Month: August 2014

Oficina de História Digital no 2º Seminário de História Pública

Pessoal,

Aproveito o espaço do blog para divulgar a oficina “História Digital” que Bruno Leal e eu vamos ministrar no evento da Rede Brasileira de História Pública mês que vem, o Perspectivas da História Pública no Brasil. Aliás, há várias oficinas interessantes. História Oral e História Pública; Cinama/ Internet e Mídias Alternativas; Fotografia Mobile; História e Videogame. Confiram todas no site em Oficinas.

A nossa é a oficina nº 02 e acontecerá nos dias 10 e 11 de setembro, das 20h às 22h, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Abaixo a apresentação:

OF02 – História digital

As chamadas “novas tecnologias da informação e da comunicação” (NTICs) vêm promovendo desde o início da década de 1990 um profundo reordenamento das relações sociais, da produção industrial, da concepção dos signos socioculturais, da política e, de uma maneira mais geral, de nossa maneira de experimentar e explicar a realidade, nossa relação com o tempo. Como essas “novas mídias”, em especial as mídias digitais, estão transformando a forma de se conceber a história e a historiografia? Como o ofício do historiador tem sido afetado por todas essas mudanças, principalmente aquelas ocasionadas pelo computador e pela Internet? Estas são algumas questões que serão exploradas na oficina “História Pública e Plataformas Digitais”, ministrada por Anita Lucchesi (Historiografia na Rede) e Bruno Leal (PPGHIS/UFRJ/Café História), no II Simpósio Internacional de História Pública.

A oficina será dividida em dois dias. No primeiro dia, Leal e Lucchesi, falarão sobre a relação dos historiadores com os computadores e a tecnologia de uma forma mais ampla, indo desde a chamada “história quantitativa”, nos anos 1960, até o surgimento da “história digital”. Após uma introdução ao debate da história/historiografia digital, a rede social Café História, projeto desenvolvido por Leal, será apresentada como caso de estudo no campo da história pública e digital. Já no segundo dia de oficina, os ministrantes vão explorar as evidências e possibilidades na história digital (escrita, divulgação, análise documental, ferramentas, formas narrativas etc.), além de um exercício original voltado para a produção de vídeos online.


Anita Lucchesi. Mestre em História Comparada (PPGHC/UFRJ) e professora de história. Pesquisadora do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS) e da Rede Brasileira de História Pública. Autora do blog “Historiografia na Rede” (2008), pesquisadora e redatora do documentário comemorativo @Rio450 no Instagram.

Bruno Leal. Doutorando em História Social (PPGHIS/UFRJ), Mestre em Memória Social (PPGMS/UNIRIO), historiador e jornalista. Tutor-Professor do curso de História EAD da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (UNIRIO) e Fundador da Rede Social Café História. Consultor no campo das mídias sociais e educação a distância.

 
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Documentos do século XIX do Arquivo Nacional de Serra Leoa digitalizados e disponíveis via Bristish Library

O projeto Endangered Archives acaba de disponibilizar mais um catálogo, com apoio da British Library e do Arcadia: Nineteenth century documents of the Sierra Leone Public Archives.

Grande parte do material já está disponível para acesso online, o que representa um passo muito importante para os estudiosos e interessados em História da África e do tráfico de escravos de um modo em geral e, mais especificamente, para pesquisadores de África Ocidental, da sociedade de Serra Leoa e suas especificidades enquanto colônia britânica, como, por exemplo, o tema dos Africanos Livres.

A digitalização dos documentos concernentes à Serra Leoa foi realizada por um grupo de historiadores liderados pelo Professor Paul Lovejoy, da York University (Canadá), que também é diretor do The Harriet Tubman Institute, que lançou em 2005 o projeto piloto para o programa que resultou no Endangered Archives. A iniciativa se utilizou da tecnologia digital para viabilizar um maior compartilhamento de documentos que, do contrário, só estariam acessíveis para pesquisadores que pudessem investir tempo e dinheiro em viagens de longa distância. Ademais, os documentos, como reporta a apresentação do projeto, encontram-se ameaçados por enfrentarem problemas infraestruturais nos locais de salvaguarda que mal podem oferecer espaço para a consulta de pesquisadores, tampouco para o trabalho de digitalização. De modo que o Nineteenth century documents of the Sierra Leone Public Archives se torna duplamente importante, pois mesmo antes de viabilizar o amplo acesso a esses documentos na World Wide Web, realiza um urgente “salvamento” desses originais em versões digitalizadas que, em bits e bytes, vão manter esses documentos virtualmente “a salvo” da deteriorização pela ação do tempo, humidade e mal conservação que vêm enfrentando.

endangered archives_british_library_arcadia_africa_nineteenth_century_sierra_leone_public_archives_documents

endangered_archives_Register of Escaped Slaves
 

Ao acessar as “fichas” desse arquivo online, os usuários terão acesso aos dados catalográficos padrão, com descrição e detalhes do documento em questão e, ao final, poderão acessar as imagens digitalizadas do mesmo, que podem ser ampliadas, giradas (em rotação) e baixadas para o seu próprio computador.

 
EAP443_1_1_14-eap284_register_escaped_slaves_1875_84_005_L

Register of Escaped Slaves [1875-1884] p. 5 / 268

 

Felicito a novidade e aproveito para cumprimentar minha parceirona de histórias, a doutoranda em História da África na Worcester University (Inglaterra), Érika Melek, pelo envolvimento no projeto que já nos rendeu tantas conversas e ideias de pontes entre História da África e História Digital. Érika está desenvolvendo sua pesquisa de doutoramento justamente sobre Africanos Livres em Serra Leoa no século XIX, com o recorte específico e instigante em “crianças africanas livres”. Espero ver sua fala no III Encontro Internacional de Estudos Africanos, que ocorrerá entre 15 e 19 de setembro (mês que vem!), na Universidade Federal Fluminense (Niterói), por iniciativa do NEAF (Núcleo de Estudos Africanos), com apoio do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF.

Nesse dramático momento de epidemia do vírus Ebola, para além de pensarmos na viabilidade material de pesquisas, é preciso, mais que nunca, seguir discutindo e debatendo (e para isso, pesquisando) a história desse imenso continente, talvez assim possamos chegar perto de um dia entender e mudar a realidade descrita nas palavras do médico liberiano Melvin Korkor, um dos raros sobreviventes do vírus, que viu vários colegas perderem a vida ao seu lado: “Se essa doença existisse nos Estados Unidos ou na Europa, amanhã haveria uma solução para ela. Há 40 anos todos sabem que existe o Ebola. Mas qual é o problema? É que está na África.” (Ver matéria do Estadão na íntegra).

Parabéns a todos os envolvidos. Vamos passar a palavra!

 

Já está disponível o Guia do Livro Didático de História 2015

Professores do ensino médio já podem pesquisar os livros que vão escolher para uso nas escolas da rede pública a partir do próximo ano. O Guia de Livros Didáticos 2015, que contém resenhas e informações de cada uma das obras selecionadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), está disponível no portal eletrônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O período para a escolha dos livros  será de 22 de agosto a 1º de setembro, no sistema eletrônico do FNDE. Com o guia em mãos, professores, diretores e coordenadores pedagógicos podem conhecer melhor os livros e selecionar os mais adequados ao método de ensino de cada escola. Depois disso, basta entrar no sistema do FNDE e oficializar a escolha.

Clique aqui para ter acesso ao Guia do Livro Didático de História

FONTE: Portal MEC

Último dia para Inscrições no Simpósio: Perspectivas da História Pública no Brasil

AS INSCRIÇÕES PARA TRABALHOS SE ENCERRAM HOJE, DIA 03 DE AGOSTO!

A Rede Brasileira de História Pública se reunirá entre 10 e 12 de setembro, na Universidade Federal Fluminense para o 2º Simpósio Internacional de História Pública. (Acompanhe também no Twitter #rebrahip2014 e no Facebook).

Aproveito  o espaço aqui do blog para divulgar as atividades voltadas para o nosso tema – História Digital – mas aviso que também haverá mesas redondas, oficinas e espaço para comunicações orais em diversos Grupos de Trabalho. Entre os temas em foco: História Oral, Historiografia, Biografia, Feminismo, Literatura, Jornalismo, Cinema, Fotografia, Mídia Alternativa, Narrativa, Comunidades, entre outros. 

Nas tardes dos dias 10, 11 e 12 de setembro, estarei, ao lado de Bruno Leal (UFRJ/Café História) e Prof. Ricardo Pimenta (IBICT/UFRJ) na coordenação do GT “História Pública e Plataformas Digitais”, que receberá trabalhos para apresentação oral.

Nas noites dos dias 10 e 11, das 20h às 22h, ministro junto com Bruno Leal (novamente parceiro) a oficina “História Digital”.

Por fim, estarei na mesa redonda “História, tempo presente e plataformas digitais“, com os professores Francisco Carlos Teixeira  (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Massimo di Felice (Escola de Comunicações e Artes da USP) e Serge Noiret (European University Institute), que terá como debatedora a professora Márcia Ramos de Oliveira  (Universidade do Estado de Santa Catarina).

Venham debater e apresentar seus trabalhos. O GT está recebendo inscrições até dia 03/08!

história-publica-plataformas-digitais-gtProgramação completa abaixo, mais informações no site: http://historiapublica.com.br/simposio2014

 Quarta-feira,
10 de setembro
Quinta-feira,
11 de setembro
Sexta-feira,
12 de setembro
   9h30 Sessão oficial de abertura
   10h-12h Conferência de abertura
História oral e história pública, com Linda Shopes
Mesa redonda
História pública, comunidades e culturas populares
Mesa redonda
História pública: Lugares e narrativas
   12h-13h Sessões de comunicação
Experiências em História pública
Sessões de comunicação
Experiências em História pública
Sessões de comunicação
Experiências em História pública
   13h-14h Intervalo para almoço Intervalo para almoço Intervalo para almoço
   14h-17h30 Grupos de trabalho Grupos de trabalho Grupos de trabalho
   18h-20h Mesa redonda
A história e o público no Brasil
Mesa redonda
História pública e mídia
Mesa redonda
História, tempo presente e plataformas digitais
   20h-22h Oficinas Oficinas Sessão de encerramento e assembleia
Os próximos passos da Rede Brasileira de História Pública

 

 

AirCity Research

Narrativas Digitais nas Instalações Artísticas do Projeto Aircity – Research: trilhos, trilhas, caminhos e descaminhos

Projeto intrigante do Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Unicamp). Fiquei curiosa para ver e entender melhor.

Compartilho seus slides.

(…)  Explora possibilidades de interação e elaboração de narrativas com mídias locativas, sistemas computacionais opensource e aplicativos e plataformas gratuitas na internet numa cartografia dos espaços, territórios e lugares e nossas memórias. (…)

Também vale conferir a experiência anterior AirCity:arte#ocupaSM.