Month: March 2009

Historiografia Digital na Wikipédia

Após 15 dias de avaliação, o verbete “Historiografia Digital” que inseri como contribuição na Wikipédia em Língua Portuguesa foi aprovado para permanecer no site. O artigo criado em 04 de março foi inicialmente julgado incipiente e caracterizado como pesquisa inédita por alguns usuários desta wiki que decidiram levar a página à votação para ser eliminada. Quem é colaborador de wikis sabe como funciona.

A eliminação deveria ter ocorrido no dia 11 de março, mas foi prorrogada até o dia 19 (ontem) porque o número de votos a favor da eliminação da página não eram suficientes. O juízo atribuído à página baseava-se na falta de referências para o tema em português, fontes não verificáveis e o texto foi considerado confuso.

Como estava estreando nesta wiki eu confesso que não dominava (e ainda não domino) completamente todas as ferramentas para a formatação do texto, inserção de notas de rodapé, categorias e etc. Mas ao menos no que dizia respeito ao conteúdo e forma do texto, tentei melhorar. Enxuguei o texto a fim de torná-lo mais objetivo e também aberto para novas colaborações, pois a idéia justa-posta das wiukis é esta do texto com multi-autorias. E àquilo que pude ler em português (CASTELLS, DANTAS e SÁ) juntei as referências bibliográficas que eu tinha em italiano e inglês.

Anseio que este verbete seja bastante lido, criticado e melhorado. Sinto muito forte a necessidade de se estabelecer um debate acerca deste tema no Brasil.

Um dos usuários* fez o seguinte comntário na página de votação pela eliminação:

O artigo esta ficando cada vez melhor com o tempo, um principio da wiki é que devemos incentivar novos usuários a escrever artigos. Apagar um artigo com esta quantidades de informação é um balde de agua fria. Os links externos mostram que o tema não é incipiente. Algumas das biografias em portugues possuem 4 anos! Uma verificação da bibliografia e dos links externos mostram claramente que não é pesquisa inédita. (discussão) 16h03min de 12 de março de 2009 (UTC) Por favor, reflitam

Ao qual respondi com o comentário abaixo:

A idéia que eu tive em criar este verbete foi justamente a de, com o tempo, ir melhorando o artigo. Estou lendo a respeito deste tema (infelizmente em outros idiomas) pelo menos há 10 meses. Mantenho um blog sobre o assunto e estou começando um projeto de monografia sobre História e Internet que é, inevitavelmente, perpassado pela Historiografia Digital. O que escrevi, em primeiro instante, precisa ser melhorado, claro, e eu gostaria muito se outras pessoas se propusessem a fazê-lo. O assunto no Brasil é pouquissimo discutido, mas não penso que por isso seja incipiente. Faço um apêlo a quem puder ajudar melhorar o artigo e para aqueles que votaram pela exclusão, que reflitam. Nos Estados Unidos e na Europa o tema está muito a frente do que eu fui capaz de sintetizar neste artigo, porém, desejo imensamente que o assunto seja discutido no Brasil, não somente na academia, mas por todos. Julguei que a inclusão do artigo na wikipedia era uma bom caminho para incentivar isto.–Anita Lucchesi (discussão) 13h31min de 13 de março de 2009 (UTC)

Dito isto, penso que a intencionalidade da criação de tal verbete esteja colocada. Entretanto, quero ainda trazer mais um comentário, de um autor* diferente, para ilustrar como o assunto foi encarado. Os grifos são meus:

“O artigo foi bastante melhorado pela Anita Lucchesi D C E, mas ainda assim não o julgo enciclopédico; o tema ainda parece-me por demais incipiente, tanto que não existe nas outras wikis. Evidentemente posso estar enganado. 20h58min de 4 de março de 2009 (UTC)”

*preservo a identidade dos autores.

Considero importante agora colocar o link para a Wikipédia em Língua Inglesa: Digital History.

Por fim, copio e colo o verbete. Sintam-se convidados a colaborar!

Historiografia digital

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A historiografia digital é uma das formas possíveis para abordar e analisar a historiografia utilizando as novas tecnologias de comunicação. É o estudo da escrita da História com o recurso à informática aplicada às Ciências Humanas.

O historiador que trabalha com esta ferramenta trabalha online, isto é, utilizando como ferramenta básica, um computador com acesso à internet. A Historiografia Digital tem como base os recursos que o mundo digital oferece, como o hipertexto, os bancos de dados e as redes sociais, que possibilitam criar e compartilhar o conhecimento histórico.

A historiografia digital complementa outras formas de historiografia, das quais absorve o rigor metodológico necessário para o exercício da compreensão de determinados acontecimentos na história, utilizando-se das modernas tecnologias de informação e da web.

Índice

  • 1 O ofício do historiador e o uso da internet
  • 2 Os primeiros passos da disciplina
  • 3 Bibliografia
  • 4 Ligações externas

O ofício do historiador e o uso da internet

O historiador que realiza uma pesquisa valendo-se da internet como um dos canais para chegar aos documentos e usando a mesma para posteriormente divulgar e compartilhar os resultados e fontes de referência de sua pesquisa já está, mesmo que inconscientemente, lançando mão da Historiografia Digital. Toda a produção historiográfica que foi afetada através da web, seja na sua fase de produção ou na de promoção, está já marcada pela força do digital. Discute-se muito atualmente quais seriam as efetivas questões relevantes que a Era Digital traz para o ofício do historiador. Os historiadores do século XXI não podem ser omissos neste debate, eles não podem deixar de se colocar questões a respeito de como as novas mídias sociais e as tecnologias da informação e comunicação estão afetando o aprendizado e o ensino da disciplina nas diferentes instituições. No Brasil, porém, a disucussão à respeito deste tema ainda está bem reduzida, o que explica também o número reduzidos de fontes no nosso idioma.

Torna-se necessária a reflexão sobre as transformações que a sociedade vem sofrento nos últimos 30 anos, sobretudo nos últimos 20, depois da invenção do World Wide Web. O historiador francês Roger Chartier, especialista em história da leitura, por exemplo, atenta para o futuro dos livros na era da informação. O mercado editorial e os diferentes jornais e revistas também já se preoupam em se adequar ao novo estilo de vida das pessoas, basta que atentemos para o número de informativos online, revistas que disponibilizam também conteúdo extra, espaços que permitem a interatividade do leitor, maior liberdade para dispor de outras mídias para complementar notícias (som, imagem e videos), que acabam por transformar a relação do leitor om a informação. Até mesmo as tradicionais telenovelas, que costumam atingir uma enorme público nas televisões brasileiras já estão acompanhando as mudanças, algumas emissoras possibilitam que capítulos possam ser revistos online, pedem a opinião dos telespectadores sobre a história e modificam também esta relação público e personagens, antes tão distante. Existem também as webséries, espécie de seriados televisivos produzidos e reproduzidos exclusivamente na web.

Os primeiros passos da disciplina

A assim dita Historiografia Digital, entretanto, não possui ainda um léxico técnico sedimentado ainda, o que dificulta ainda mais a aceitação dela por parte de historiadores de gerações anteriores à nossa, uma vez que o debate acerca do tema, não havendo ainda uma nomenclatura bem definida, parece ainda frágil e incipiente. Apesar disto, em muitos países o estudo da informática aplicada às ciências humanas é já bastante difundido e nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, já vem sendo estudada a Digital History – terminologia corrente utilizada em inglês – de forma sistemática e organizada. A universidade norte-americana George Mason, na Virgínia, por exemplo, possui um centro voltado somente para o estudo sobre a história e novas mídias, o Center for History and New Media, que além de ser referência no tema pela elaboração de ferramentas e desenvolvimento de projetos, oferece uma vasta bibliografia a respeito, a começar pelo volume considerado indispensável como texto base e introdutório sobre Historiografia Digital “Digital history: A Guide to Gathering, Preserving, and Presenting the Past on the Web”, de Daniel J. Cohen e Roy Rosenzweig. Também é possível encontrar em língua italiana um volume que reune textos de 04 diferentes autores sobre o tema, que é o “Storiografia Digitale”, curado por Dario Ragazzini que contém texto dele mesmo e de Serge Noiret, Monica Gallai, Luigi Tomasini e Stefano Vitali, no qual discutem as novas problemáticas dos estudos históricos diante da revolução informática.

Bibliografia

Ligações externas

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20 anos da World Wide Web neste março

Rafael Capanema escreveu um artigo bem pontual no dia 13 de março para o portal da Folha Online, na parte dedicada a assuntos de informática. Copio e colo o texto na íntegra e abaixo teço alguns comentários.

Autores de grandes invenções nem sempre se dão conta imediatamente da importância daquilo que criaram.
Durante a concepção da WWW, que comemora 20 anos nesta sexta-feira (13) em um evento na Suíça, Tim Berners-Lee e Robert Cailliau imaginavam que ela atingiria a onipresença de que desfruta hoje?
Martial Trezzini/Efe
Tim Berners Lee (esq.)e Robert Cailliau (dir.), posam juntos ao primeiro servidor de internet durante a celebração de aniversário da WWW, na Suíça
Tim Berners Lee (esq.) e Robert Cailliau (dir.), posam com o primeiro servidor que usaram, na celebração de aniversário da WWW
“Sim, senão não a teríamos chamado de World Wide Web [rede mundial] antes mesmo de ter qualquer código em funcionamento”, responde Cailliau à Folha.
Cailliau é o cientista computacional belga que auxiliou o colega inglês Tim Berners-Lee na audaciosa empreitada.
A web nasceu na Suíça, no laboratório onde trabalhavam os dois cientistas, a Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear) –centro responsável também pelo LHC (Grande Colisor de Hádrons).
Em março de 1989, Berners-Lee escreveu “Information Management: A Proposal” (gerenciamento de informação: uma proposta), em que apresentava sua ideia: um conjunto de documentos de hipertexto interligados, acessíveis pela internet. Coautor da proposta, Cailliau atuou para viabilizar o projeto dentro da instituição e angariar recursos para seu desenvolvimento.
É comum a confusão entre internet e World Wide Web, que não são a mesma coisa. Sistema global de comunicação de dados, a internet remonta à década de 1960 e tem a WWW como um de seus serviços.
Por meio de páginas interligadas, que combinam texto e imagem, a WWW democratizou o acesso à internet, antes restrito ao círculo acadêmico.
Em fins de 1990, Berners-Lee já tinha desenvolvido todas as ferramentas necessárias para o funcionamento da rede: o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol), a linguagem HTML (HyperText Markup Language), o primeiro software de servidor HTTP, o primeiro navegador (chamado WorldWideWeb) e, ainda, as primeiras páginas -blocos ainda rústicos de textos e links, que explicavam o funcionamento da própria WWW.
Mas a popularização da web só se consolidou em 1993, com o lançamento da versão 1.0 do navegador Mosaic, criado pelo estudante de computação norte-americano Marc Andreessen. O programa inovou por ser totalmente gráfico, tornando a navegação na rede mais amigável e acessível.
Em 1994, o Mosaic virou software comercial e foi rebatizado como Netscape Navigator. O programa foi líder absoluto do mercado até ser esmagado pelo concorrente Internet Explorer, da Microsoft, durante a guerra dos navegadores.
Para organizar a quantidade de informação na rede em crescimento vertiginoso, surgiram diretórios de sites e mecanismos de pesquisa como Yahoo! e Altavista –que foram suplantados, mais tarde, pelo Google, cujo nome deixou de ser sinônimo de buscador eficiente para representar a hoje gigante empresa que oferece uma vasta gama de serviços on-line.
Em meados da década de 1990, o Brasil plantava suas primeiras sementes na rede, com o lançamento de sites como o portal UOL, do Grupo Folha, e o buscador Cadê?.
Quando ficou evidente o potencial de geração de lucro na web, foram investidos milhões de dólares em sites supostamente promissores. Mais tarde, porém, boa parte deles mostrou-se inviável economicamente. O fenômeno gerou perdas igualmente milionárias, na chamada bolha do pontocom, que estourou em 2000.
Web 2.0
Na esteira do novo milênio, nasceram termos como “conteúdo gerado pelo usuário” e “web 2.0”. Os blogs facilitaram a criação e disseminação de conteúdo por qualquer pessoa, e explodiram em popularidade redes sociais como Facebook e sites colaborativos emblemáticos, como a enciclopédia Wikipédia e o YouTube, que fez os vídeos se propagarem na rede.
E conteúdo gerado pelo usuário, afinal, era a intenção original de Berners-Lee e Cailliau, cuja invenção foi celebrada nesta sexta-feira, na Cern, em evento que terá palestras do próprio Berners-Lee e de outros protagonistas da história da World Wide Web.

É curioso que o grande boom da Web 2.0 seja coincidente com esse aniversário de 20 anos. Mas nas acredito que a Web 3.0 virá somente quando a WWW for completar 30 anos.  Vale rever o post que escrevi sobre Web Semântica ano passado, que agiria menos como um catálogo e mais como um guia. Já existem páginas de testes, esse pessoal não brinca em serviço.

É inegável que esta invenção tenha transformado a sociedade, mas a sociedade também sofreu mudanças inerentes a ela mesma independentes do que acontecia na virtualidade, mas a WWW seguiu se adaptando a estas mudanças e correspondendo cada vez mais às expectativas dos usuários que, mesmo não sendo especialistas, utilizam o serviço se forma intuitiva e deixam aqui e ali traços rastreáveis dos desejos e intenções de pessoas diferentes entre si que usam a rede ao redos do mundo. Demanda e oferta neste caso se equilibraram, mas a criação inicial do projeto, merece todo o reconhecimento pela genial capacidade de inventatividade. Hoje o hipertexto parece tolo, mas pensá-lo no final dos anos 80 não o foi.

O lançamento, como mostra a matéria da Folha, não foi logo no início, a coisa demorou a se popularizar, mas isso aconteceu e de lá pra cá veiosomente num crescente. A demanda só cresce e a WWW se transforma e aumenta as suas faculdades.

Web for Open: Tim Berners-Lee, o criador da WWW, fala neste video sobre a sua experiência 20 atrás e o seu novo projeto, que pretende fazer com número o mesmo que a sua primeira invenção possibilitou fazer com palavras,imagens e videos, desbloqueando os nossos dados e instaurando um novo caminho de utilizá-los juntos.

No meu modo de ver, palpitando, a primeira fase foi marcada pelo COMUNICAR enquanto a segunda fase, bem como o novo projeto de Berners-Lee, está marcado pelo COMPARTILHAR. Neste sentido, o que já existe de trabalhos sendo realizados a quatro ou mais mãos graças a recursos que permitem a determinados acessarem seus Databases abertamente (ainda que fique restrito a um grupo pré-determinado, com regulamentos pré-estabelecidos). Desta forma, a escrita da História, por exemplo pode ser potencializada. Às vezes imagino, na época de Hobbes e Locke, se isso fosse possível, quão mais profundo teria sido o debate sobre algumas questões, como o papel do Estado, por exemplo. Compartilhar a escrita de um trabalho, abrindo seu Database para outra pessoa, é algo muito diferente de lhe mostrar um manuscrito, uma prova. É tornar mais visível ainda, para o outro, o seu percurso na pesquisa, é mostrar todas as notas, os rascunhos, aquilo que foi apagado, as edições e re-edições. Claro, isto era possível também antes, de forma mais lenta e arcaica, mas o que estamos falando hoje é, por exemplo, da possibilidade de duas pessoas, uma da Suiça e uma da Australia, trablharem juntas num projeto. Este tema inspira muita reflexão.

Os historiadores metidos com a Historiografia Digital que se preparem!

Presidência da República no Twitter?

O perfil foi criado há menos de 24 hs. http://twitter.com/presidenciaBR
Fui adicionada hj de manhã. Fui ver o perfil e fiquei acompanhando o número de seguidores aumentando e fiquei de olho nos updates.

O Instituto Millenium – http://www.imil.org.br/ – entrou em contato com a SECOM (Secretária de Comunicação) por telefone e depois por e-mail e recebeu a seguinte resposta:

“Pelo que pudemos apurar, trata-se de página falsa e a Presidencia da República já está tomando as providencias cabíveis para tirar do ar”

O Baguete publicou uma notícia:

“Foi inaugurado nesta sexta-feira, 13, um perfil que afirma ser o veículo oficial da Presidência do Brasil no Twitter.

Por que escolhemos o Twitter? Porque é uma excelente forma de se aproximar de jovens influentes do Brasil”, anuncia o primeiro post.O usuário do Twitter (@presidenciaBR) afirma que o perfil é mantido pela Secretária da Comunicação (SECOM), no entanto não há indicativo de uso do Twitter na página oficial do governo.
Fakes
No domingo, 01, a governadora do estado, Yeda Crusius (@yedacrusius), ganhou um perfil no site de microblog. A conta, no entanto, é falsa.
Através dos comentários do Baguete, Anita Lucchesi, do Instituto Millenium, afirma que o perfil é falso. “Quem informa é a SECOM “Pelo que pudemos apurar, trata-se de página falsa e a Presidencia da República já está tomando as providencias cabíveis para tirar do ar”, declara.
Resposta Oficial
Contatada pelo Baguete, a assessoria de imprensa da Presidência da República afirmou que a veracidade da conta está sendo averiguada.”

Depois que tuitamos que era falso, os updates pararam. Mas o numero de followings e followers continuou crescendo. Os updates eram 14 no total, até então. Mas há 19 minutos atrás um novo tweet foi escrito:

presidenciaBRO diálogo via Internet é uma realidade para os jovens brasileiros, que deve ser levado a sério e trabalhado. http://migre.me/8pl

Eu no Twitter: http://twitter.com/alucchesi

Só nos resta saber se a SECOM estava bem informada. ¬¬

Os dois primeiros tweets do nosso suposto Lula foram bem sugestivos e demonstram que no Brasil essa coisa de Web 2.0 está deixando de ser brincadeira…

“Bem vindos, então, ao novo canal de comunicação entre a presidência e os jovens.

“Por que escolhemos o Twitter? Porque é uma excelente forma de se aproximar de jovens influentes do Brasil.

“Through the Looking Glass: Museums and Internet-Based Transparency”

Eu que vivo de olho no Museum 2.0, recebi este e-mail de uma outra lista que participo hj.
Achei bem interessante.

pra quem gosta do tema… Fiquem de olho aqui: http://museumstudies.si.edu/webcast_031109.html

Dr. Maxwell Anderson
Melvin & Bren Simon Director and CEO of the Indianapolis Museum of Art
Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (Ring Auditorium)
Washington, DC
Wednesday, March 11, 2009
2:30–4:30 pm

The program features a lecture by Dr. Maxwell Anderson, the Melvin & Bren Simon Director and CEO of the Indianapolis Museum of Art. Author of many publications and an internationally known speaker, Dr. Anderson is a leader in moving museums toward incorporating web mediated technology in their daily lives. His publications on museums and technology have promoted greater transparency among institutions, and his advocacy led the Indianapolis Museum of Art to launch, in 2007, the first real-time museum dashboard, revealing over 50 fields of sensitive financial and performance data and soliciting commentary from the general public about the museum’s commitment to openness.

As museums adapt to the potential of social computing, the old-school website focused on facilitating physical access and rudimentary collections information is fast becoming a necessary but insufficient front door for museums online. By opening museums to public participation, and by revealing operational details that are normally kept confidential, museums have the potential to animate strategic planning, anticipate outcomes-based inquiries from governance authorities and funders engage a new generation of users, mollify a prying press, and encourage philanthropy. This presentation will present some ways in which the Indianapolis Museum of Art is striving to open itself in unexpected ways to the general public.

The program will be web cast live on this page and archived for later viewing. There is no charge or registration required for attending the program or viewing the web cast.

e-books, Kindle 2 e a pirataria de livros na rede

Em julho do ano passado eu estava escrevendo sobre o Kindle, da Amazon, e me questionava sobre os rituais de leitura.  Recentemente o Portal Exame trouxe uma notícia sobre o Kindle 2, que agora custará 359,00 U$.  Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon, diz que  o “foco realmente é o de produzir o melhor aparelho de leitura eletrônica… para livros, revistas, jornais e blogs”. Ou seja, não esperemos um novo iPhone, ou uma iPod que também permita ler livros.

Rubens Fonseca, no Portal Literal é, como eu ainda sou tendenciosa a ser, um defensor do velho e bom amigo livro. Mas por mais que este romântico ato de leitura me fascine muito, não posso deixar de tirar o chapéu pra esse aparelhinho. Confesso que estou quase comprando um pra testar. O que me pergunto é se por acaso não aconteceria com o meu Kindle o mesmo que aconteceu com a minha bicicleta ergométrica… Acabei continuando a pedalar na rua, e quem sabe, também não abandone meus caros, empoeirados e pesados amigos livros na estante. Contudo, não desconsidero totalmente a compra… já troquei há algum tempo meus cadernos de rabiscos e pensamentos pelo bloco de notas, no meu laptop.

A última coisa sobre livros que resolvi testar foi o tal do Audio-book: barato, prático, não pesa… Parece maravilhoso. Mas ainda não consegui terminar de ouvir o meu primeiro audio-book que adquiri ainda na Itália (num site que você pode fazer o download por muito pouco). O audio-book também é mais uma da sportas para pirataria de livros na web. O que tem por aí de arquivo mp3 disponível pra baixar (de grátis!!) não está no gibi. Muitos títulos porém, existem somente em inglês, e nem sempre a gravação é nítida. Quando o problema não é a gravação, é o narrador… não é qualquer um que sabe ler um livro todo com a entonação justa. Pessoalmente, acho que pra mim, o audio-book não cola pois fica muito impessoal, e eu gosto de ler no meu ritmo, com pausa para os meus raciocínios, dando`às diferentes personagesn as vozes que eu quiser. Porém, já ouvi depoimento de gente que se amarrou em ouvir o e-book no trânsito de SP (vá entender porquê…rs).

Ainda sobre a pirataria de livros na rede, parece que o Google, depois de sofrer uma acusação coletiva por parte de autores e editoras que tiveram seus direitos autorais violados, resolveu antrar num acordo com a Associação de Edioras Americanas e finalmente a disponibilização de livros na rede por conta deles passará a ser regulamentada. Está rolando uma negociação na qual o Google seria obrigado a pagar em espécie os direitos autorais dos livos escaneados e reproduzidos online. Aqui tem um resumo do tal acordo (e consequências) para a consulta de editoras, afins e curiosos: http://www.googlebooksettlement.com/r/home?hl=pt-BR&cfe_set_lang=1