Month: November 2015

Em cada escola uma revolução. E o Governo de SP prepara uma guerra contra estudantes

Estou acompanhando com muita admiração o movimento dos estudantes de São Paulo contra a Reorganização Desorganização. Estou aprendendo muito com eles. Pelas últimas atualizações que tive acesso, já são 209 escolas ocupadas, vejam aqui o mapa criado por eles, traz as ocupações ativas em tempo real.
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Não são bobos, não.

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São irreverentes e muito, muito vivos.

O movimento supera o significado de “educativo” que a gente está acostumado no conteúdo programático das escolas. E, para saudar esse momento histórico do movimento estudantil, que já extrapolou a denominação de secundarista – ampliado, envolvendo pais, professores, funcionários e outros estudantes – o Estado prepara para esta semana um enfrentamento de GUERRA contra as ocupações da escolas em SP, conforme denúncia feita pelos Jornalistas Livres,  através do áudio abaixo, vazado de uma reunião que aconteceu ontem entre 40 dirigentes de ensino e braço direito do secretário Herman:

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Eles são jovens e estão aprendendo da melhor forma, na base do “aprender fazendo”,  o que significa autogestão, contestação, protesto, direito e luta. Eles organizam atividades (saraus, rodas de capoeira, debates com convidados, oficinas e até show...) dividem as tarefas cotidianas (usam espaços de horta para plantar, cozinham, limpam, organizam doações para manter a ocupação…), propõem pauta, dialogam. Eles têm aquele sonho, aquela força e acreditam na mudança.

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Sagazes.

Não têm medo. E não estão dispostos a sair no grito e na chantagem. Até agora, não teve arrego mesmo! Torço para que a guerra não arrebente ferindo ninguém desse lado – que já não é o “lado mais fraco” há muito tempo, ao menos não nas ideias. Mas a Polícia Militar tem armas, o Estado tem uma mídia vendida para tentar desmoralizar as ocupações e ainda por cima existe uma penca de diretores e diretoras fantoches, gente “de confiança” do Alckmin e do secretário para tocar o terror. Essa semana o caldo vai engrossar porque o Chuchu quer fazer a reorganização na base do decreto, de qualquer jeito. Desejo, do com toda força, que esses meninos e meninas continuem firmes e não se machuquem. Aconteça o que acontecer, as ocupações já são um movimento vitorioso. E talvez, com uma vitória muito mais importante que “simplesmente” (embora não seja nada simples) empacar a reorganização. Eles fizeram e estão fazendo muito mais. Nesse ritmo, a certeza que me fica é: AMANHÃ VAI SER MAIOR.
A charge feita por Laerte, é só uma pequena mostra de como a ocupação não se limita a educar dentro dos muros da escola. Laerte, que aliás, também esteve lá conversando com alunos.
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Acompanhem mais notícias na página Não fechem minha escola, no Facebook, que já é acompanhada por mais de 92 mil pessoas. Todas as fotos do post eu peguei “emprestadas” de lá.
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Força, galera!

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Next Wednesday (18/Nov) @ Institut d’Histoire Culturelle Européene Bronislaw Geremek

Hi everybody! I am more than happy to inform that next week I will be at the Château des Lumières, in Lunéville, for a presentation on “Festas Portuguesas”, together with Florence Florin and Diégo Ropele.

This presentation will be part of the Mercredis Européens of the Institut d’Histoire Culturelle Européene Bronislaw Geremek, which are described as Conférences apéritives, illustrées et participatives d’histoire culturelle. 🙂 

The invitation for this exciting meeting, at this environment of a popular audience, came when I was in Trier, in the occasion of the Digital Humanities Autumn School 2015, where I hopefully met Didier Francfort, and while talking about migration history, public history and cultural history, the idea of discussing Portuguese popular parties/celebration at Lunéville raised up.

More info, here: http://www.ihce.eu/fr/les-prochaines-dates.html  Everybody is welcome!

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RDV du Dimanche with Emmanuel Mbolela @ Centre de Documentation sur les Migrations Humaines

Last week I came for the first time, after arrived in Luxembourg, to the Centre de Documentation sur les Migrations Humaines – a trés sympas building at the Gare-Usine, in Dudelange (it is very easy to get there), with space for exhibitions, conference room, library and an interesting archive (not only on Italian and Portuguese Migration!).

I will write more about this visit to the Centre Doc (this is, I realize, the abbreviation that the friends of the CDMH use 🙂 ) and the tour at the Quartier Italie I did yesterday in a further opportunity. By now, if you want a quick view n the Quartier, you can see this link from the Institut Europeen des Itineraires Culturels, or this 4 pages dossier, by Antoinette Reuter, who is herself a historian, collaborator of the Centre Doc, and has been engaged with the subject of migration for long time now.

Today I write to tell about the meeting they will have this Sunday, which has as a guest Emmanuel Mbolela, with an autobiographic book on his politic activities in the République Démocratique du Congo, and the huge repression that forced him to emigrate. A touching account on the violence and the exploitation he faced in his journey,  crossing the Sahara, then arriving in Morocco, where he became co-founder of an association of Congolese refugees. After four years, he acquired refugee status in the Netherlands, where a new chapter began, with other experiences and challenges to face, as, for example, the  extremely harsh working conditions, which are subject mainly immigrant workers.

Emmanuel Mbolela will tell us his story and a bit about the book in a especial lecture this Sunday (08/Nov), 15:00h, at the Centre de Documentation sur les Migrations Humaines. ALL INVITED! The event is bilingual, German and French.

I will be there.

More information:

“Mein Weg vom Kongo nach Europa: Zwischen Widerstand, Flucht und Exil”
Lesung von Emmanuel Mbolela

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If you want to be aware about the future cultural activities of the Centre Doc, subscribe yourself to the Newsletter / Liste de difusion here

6e Assises de l’historiographie luxembourgeoise

I am happy to share the upcoming event on the Historie du Temps Présent at the University of Luxembourg (UL). The Assises will be opened by a conference of Pieter Lagrou, from the Université Livre de Bruxelles, on November 19, 19:00, and the last session will be on November 21, in the afternoon, with a discussion about Media and Popular History, in which my supervisor, Prof. Andreas Fickers will give a talk together wth his colleague Paul Lesch, also from UL.

I am interested in attending it, not only because of my interest in the migration discussion in Luxembourg – which will be an issue for at least one session – but bescause the theme of the event itself, as it has been something of interest to me since my undergrad in Brazil: o Tempo Presente. I would like my colleagues from the Grupo de Estudos do Tempo Presente to be here, and join us in the discussion, even if the focus is the Luxembourgish Historiography.

You can find the full program below (click to enlarge), or access it here.

Registration by e-mail, contact: Elisabeth Boesen elisabeth.boesen@uni.lu

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Spread the word! 🙂