Month: January 2013

The Blessay | Dan Cohen’s Digital Humanities Blog

See on Scoop.itHistoriografia na Rede

Anita Lucchesi‘s insight:

#8 (?) And blessays don’t use footnotes as “persuade mechanism”. Even use it to add extra information into a text. This is done by hypertext/hyperlink use.

Actually, I prefer Cohen’s “Blessay” name than “intellectual journalism”. “Intellectual journalism” may restrict the classification. “Blessays” is a more holistic name.

What do you think?

See on www.dancohen.org

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Readability: porque não estamos prontos para a dispersabilidade

“Um jeito melhor para ler na Web” é assim que se divulga o simples, mas poderoso, aplicativo (add-on) para “facilitar leituras” na Web – o Readability.

Assista ao vídeo de apresentação:

O desenvolvimento de um software deste tipo é um caso interessante para se pensar a leitura em tempos de Internet. Ora, se há um dispositivo para ler melhor e, segundo o vídeo, “mais confortável, sem distrações” na Web, é porque, de fato, a dispersabilidade e a diversa arquitetura de informação e disposição imagética das páginas de Web estão alterando influenciando nosso modo de ler. Como argumenta Steve Krug (Don’t Make Me Think – A Common Sense Approach to Web Usability, 2005, 2ªed), não se trata mais, exatamente, de leitura de páginas da Web, mas de um scaneamento.

Segundo Krug, consultor de Web usability, os sites foram desenhados pensando inicialmente no padrão mais linear de leitura dos usuários. Entretanto, notou-se que os leitores se comportam de maneira um pouco diferente na Web, prestando menos atenção ao conteúdo integral e detalhes da página em ordem linear (direita-esquerda, de cima para baixo), e mais propriamente scaneando a página em busca daquilo que mais lhe chamou atenção.

A ilustração presenta no capítulo 2 do seu livro “How we really use the Web” tem alto poder de síntese explicativa:

Testei o Readability e gostei, vou continuar usando, combinando-o ao Zotero e aproveitando sua função de “envio para o Kindle”. Além de ser um ótimo modo para programar leituras através do botão “read later” (essencial para quando  você está navegando e encontra algo interessante mas não tem tempo para ler na hora), o APP é realmente um ótimo “limpador” de páginas: despolui as márgens laterais dos artigos, retira anúncios e gifs que ajudam a dispersar a atenção, permite ao usuário escolher se retira ou não as imagens do corpo do texto e – o que achei mais surpreendente – possui também a função facultativa de transformar os hiperlinks ao longo do texto em notas de rodapé que correm para o final da página.

Sensacional como estímulo à reflexão crítica sobre a opacidade que o historiador Antonino Criscione (Sopravviverà la Storia all’ipertesto?, 2003) atribui à Web, que, de minha parte, me ajudou a formular também a noção de “dispersabilidade” característica marcante da navegação 2.0. Para mim, confrontar estas tecnologias com as arcaicas ferramentas do trabalho clássico de um historiador (basicamente, papel e caneta) é tarefa urgente da comunidade histórica neste século XXI. Não é possível, ao meu ver, passarmos por essa revolução da comunicação e da informação, inalterados. Algo para pensar sobre o Readability e o nosso trabalho diário é que talvez a leitura seja uma das habilidades mais imprescindíveis para os historiadores da cultura alfabética. Talvez uma nova concepção de leitura na presente cultura digital exija uma nova habilidade.

Algo que tenho buscado para mim, sem muito sucesso nos últimos anos de historiadora e internauta, é driblar a dispersabilidade gerada pela abundância de informações, links e estímulos na Web. Estamos, como havia previsto o historiador Roy Rosenzweig (Scarcity or Abundance? Preserving the Pas in the Digital Era), no tempo da abundância.

Como diria Drummond, E agora, José?

“This is very d…

“This is very different from the traditional “hoard and polish” technique, in which scholarly humanities research is an individual effort, published only in late stages, but it is very much in keeping with the emerging cooperative spirit of digital scholarship, Nowviskie said. Digital humanities projects at U.Va. cover a large swath of work, ranging from online archives of 19th-century scholarship to interactive maps of historical Jamaican architecture.”

Trechinho extraído da página da University of Virgina Today sobre um interessantíssimo projeto piloto em Digital Humanities. Um grupo de alunos do projeto “Praxis Program” está trabalhando para desenvolver um software de análise de textos Web-based que possibilitará a análise cruzada de reações e categorizações de textos Web a fora.  O programa em que os estudantes bolsistas responsáveis pelo Praxis estão envolvidos deve, segundo as boas línguas repensar a educação superior na Era Digital.

Fiquei curiosa. Let’s stay tuned!

Sugestões bibliográficas da Rede Brasileira de História Pública

[reblogged da Rede Brasileira de História Pública]

Coletâneas e obras de referência

Almeida, Juniele Rabêlo de; Rovai, Marta Gouveia de Oliveira (org.) Introdução à História Pública. São Paulo: Letra e Voz, 2011.

Anais de encontros científicos

Anais do Simpósio Internacional de História Pública: A história e seus públicos. São Paulo: Rede Brasileira de História Pública, 2012.

Livros

Maynard, Dilton Cândido Santos. Escritos sobre história e internet. Rio de Janeiro: Fapitec/Multifoco, 2011.

Artigos

Chalhoub, Sidney; Fontes, Paulo. “História social do trabalho, história pública”. Perseu: História, memória e política, v. 3, 2009, p. 219-228.

Ferreira, Marieta de Moraes. “Demandas sociais e história do tempo presente”. In: Varella, Flávia et. al. (org.) Tempo presente & usos do passado. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012. p. 101-124.

Meneses, Ulpiano Toledo Bezerra de. “Do teatro da memória ao laboratório da história: A exposição museológica e o conhecimento histórico”, Anais do Museu Paulista, v. 3, n. 1, 1995, p. 83-44.

Teses e dissertações

Bonaldo, Rodrigo Bragio. Presentismo e presentificação do passado : a narrativa jornalística da história na ‘Coleção Terra Brasilis’ de Eduardo Bueno. Dissertação de Mestrado, UFRGS, 2010.

Obras estrangeiras

A bibliografia estrangeira sobre história pública é muito ampla para ser adequadamente resumida nesta página. Para uma revisão dessa bibliografia e do panorama internacional, sugerimos os textos:

Liddington, Jill; Ditchfield, Simon. “Public History: A Critical Bibliography”. Oral History, v. 33, n. 1, 2005, p. 40-45.

Ashton, Paul; Hamilton, Paula. “Connecting with History: Australian and their Pasts”. In: Ashton, Paul; Kean, Hilda (org.) People and their Pasts: Public History Today. New York: Palgrave MacMillan, 2008.

Outras sugestões podem ser enviadas através do site da RBPH.

Entre a suástica e a palmatória: História Material, Oral, Cultural, Digital e Pública!

A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) acaba de lançar o vídeo “Entre a suástica e a palmatória” que transforma o tema da tese de doutorado do historiador Sidney Aguilar Filho em 22 minutos de uma belíssima apresentação histórica sobre a presença de simbologias e práticas de inspiração nazista em uma fazenda no interior do estado de São Paulo, antes da Segunda Guerra Mundial.

Atenção: Não se trata de um docudrama (como aqueles interessantes também, criados pela TV Brasil sobre História do Brasil). O vídeo não é um documentário, um longa ou um curta. Chamaram-no de “reportagem em vídeo” e talvez este termo seja mesmo o mais próximo de uma boa definição: uma reportagem sobre um tema histórico.

É verdade que estamos bastante familiarizados com o recurso aos fatos históricos em reportagens televisivas e de jornais ou revista impressos, afinal, a história, sobretudo quando se apela para as “testemunhas [oculares] incontestáveis”, ainda é um dos mais recorrentes argumentos de autoridade que, fora da academia, mobiliza e convence, sem mais chorumelas. O que me chama atenção neste vídeo, entretanto, é a iniciativa da RHBN em utilizar o gênero jornalístico “reportagem” para tratar de um assunto que não ocorreu recentemente, não está em alta na mídia e nem foi recuperado em função de alguma data comemorativa. A descoberta realizada pela tese de Aguilar – “Educação, Autoritarismo e Eugenia: Exploração do trabalho e violência à infância desamparada no Brasil (1930-45)” – poderia cair no esquecimento dos arquivos da Unicamp antes mesmo de ser, de alguma maneira, divulgada para o grande público. O serviço que nos presta a RHBN com tal reportagem é não só de comunicar aos pares, em um formato bem realizado, a novidade da pesquisa, mas de oferecer à comunidade historiadora a chance de sair dos claustros da academia e tornar público o fruto de um árduo trabalho.

O trabalho com história oral e material que imagino ter sido realizado por Aguilar apresenta, me parece, características que já torna seu resultado mais palatável ao grande público (que insisto em não chamar de leigo): as vulgas “evidências concretas”, para além dos documentos – um tijolo, uma testemunha ocular! A junção destas características ao empenho da RHBN, às tecnologias e aos recursos humanos necessários para criar esta “história visual” e às novas mídias que possibilitaram sua divulgação na grande esfera pública virtual (Web! Youtube…e o céu é o limite) me parece um belíssimo exemplo de História Digital e Pública.

Façamos bom proveito. Parabéns Sidney Aguilar Filho pela pesquisa e cumprimentos também à RHBN e aos envolvidos na produção do vídeo pela ótima iniciativa.

Aproveito o ensejo para compartilhar o trecho da instigante resenha de William Mari (University of Washington, Department of Communication) para o livro Technologies of History: Visual Media and the Eccentricity of the Past, de Steve F. Anderson, sobre integração entre História, tecnologias e mídias para a construção de narrativas como a de “Entre a suástica e a palmatória”. O livro promete uma boa reflexão:

“As more of our lives are lived “online,” more of our memories, in turn, are found and formed in unexpected digital spaces, including social media, video games, television, and movies. This is what Steve F. Anderson, the director of the PhD program in media arts and practices at the University of Southern California’s School of Cinematic Arts, argues in his purposely eclectic “metahistory of media histories” (p. 15). Advocating for the constructive role that mediating images, or visual history, has on the “world of the past,” Anderson explores how digital media in particular help to create society’s collective cultural memories. These digital media function as “technologies of history” by actively revising and disrupting traditional, linear ideas of what safely organizes conceptions of the past. Indeed, Anderson argues that we should constantly reimagine how we envision that past and navigate our relationship to it. He sees the current “collision of digital media/technology and history” as an opportunity to shake up assumptions about how to present and organize history (p. 161). (…)”

O MUNDO AMANHÃ: por Júlio Assange

Via Vírus Planetário

Chegou ao fim a série de entrevistas dividida em 12 episódios, feitas pelo militante e criador do WIKILEAKS, Julian Assange, com figuras relevantes na política internacional.

Todas as entrevistas foram publicada na íntegra pela Revista Virus Planetário, em parceria com a Pública.

Abaixo, link para os episódios traduzidos no Revista Virus Planetário:

Episódio 1: O mundo Amanhã – Hassan Nasrallah

Neste episódio Assange entrevista o secretário-geral do Hezbollah.

Episódio 1 - Assange entrevista Sayyed Hassan Nasrallah

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-por-julian-assange-episodio-1/

Episódio 2: O Mundo Amanhã: Comunista X Sionista

O Criador do Wikileaks recebe o intelectual esloveno Slavoj Žižek e conversam com um dos líderes da direita americana, David Horowitz.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-comunista-x-sionista/

Episódio 3: O Mundo Amanhã: Marzouki, um rebelde na presidência

Nesta entrevista, Julian Assange conversa através de medialink com o presidente da Tunísia, o ex-exilado Moncef Marzouki.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-marzouki-um-rebelde-na-presidencia/

Episódio 4: O Mundo Amanhã: A Primavera continua

No quarto episódio da série, Julian Assange entrevista Alaa Abd El-Fattah e Nabeel Rajab, lideranças importantes da Primavera Árabe no Egito e no Bahrein.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-a-primavera-continua/

Episódio 5: O Mundo Amanhã: As vozes de Guantánamo

No quinto episódio da série, Julian Assange entrevista Moazzam Begg, ex-detento de Guantánamo, e Asim Qureshi, advogado que largou o mundo corporativo para lutar contra os abusos da guerra ao terror.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-as-vozes-de-guantanamo/

Episódio 6: O Mundo Amanhã: Rafael Correia

Em entrevista feita por videolink para a série “O Mundo Amanhã” no começo de 2012, Assange revela que o governo equatoriano procurou o WikiLeaks, na época do vazamento, pedindo que publicasse todos os documentos diplomáticos.

http://www.virusplanetario.net/os-documentos-do-wikileaks-nos-fortaleceram-diz-correa/

Episódio 7: O Mundo Amanhã: Ocupando as Ruas

Na sétima entrevista da série, Julian Assange conversa com integrantes do movimento Occupy de Londres e Nova York sobre as origens, as propostas e os resultados das manifestações

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-ocupando-as-ruas/

Episódio 8: O Mundo Amanhã: Guerra Virtual

No oitavo episódio da série, Julian Assange se junta aos seus companheiros de armas, os criptopunks, virtuosos cyberativistas que lutam pela paz na internet. E avisam: não haverá paz sem liberdade.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-guerra-virtual/

Episódio 9: O Mundo Amanhã: Guerra Virtual, Parte 2

O nono episódio da série O mundo Amanhã continua com os Criptopunks, ativistas da liberdade de informação na internet, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn, Jeremie Zimmerman e, claro, Julian Assange, no papel de advogado do diabo. “Trole-nos, mestre troll”, brinca Jacob.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-guerra-virtual-parte-2/

Episódio 10: O Mundo Amanhã: A guerra não declarada no Paquistão

Ao longo de 25 minutos Julian Assange recebe Imran Khan, que nos anos 70 e 80 foi capitão do vitorioso time de críquete do Paquistão, para conversar sobre corrupção, Osama Bin Laden, soberania e bombas atômicas. Isso porque hoje Khan está na corrida para se tornar o próximo presidente do país nas eleições de 2013, liderando a oposição com o partido que criou, o Movimento para Justiça, que combate a corrupção no país.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-a-guerra-nao-declarada-no-paquistao/

Episódio 11: O Mundo Amanhã: Noam Chomsky e Tariq Ali

Noam Chomsky, renomado linguista e pensador rebelde, e Tariq Ali, romancista de revoluções e historiador militar, encontram na Primavera Árabe questões sobre a independência das nações, a crise da democracia, sistemas políticos eficientes (ou não) e a legião de jovens ativistas que tem se levantado para protestar no mundo todo.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-noam-chomsky-e-tariq-ali/

Episódio 12: O Fim do Mundo Amanhã

Em busca de ideias poderosas que podem transformar o mundo, o fundador do WikiLeaks se depara com um caso que guarda semelhanças com a sua própria trajetória.

Após ter sido Vice Primeiro-Ministro da Malásia na década de 90, Anwar Ibrahim foi expulso da política e preso por acusações de corrupção e crimes sexuais – no caso, sodomia, considerada ilegal no país asiático. Após seis anos no cárcere, ele foi inocentado das acusações. Mas, em 2008, teve que enfrentar novas acusações por crimes sexuais e encarar uma batalha legal de quatro anos. Só foi inocentado em janeiro de 2012.

http://www.virusplanetario.net/o-fim-do-mundo-amanha/

Nice post by Jason M. Kelly (@jason_m_kelly) about Twitter for our academic community.
He is interested in Digital Public History! Let’s stay tuned with his blog.

Digital Public History

Twitter iconWhen you’re first getting started on Twitter, it can be a bit overwhelming.  There are millions of users, and it seems that among the babble, there is little of use to professional historians.  However, there are hundreds of so-called “Twitterstorians” who have created a robust and active community over the past several years (click here to read about one new user’s experience).  These Twitterstorians include graduate students, university-based historians, public historians, curators, and more.

#Twitterstorians is a hashtag created by Katrina Gulliver (@katrinagulliver)  in 2009.  Since then, it has become the de facto hashtag for general history conversations on Twitter.  It has been joined by others such as #histsci, which focuses on history of science, and #dhist, which focuses on digital history.

While there is no comprehensive list of historians on Twitter, there are a few useful resources online.  Katrina Gulliver keeps a running list of Twitterstorians…

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