sejam de qualidade. E’ dificil achar uma produçao academica e também se sentir tranquilo de confiar na seriedade de alguns sites. Estou apenas acenando para um problema que na internet nos deparamos frequentemente, qual seja, esta enorme dificuldade em distinguir os sites realmente produzidos por historiadores e/ou estudantes e/ou intelectuais de outras areas,mas com comprometimento ético e academico, dos sites produzidos pelos escritores “comuns”, pelos amadores. Como fazer? Sobre este problema me falou bastante o prof. Stefano Vitali (do Arquivo de Estado de Firenze), um homem que tem muito presente esta problematica e tem se dedicado bastante aquestoes como a do Web 2.0 relacionado às humanidades, segundo ele é, este é apenas um dos agravantes (por exemplo) no caso das, muitas das vezes, incriteriosas pesquisas que nossos estudantes de Ensino Fundamental e Medio ou um internauta desavisado pode acabar fazendo e sendo erroneamente informado por este tipo de sites que se propoem a falar de Historia sem um compromisso com a ciencia.

Quem quiser torcar link com o WWW-VL History of Brazil basta me mandar um e-mail.

Visitem, critiquem, sugiram!

e-livros: velhos e novos rituais de leitura

Volto a falar sobre os e-books motivada de uma das ultimas resoluçoes do governo italiano que decidiu que a partir do ano academico de 2008-2009 – calendario europeu – escola e universidades poderao ter acesso a livros no formato digital disponiveis online gratuitamente ou a pagamento (porém de um valor muito reduzido em relaçao àquele da print version). O site do Governo e do “Tesoro” informamque os livros deverao ser produzidos portanto nos dois formatos e que os docentes poderao adotar somente os textos que estiverem disponiveis nas duas versoes.

Aqui se poem diversas questoes praticas. A primeira delas é saber se os editores italianos vao dar conta de até setembro disponibilizar as duas versoes, se havera alguma prorrogaçao desse prazo da parte do governo, como os alunos poderao ler os livros nas escolas/universidades onde nao tem computador ainda? Os problemas sao varios, mas tudo pode ser amenizado pelo simples fato que o aluno pode sempre imprimir o texto, ou parte dele, quando quiser e se precisar e/ou se nao te computador nao esta excluido de forma alguma pois serà sempre possivel comprar o velho e tradicional livro de papel.

Particularmente sempre fui meio conservadora neste sentido e gosto muito dos meus livro de papel. Ainda que sempre pense em “doar” meus livros, gosto de ve-los por perto. Gosto de folhear um romance que li ha muito tempo e encontraralguma passagem que me tocou muito ao acaso. Aprecio muito a sensaçao e as lembranças que me trazem sentir um livro “fisicamente” na minha mao, sentir o cheiro, ve-lo envelhecendo. Mas sou entusiasta da onda do e-book,embora deva confessar que nunca li um livro inteiro em formato digital (a um certo ponto da leitura, o monitor cansa, e ler no computador obriga a uma posiçao nem sempre confortavel). O livro o levo onde quiser, na bolsa, sem cabos e bateria, leio sentada, deitada, no onibus, no trem… escrevo, sublinho, presenteio alguém, recebo presentes. O livro de papel possibilita rituais desde a compra: uma pessoa pode ter um autografo, fazer uma dedicatoria, receber uma, pode entrar na livraria para comprar um titulo e sair com outro, se sentir atraida por uma capa, um titulo exposto nas prateleiras do outro lado da sala… O livro de papel tem um charme, um romantismo. Mas vamos aos fatos.

Ecologicamente os livros em formato digitais sao ao 100% preferiveis. A capacidade de arquivaçao por espaço é infinitamente maior. O transporte é mais facil. Nao molha,nao amassa, nao pesa. Graças a economia do papel, mais a economia da mao-de-obra e tempo de todo o processo de fabricaçao de um livro “tradicional” o e-book é muito mais barato. Possibilita a qualquer um de escrever e publicar um livro. A democratizaçao da informaçao no mundo dos “informatizados” é muito relevante. Existem também as vantagens e desvangatens para o mercado de um autor poder abrir mao dos serviços editoriais e de distribuiçao. O e-book pode ser (ou nao) dotado de hipertexto o que possibilita uma leitura navegante dentro do texto através das referencias e outros recursos de imagens e graficos que otimizam a leitura e podem auxiliar na apreensao dos dados informativos.

Os pontos positivos a favor do livro no formato digital poderiam ser destruidos pela simples constataçao de que no Brasil de uma população com 196 milhões de habitantes somente 16 milhões possuem acesso doméstico ao computador e isto nao significa dizer acesso à internet. Mas esta desvantagem se mostra quase inofensiva a partir do momento em que admitimos a coexistencia dos dois formatos e nao defendemos a supremacia do novo sobre o velho. Isto significa dizer que o e-book pode trazer as vantagens e ser aproveitado por quem tem os meios para usufrui-lo sem prejudicar aqueles os leitores nao informatizados. A unica desvantagem significante dos leitores de um mesmo livro no formato tradicional em relaçao a quem o leu tal livro na sua versao digital seria a da diferença de ler o conjunto da obra com ou sem hipertextualidade.

Ainda outra vantagem dos e-books é a possibilidade da atualizaçao de conteudos (principalmente no caso dos materiais didaticos)sem custos adicionais. Na Italia a editora Garamond ja oferece este serviço. Paga-se pelo livro uma unica vez.

Uma das desvantagens concretas do e-book é que para poder le-lo é necessaria energia e outra é que nao é muito facil e comodo levar o computador em uma viagem somente para poder ler um livro. Entao no criterio portabilidade o e-book ainda peca por falta de praticidade. Mas isto sera ja esta sendo remediado (claro, para quem pode pagar) pelos e-book readers como dispositivo alternativo ao PC para a leitura de livros em formato digital, que sao “brinquedinhos” tao pequenos e leves que ocupam menos espaço que um caderno universitario numa mochila (imaginem quantos livros podem ser levados numa so mochila!). O primeiro dispositivo leitor de livro eletronico foi produzido pela NuvoMedia em 1998, o chamado Rocket e-book, mas existem outros como o Everybook, o Softbook e outros palms que com os sotfwares adequados permitem a leitura de forma muito mais “pratica” e em qualquer lugar, sem fios, sem computador, como os aparelhos Blackberry.

Para encerrar quero destacar entre outros o electronic-paper display da Amazon, o Amazon Kindle, dispositivo que promete muito, dotado de wireless o que permite comprar um e-book a partir do seu proprio Kindle, com uma resoluçao 600 x 800 pixel, um display de 6 polegadas, acesso para o Wikipedia, dicionario incluso (ingles)e que ainda possibilita a assinatura dos principais jornais americanos e ainda outros jornais e revistas internacionais, possibilitando também acesso a alguns blogs.

Vejam a apresentaçao no video abaixo:

Sera possivel criar novos rituais para a leitura? Talvez bichinhos como esse permitam uma familiarizaçao maior com o e-book, pesa pouco, leva onde quiser, salva informaçes, etc… Uma especie de “tamagoshi” cultural. Uma “e-biblioteca” de bolso! Talvez com isso eu mude minhas preferencias, mas mesmono final desse video ainda sou pelo velho e bom, romantico livro de papel! Com U$ 359,00   -que é quanto custa o bebezinho atualmente – eu compro muuuuito livro…mas enfim, diante disso, ha de se considerar um investimento a longo prazo. Hum…Ta sem idéia de presente pro meu proximo aniversario? …agora ja sabe!