Month: July 2013

5 Big Data Projects That Could Impact Your Life

O que podemos fazer com “big-data”?

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Estimulante o post de Eric Larson no Mashable sobre curiosos projetos que trabalham com big-data, ou seja, tratam informática e digitalmente quantidades imensas de informações (humanamente, inapreensíveis para uma pessoa só, diga-se de passagem) que podem acabar oferencendo resultados bem interessantes. Para o caso da História, em particular, vale pensar no que pode dar o cruzamento do Geographic Information System (GIS) com dados sobre o passado.

O artigo cita o projeto Interactive Gettysburg: Modern Maps Reframe History, mas nessa direção vale também conferir o Montréal l’avenir du passé (MAP).

A respeito do MAP, vale conferir o artigo de Robert Sweeny sobre as oportunidades que se abrem ao se cruzar as fronteiras disciplinares e trabalhar em um ambiente colaborativo, intermediado pela tecnologia, como no diálogo entre História e Geografia de MAP: Rethinking Boundaries: Interdisciplinary Lessons from the Montréal l’avenir du passé (MAP) Project.

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Nota da ANPUH sobre a destorcida ‘reportagem’ de O GLOBO sobre os Black Blocs

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No ultimo domingo O Globo publicou uma reportagem grosseira sobre o [̲̅B̲̅l̲̅α̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅l̲̅σ̲̅c̲̅k̲̅ ̲̅B̲̅я̲̅α̲̅ร̲̅i̲̅l̲̅], , um fenômeno anarquista que emergiu nas manifestações pelo Brasil afora.

O texto assinado por Sérgio Ramalho – assim como outros publicados pela mídia tupiniquim – é uma tentativa mal elaborada de simplificar uma forma de protesto bastante complexa.

Antes de aparecerem por aqui, os Black Blocs já vinham atuando há muito no Canadá, Estados Unidos e na Europa Ocidental.

A notoriedade veio após a célebre “Batalha de Seattle”, em 1999, quando milhares rebelaram-se contra as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e alguns de seus membros atacaram propriedades de multinacionais como Nike, McDonald’s, GAP, entre outras.

A hostilidade contra grandes corporações resgatou uma tradição que marcou os protestos antinucleares do ocidente como, por exemplo, o bloqueio e depredação de linhas ferroviárias com o objetivo de dificultar a implantação de usinas e transporte de material radioativo, tal qual ocorreu em Wyhl, na República Federal da Alemanha, nos anos 1970.

O coletivo assenta raízes na esquerda europeia, é assumidamente anarquista e irrompeu em várias partes do mundo, assumindo posições de destaque nos protestos antiglobalização da última década em Londres, Copenhagen, Nova York, Berlim, Atenas, Cidade do México, entre outras.

A repressão desproporcional dos governos ocidentais forçou seus componentes a adotarem táticas cada vez mais agressivas. Ao contrário do que diz o texto do Globo, a confrontação não é adotada como medida de protesto gratuitamente. Antes, é uma força reativa que responde às manobras violentas e criminosas das forças policiais, estas sim provocativas e intimidadoras.

Por aqui os jornalões brasileiros insistem em pintar os anarquistas de preto como figuras violentas, perigosas e desinformadas. Diz o Globo que “por trás das máscaras, capuzes e roupas pretas, uma miscelânea de referências, muitas delas contraditórias, ditam o comportamento do grupo (…)”.

Esquece o jornalista que a indumentária negra é parte de uma tática de guerrilha urbana, na medida em que causa evidente impacto psicológico nas forças repressoras do Estado, além de assegurar o anonimato e evitar consequentes retaliações. Segundo, como grupo heterogêneo e descentralizado, não era mesmo de se esperar que seus membros apresentassem um comportamento uniforme.

Em comum apenas a desobediência civil e a recusa ao pacifismo como tática de ação. É bom manter em mente que nas recentes manifestações no Brasil, marcadas pela violência e arbitrariedade das autoridades, muitas vezes eles são os únicos entre a massa de manifestantes e a cavalaria pesada.

Reportagem do Globo: http://oglobo.globo.com/pais/black-blocs-violencia-como-tatica-referencias-confusas-9027822

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Parabéns a Associação Nacional de Historiadores (ANPUH) pela nota, muito bem vinda, de repúdio à insensata estupidez da grande mídia brasileira que ainda se acha capaz de criar os vilões e os mocinhos da nossa história. Não Passarão!

Favor não confundir a reação do oprimido com a violência do opressor.

Obrigada, ANPUH!

Asociación Historia Abierta – AHISAB: contribuições digitais para a História

Recentemente a associação colombiana AHISAB transformou seus canais de comunicação com os leitores, reunindo blogs, projetos e indicações de leitura em um mesmo portal. Aos amigos historiadores brasileiros, fica a recomendação de leitura e, no horizonte, a possibilidade de um “enlace”, pois há também possibilidade de publicação em português em seus canais:

Acessem:

ahisabCom destaque para dois produtos epseciais da AHISAB:

A revista eletrônica Historia2.0 conocimiento histórico en clave digital e o indexador Historia Digital Hispana – un nodo de información en español y portugués.*

*O nosso blog – Historiografia na Rede – está entre as fontes citadas para História Digital hispanoamericana. Agradecemos aos colegas colombianos pela referência e nos colocamos à disposição para a troca de informações e o fortalecimento da rede.