e-books, Kindle 2 e a pirataria de livros na rede

Em julho do ano passado eu estava escrevendo sobre o Kindle, da Amazon, e me questionava sobre os rituais de leitura.  Recentemente o Portal Exame trouxe uma notícia sobre o Kindle 2, que agora custará 359,00 U$.  Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon, diz que  o “foco realmente é o de produzir o melhor aparelho de leitura eletrônica… para livros, revistas, jornais e blogs”. Ou seja, não esperemos um novo iPhone, ou uma iPod que também permita ler livros.

Rubens Fonseca, no Portal Literal é, como eu ainda sou tendenciosa a ser, um defensor do velho e bom amigo livro. Mas por mais que este romântico ato de leitura me fascine muito, não posso deixar de tirar o chapéu pra esse aparelhinho. Confesso que estou quase comprando um pra testar. O que me pergunto é se por acaso não aconteceria com o meu Kindle o mesmo que aconteceu com a minha bicicleta ergométrica… Acabei continuando a pedalar na rua, e quem sabe, também não abandone meus caros, empoeirados e pesados amigos livros na estante. Contudo, não desconsidero totalmente a compra… já troquei há algum tempo meus cadernos de rabiscos e pensamentos pelo bloco de notas, no meu laptop.

A última coisa sobre livros que resolvi testar foi o tal do Audio-book: barato, prático, não pesa… Parece maravilhoso. Mas ainda não consegui terminar de ouvir o meu primeiro audio-book que adquiri ainda na Itália (num site que você pode fazer o download por muito pouco). O audio-book também é mais uma da sportas para pirataria de livros na web. O que tem por aí de arquivo mp3 disponível pra baixar (de grátis!!) não está no gibi. Muitos títulos porém, existem somente em inglês, e nem sempre a gravação é nítida. Quando o problema não é a gravação, é o narrador… não é qualquer um que sabe ler um livro todo com a entonação justa. Pessoalmente, acho que pra mim, o audio-book não cola pois fica muito impessoal, e eu gosto de ler no meu ritmo, com pausa para os meus raciocínios, dando`às diferentes personagesn as vozes que eu quiser. Porém, já ouvi depoimento de gente que se amarrou em ouvir o e-book no trânsito de SP (vá entender porquê…rs).

Ainda sobre a pirataria de livros na rede, parece que o Google, depois de sofrer uma acusação coletiva por parte de autores e editoras que tiveram seus direitos autorais violados, resolveu antrar num acordo com a Associação de Edioras Americanas e finalmente a disponibilização de livros na rede por conta deles passará a ser regulamentada. Está rolando uma negociação na qual o Google seria obrigado a pagar em espécie os direitos autorais dos livos escaneados e reproduzidos online. Aqui tem um resumo do tal acordo (e consequências) para a consulta de editoras, afins e curiosos: http://www.googlebooksettlement.com/r/home?hl=pt-BR&cfe_set_lang=1

 

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