Blogsfera

A pedido da Prefeitura, Google faz remoção virtual no mapa do Rio de Janeiro

“Somos um Rio”? Vejam esta notícia. Como podemos ter acesso às provas deste “pedido da prefeitura?

A pedido da Prefeitura, Google faz remoção virtual no mapa do Rio de Janeiro.

The Blessay | Dan Cohen’s Digital Humanities Blog

See on Scoop.itHistoriografia na Rede

Anita Lucchesi‘s insight:

#8 (?) And blessays don’t use footnotes as “persuade mechanism”. Even use it to add extra information into a text. This is done by hypertext/hyperlink use.

Actually, I prefer Cohen’s “Blessay” name than “intellectual journalism”. “Intellectual journalism” may restrict the classification. “Blessays” is a more holistic name.

What do you think?

See on www.dancohen.org

Os números de 2011 que o WordPress me forneceu

Retrô do WordPress para as publicações deste humilde blog em 2011. Ano de poucas publicações, verão. Mas espero em 2012 poder contribuir mais, não exatamente em quantidade, mas qualitativamente. Et violà!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 12.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 4 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Cibercultura e História (?)

Dica da Adriana Amaral, vale a pena conferir:

Cibercultura e História (?), post original no blog Carpintaria das Coisas

Este texto tem uma dupla finalidade. Por um lado, trata-se de ajudar o autor a alinhavar algumas idéias caso sua proposta de apresentação seja aceita no GT “comunicação e Cibercultura” do próximo encontro da Compós.  Por outro, pretende-se oferecer aos três leitores do blog a oportunidade de uma espiada indiscreta nos complexos e abstrusos abismos da interioridade mental deste que aqui escreve.  Serve, assim, como uma espécie de cautionary tale: “viram como ele raciocina?  Agora façam exatamente o contrário, para seu próprio bem!”  Na academia, no fim das contas, a única coisa que vale a pena é a honestidade intelectual.  Se não podemos dizer o que pensamos e do jeito que queremos não vela a pena seguir em frente. Então vamos lá:

Se para Baudrillard, o “crime perfeito” é a subtração do real pelo seu duplo midiático (sem que ninguém se dê conta ou se preocupe com isso), devemos à cibercultura a segunda ofensa mais bem perpetrada: o seqüestro da história nos discursos da novidade radical que povoam os trabalhos de divulgação sobre as “novas” tecnologias.  Sim, essa nobre e idosa senhora foi abduzida sem que sequer tivéssemos o direito de pagar seu resgate.  Em certo sentido, paradoxalmente, poderíamos dizer que tal subtração do histórico faz parte da dinâmica interna da própria história da mídia.  Em outras palavras, desde pelo menos o alvorecer da modernidade, é característico do processo da inovação e transformação tecnológica uma política de terra arrasada em relação ao passado.  A permanência (e “renovação”) do novo implica certo mecanismo de permanente amnésia intencional.  Mas teríamos de falar ainda em um segundo nível desse seqüestro, agora na esfera dos discursos.  Se os meios estão sempre “remediando” as mídias anteriores, como querem Bolter e Grusin, estão também assimilando-as segundo uma lógica que freqüentemente nos impede inclusive de enxergar o antigo no novo.  E as apreensões teóricas e populares a respeito dessa vida dos meios não fazem mais que duplicar – e amplificar – tal procedimento.  É um pouco como os Borg costumam fazer com as outras formas de vida no seriado Star Trek: Next Generation: “we will add the biological and technological distinctiveness of your species to our own” (não é curioso que essa retomada da franquia tenha as palavras “próxima geração” acrescentadas ao título?  Adriana, valeu pela lembrança dessa maravilhosa frase dos Borg!).  E isso a tal ponto que já não se possa identificar o que existe de “alienígena” no coletivo Borg. Sem dúvida que essa abdução da história é muito mais dramática no campo da literatura de divulgação.  Vejamos alguns exemplos dessa retórica em títulos de obras recentes:

“YouTube e a Revolução Digital: como o maior Fenômeno da Cultura Participativa está transformando a Mídia e a Sociedade”; “Socialnomics: como as Mídias Sociais transformam nossas Vidas e a Forma como fazemos Negócios”; “Wikinomics: como a Colaboração de Massa muda Tudo”.

Certo, trata-se de casos extremos, mas eles são sintomáticos.  Não se fala deste ou daquele domínio específicos que as novas mídias irão revolucionar.  Fala-se do universo inteiro.  A colaboração de massa “muda tudo”!  O passado já não existe quando não sobre nenhum resto para observarmos.  Como diria (como disse) Benjamin, um impiedoso vento sopra intermitentemente empurrando o Anjo da história em direção a um futuro inexorável, a um progresso implacável.  Não é possível voltar atrás, não é possível virar o rosto para as ruínas abandonadas às nossas costas.

Mas o que especificamente fascina nessa retórica? A combinação de um discurso prescritivo e “didático” com o radical esquecimento da história.  O leitor desses manuais deve ser levado a crer piamente que o YouTube irá virar o universo de ponta-cabeça sem jamais correr o risco de desaparecer numa nuvem de fumaça, como sucedeu com o Second Life, por exemplo.  Ah, triste destino do pesquisador da cibercultura que escolha com tanta paixão seu objeto, apenas para assistir à sua desintegração radical alguns poucos anos depois!  O que mais me exaspera nesses títulos é a repetição do “como”, que poderíamos traduzir, não sem uma ponta de ironia, claro, do seguinte modo: “pobre leitor inconsciente das vastíssimas conseqüências da revolução digital: permita que nós, sábios compiladores de manuais e marketeiros de plantão, iluminemos sua ignorância com nossos profundos insights”.  Nesse sentido, a repetição do “como” nos permitiria elaborar ainda outro tratado para a cultura digital: “como escrever títulos bombásticos para livros sobre as novas mídias”.

Espero que o leitor perdoe a acidez talvez algo exagerada das linhas acima.  Como apaixonado pelo maravilhoso mundo novo das tecnologias e das mídias, não desejo ser confundido com um apocalíptico ou moralista nos moldes de Andrew Keen (sobre meu emocionante embate com Andrew Keen no Twitter semana passada estarei escrevendo aqui em breve!).  O que proponho, no fim das contas, é simplesmente devolver à cibercultura aquilo que lhe foi roubado tanto no campo das apreensões populares quanto dos juízos críticos: a densidade histórica e temporal.  A bem da verdade, é preciso reconhecer que nos últimos anos têm se multiplicado exponencialmente as obras que exploram com competência a história da mídia e recuperam arqueologicamente os cenários tecno-culturais do passado.  E é precisamente a respeito desse interesse recente pela dimensão história das dinâmicas tecnológicas que pretendo falar na Compós.  Para ser mais específico, o objetivo, bem modesto, é apresentar um panorama do pensamento de matriz alemã, cujo traço mais singular é provavelmente essa sensibilidade ao tema da história e aos procedimentos arqueológicos.  Em alguns desses autores, inclusive, já nem se trata exatamente de uma “arqueologia”, mas sim de sugerir uma “(an)arqueologia” da mídia, buscando o novo no antigo em vez de procurar o antigo no novo (Zielinski).  Essa proposta interessantíssima consiste, no fundo, em encontrar momentos passados que possam ser colocados num estado de tensão criativa com o presente.  Em última instância, acredito que essa atenção ao histórico nos permitirá adquirir um distanciamento importante em relação ao presente, deixando para trás o que talvez seja, ainda, a infância da cibercultura.  E que criança chorona ela é…

Machado, Historiografia Digital e uma decisão

Um depoimento muito interessante:

Brás Cubas acaba de me dar uma sugestão: “Guarda as tuas cartas da juventude”! Minhas cartas são exclusivamente digitais. Também tenho alguma coisa manuscrita, dentro de uma gaveta cheia de papéis do tempo da faculdade (será que estou ficando velho?). Mas as correspondências são digitais.

Todos os meus e-mails da adolescência a Microsoft incinerou. Fez isto automaticamente por eu me abster de conectar no seu sistema por mais de dois meses. Infelizmente é assim que os documentos são tratados hoje. É como se a minha gaveta, que não abro há uns 3 anos, resolvesse engolir tudo que tenho lá dentro e no momento em que eu a abrisse, deparasse-me com o recado: “Para reativar esta gaveta, aperte o botão abaixo”.

Será que corro o mesmo risco com este blogue? Quem me garante que tudo o que escrevi aqui irá permanecer por aqui? Estou preocupado com isto. Quero ter o prazer de no futuro “ver-[me], ao longe, na penumbra, com um chapéu de três bicos, botas-de-sete-léguas e longas barbas assírias, a bailar ao som de uma gaita anacreôntica”. Será que devo imprimir todos os posts, ou será que devo confiar no Google? Guardar numa mídia qualquer é suficiente? Não. Quem sabe como funciona um HD, um CD-R ou uma memória Flash dos fiéis pen drives acaba por não confiar muito neles. O papel será sempre a melhor escolha. A mais incômoda, também.

A decisão que falo no título é sobre os rumos do blogue. Continuarei escrevendo, sim. Talvez com mais regularidade, mas quero que este seja o registro da minha evolução. Falarei mais sobre as experiências que tenho passado. Comentarei mais sobre minhas impressões sobre leituras. Se terei a felicidade de me reencontrar por aqui, isto Deus é quem sabe. Mas farei minha parte.

PS: Depois de um longo tempo sem posts, volto à ativa. O aniversário de um ano do blogue passou em branco, mas ele não morreu! Compromissos do mestrado e, preciso reconhecer, abulia. Mas, enfim, voltei. 🙂

*direto do Blog SEDIVAGAR

Presidência da República no Twitter?

O perfil foi criado há menos de 24 hs. http://twitter.com/presidenciaBR
Fui adicionada hj de manhã. Fui ver o perfil e fiquei acompanhando o número de seguidores aumentando e fiquei de olho nos updates.

O Instituto Millenium – http://www.imil.org.br/ – entrou em contato com a SECOM (Secretária de Comunicação) por telefone e depois por e-mail e recebeu a seguinte resposta:

“Pelo que pudemos apurar, trata-se de página falsa e a Presidencia da República já está tomando as providencias cabíveis para tirar do ar”

O Baguete publicou uma notícia:

“Foi inaugurado nesta sexta-feira, 13, um perfil que afirma ser o veículo oficial da Presidência do Brasil no Twitter.

Por que escolhemos o Twitter? Porque é uma excelente forma de se aproximar de jovens influentes do Brasil”, anuncia o primeiro post.O usuário do Twitter (@presidenciaBR) afirma que o perfil é mantido pela Secretária da Comunicação (SECOM), no entanto não há indicativo de uso do Twitter na página oficial do governo.
Fakes
No domingo, 01, a governadora do estado, Yeda Crusius (@yedacrusius), ganhou um perfil no site de microblog. A conta, no entanto, é falsa.
Através dos comentários do Baguete, Anita Lucchesi, do Instituto Millenium, afirma que o perfil é falso. “Quem informa é a SECOM “Pelo que pudemos apurar, trata-se de página falsa e a Presidencia da República já está tomando as providencias cabíveis para tirar do ar”, declara.
Resposta Oficial
Contatada pelo Baguete, a assessoria de imprensa da Presidência da República afirmou que a veracidade da conta está sendo averiguada.”

Depois que tuitamos que era falso, os updates pararam. Mas o numero de followings e followers continuou crescendo. Os updates eram 14 no total, até então. Mas há 19 minutos atrás um novo tweet foi escrito:

presidenciaBRO diálogo via Internet é uma realidade para os jovens brasileiros, que deve ser levado a sério e trabalhado. http://migre.me/8pl

Eu no Twitter: http://twitter.com/alucchesi

Só nos resta saber se a SECOM estava bem informada. ¬¬

Os dois primeiros tweets do nosso suposto Lula foram bem sugestivos e demonstram que no Brasil essa coisa de Web 2.0 está deixando de ser brincadeira…

“Bem vindos, então, ao novo canal de comunicação entre a presidência e os jovens.

“Por que escolhemos o Twitter? Porque é uma excelente forma de se aproximar de jovens influentes do Brasil.

Free-Choice Learning, uma proposiçao radical?

(Desculpem: estive um longo periodo sem publicar. Tenho lido algumas coisas muito interessantes mas nao tive o tempo necessario para explora-las devidamente e nao me sentindo à vontade para publicar “qualquer coisa” somente por publicar, acabei nao o fazendo. Estou quase terminando minha estadia na Italia e acho que voltando pra casa a publicaçao se regulariza. O ultimo semestre està uma loucura. )

Bem, apòs este mea culpa venho compartilhar com voces mais um texto do Museum 2.0 postado por Nina Simon que eu achei muito interessante. Concordar 100% com a proposiçao dela seria bastante contraditoria com a minha escolha pessoalde estudar Historia e querer (um dia) ensinar em escolas e quem sabe universidade. Mas a tal da Free-Choice Learning nao é de todo desconsideravel. Acho que muitas pessoas tem a capacidade e predisposiçao para aprender nao somente, mas também, atraves de projetos como este. E’ uma escolha muito pessoal e um caminho bem liberal a seguir. Estou explorando o site que a Nina Simon cita no texto dela e que é o Institute for Learning Innovation e fiquei curiosa de ler mais sobre o assunto. Ecco porque eu quis compartilhar o texto, e também porque ela fala do porque ter escolhido justamente trabalhar em um museu, e acho pertinente ao que este blog aborda, ainda  que nao seja um assunto ao 100% dentro do tema.

Segue o post supracitado, publicado em 25 de novembro.

Where I’m Coming From

Why do you care about and or work in museums? This post tells my (weird) story. I hope you’ll share yours in the comments below (or on your own blog). And check out the comments. They are active and awesome.

My story is about radical educational philosophy. I don’t work in museums because I love them. I didn’t grow up staring open-mouthed at natural history dioramas or wandering through art galleries. When I visit a new city, I don’t clamor to visit museums. I go on hikes. I go to farmer’s markets. I walk around and get a sense for people and place. And while I’ll visit museums out of professional (and occasionally personal) interest, I don’t do it because of a deep emotional connection. Yes, there are some extraordinary museum experiences that have changed my life, but they are the exception, not the norm.

I don’t work in museums because I love them. I love the promise of what they can be. I work in museums because I hate schools and see museums as a viable alternative. I’m a strong believer in free-choice learning, and I see museums as places to circumvent the hazards of compulsory education and support a democratic, engaged society of learners.

What is free-choice learning? I first encountered the term as a teenager through the writings of John Holt and the unschooling movement. “Unschooling” is an an educational theory that argues that people of all ages (including children) learn best when their work is self-directed–and that children are better at determining what and how they should learn than any accredited school or instructor. As John Holt wrote, “Learning is not the product of teaching. Learning is the product of the activity of learners.” Unschoolers generally believe that schools perpetuate undemocratic processes that hinder rather than help learning happen.

I agreed. I was great at school, and I hated it. I didn’t want to care what was going to be on the test. I didn’t feel supported pursuing intrinsically motivated projects. Much to my mom’s relief, I stayed in school but remained deeply suspicious of the artificial structure of grades and gold stars. I went to a project-based engineering college where I could set my own curriculum and graduated early. Professors always encouraged me to go to graduate school, but I wanted to get into “real life”–and real learning–as soon as possible.

I started working in museums because I idealized them as places that support user-directed learning (I still do). In college, I stumbled onto the Institute for Learning Innovation and John Falk and Lynn Dierking’s work on free-choice learning in museums, dropped my plan to design pinball machines for a living (probably not that lucrative) and started investigating hands-on museums. I took the two things I was most passionate about–math and non-compulsory learning experiences–and smooshed them together into a string of internships and part-time jobs in science museum education departments. Eventually, I slid into exhibits, and meandered my way to the present.

When I started working in museums, I didn’t realize that free-choice learning was a radical proposition. When I first explored the ILI website, I assumed that free-choice learning was the backbone of all museums. I thought I’d found the place for unschooling to thrive. I didn’t have a clue about the other rationales for museums–places of stored knowledge, places to keep stuff, places to colonize minds. It wasn’t until I started working in museums that I discovered that the museum as a place where you make your own meaning is more a promise than a reality.

There are many parallels between free-choice learning and participatory design. Both are based on the premise that given the opportunity, regular people (learners) will create extraordinary stories and experiences that serve their own purposes better than anything experts can design for them. They don’t need to be cajoled or threatened into learning. As museum professionals, or educators, or librarians, or humans who want to support learning, it’s not our job to teach people everything. What we can do is design conditions and tools for access to those opportunities and a supportive infrastructure to encourage learning.

Unlike John Holt, who ultimately argued that schools were ineffective in any form, I believe that museums can live up to the promise of free-choice learning. Museum professionals repeat Frank Oppenheimer’s words, “no one ever failed museum” with pride. And yet we are increasingly caving to the purse strings and demands of the traditional K-12 and higher education sectors, becoming more like school add-ons than school alternatives. Even the training of museum professionals has gotten more academic with the explosion of university-based graduate programs. Why are we training future leaders of alternative learning using traditional academic techniques and facilities? Instead of trying to align ourselves more closely with K-12 and universities, why aren’t museums charting new territory in free-choice learning? Why are we in bed with institutions that fail to acknowledge people as learners rather than vessels to be filled?

I know the practical answers. There is money in traditional education, lots more than what MacArthur and other foundations are starting to offer for alternative learning environments. The contemporary culture of user-generated content is bringing self-directed learning to the forefront, but that doesn’t mean there’s money or traditional rewards to be found there. No teacher is going to book a field trip to a place that is not tightly tied to school curriculum. A graduate degree looks good on a resume. University people also care about learning, even if they execute it in traditional ways.

But the practicalities are only one part of the story. It took me a long time to realize that supporting free-choice learning isn’t the primary goal for most museum professionals. We like designing the experience. We like telling visitors what’s important. Whenever someone points out that “visitors make their own experiences,” it’s usually followed by a but. BUT we will try to force them to do what we want them to anyway. BUT we will make sure the only stuff they encounter in the galleries is vetted. BUT we won’t acknowledge their voices and their meaning.

My goal is to break down those BUTs. That goal isn’t based on technology or social media. It’s based on liberation, idealism, and activism. It’s based on inviting visitors to participate in museums as active learners so the institutions become as meaningful and relevant as possible.

What’s your goal? Where are you coming from?

The Orwell Prize

‘When one reads any strongly individual piece of writing, one has the impression of seeing a face somewhere behind the page’, wrote George Orwell, in his 1939 essay on Charles Dickens. Fonte: http://www.theorwellprize.co.uk/home.aspx

Estou na Bélgica e na manha de hoje me deparei com uma noticia no jornal Le Soir que me chamou atenção. O jornal falava do The Orwell Prize que a partir de sabado até 2012 vai publicar todos os dias um novo texto do autor, extraidos de uma especie de “jornal” que o autor escreveu cotidianamente de 09 de agosto de 1938 até 1942.

Setenta anos depois de escrito este texto ganhara espaço e leitores na rede. E viva a internet!

About blogging

“Blog about your passions. Don’t blog about what you think your audience wants. Post because you have something you are dying to write about.”

O “conselho” acima esta em um artigo do The New York Times (So You Want to Be a Blogging Star?) que eu encontrei linkado por acaso lendo o blog de uma amiga no começo desse mes. Fiquei algum tempo pensando sobre o assunto e outro dia, de link em link, cheguei neste outro post interessante do Museum 2.0 (How Much Time Does Web 2.0 take?).

No post desse minha amiga ela diz que às vezes lendo o blog de alguém parece que esta lendo um diario. Verdade. Quantos diario-blogs espalhados por ai?

Penso que a produçao de um blog – os posts, as listas de links, os comentarios – tudo, compoe uma nova tipologia de fonte historica. Nao é uma fonte “de papel”, tao pouco é um material de papel digitalizado. E de toda esta montanha virtual de escritos muito pouco sera impresso (casos de alguns blogs-revistas, que possuem versao impressa, por ex.). Estamos prontos pra lidar com esse tipo de fonte? Os mil caminhos da hipertextualidade?

Aos aventureiros de uma boa antropologia, pergunto também: Alguma idéia de uma nova forma de etnografia? Talvez uma totalmente nova forma seja muito radical, mas acho alguma coisa de novo deve ja estar sendo pensado para se unir aos classicos como Malinowski e Geertz. (nao sou profunda conhecedora desses autores, apenas referencia).