Cultura Digital

Mestrado em Siena: Edição de texto digital

Repasso a chamada para as inscrições no mestrado em edição eletrônica na Universidade de Siena, Itália.

Sono aperte fino al 20 febbraio 2015 le iscrizioni alla 7a edizione del Master in Edizione digitale (titolo ufficiale: “Informatica del testo-edizione elettronica”) dell’Università di Siena organizzato nella sede di Arezzo, adiacente alla stazione ferroviaria, dai Dipartimenti di Filologia e critica delle letterature antiche e moderne e di Ingegneria dell’Informazione e Scienze Matematiche dell’Università di Siena.  Si compone di 9 moduli di lezioni e laboratori di una settimana ciascuno nei mesi da marzo a settembre, più almeno tre mesi di stage in una casa editrice, un ente di ricerca, un’azienda di digitalizzazione, una biblioteca o un archivio italiano o estero. Docenti specializzati e tecnici delle aziende partner forniscono competenze di database, web-design, digitalizzazione di stampe e manoscritti, codifica del testo, biblioteche digitali, edizione digitale, editoria elettronica (incluso il digitale scolastico) e nozioni di archivistica informatica, illustrando gli strumenti per l’inventariazione digitale ma anche l’uso dei programmi per progettare e produrre cd-rom editoriali, e-book, e-journal. Fra le aziende partner ci sono Mondadori, RCS, Giunti, Pacini, Le Lettere, Zanichelli, Loescher, Pearson, Bulgarini, D’Anna, Go-Ware, Casalini, Repubblica.it, SEI, GAP, Next 2.0, Quest.it, le Biblioteche Nazionale di Firenze, Augusta di Perugia, Casanatense di Roma, Vaticana e altre, la Fondazione Franceschini e prestigiosi centri esteri come l’Ecole Nationale des Chartes di Parigi e il Dept. of Digital humanities del King’s College di Londra. Il bando e le informazioni di base, con materiali sulle edizioni precedenti, si trovano nel sito www.infotext.unisi.it o si possono chiedere a infotext@unisi.it. Ammissione per titoli, possibilità di borsa di studio per lo studente o studentessa col punteggio migliore. Nell’ultima edizione monitorata oltre il 60% dei diplomati ha ottenuto un contratto subito dopo la conclusione dello stage.

Locandina2015web

Advertisements

AirCity Research

Narrativas Digitais nas Instalações Artísticas do Projeto Aircity – Research: trilhos, trilhas, caminhos e descaminhos

Projeto intrigante do Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Unicamp). Fiquei curiosa para ver e entender melhor.

Compartilho seus slides.

(…)  Explora possibilidades de interação e elaboração de narrativas com mídias locativas, sistemas computacionais opensource e aplicativos e plataformas gratuitas na internet numa cartografia dos espaços, territórios e lugares e nossas memórias. (…)

Também vale conferir a experiência anterior AirCity:arte#ocupaSM.

@Rio450: imagem + crowdsourcing + memória

Desde dezembro de 2013 integro a equipe do projeto @Rio450 (em comemoração à efeméride do 450° aniversário da cidade). O “foto-documentário” coletivo via Instagram acaba de completar 50% do seu percurso e aproveito a deixa para convidar quem ainda não conhece a galeria #Rio450anos a se “perder” um pouco pelas 226 fotos que já estão online. Publicamos fotos diariamente, sempre buscando trazer uma narrativa que (re)lembre fatos e curiosidades desses quase 450 anos desde que Estácio de Sá fundou a cidade.

20140726-215519-78919940.jpg20140726-215520-78920158.jpg

Também acabamos de lançar uma enquete! Conhecedores, por favor, deixem seus pitacos! 😉

20140726-215404-78844525.jpg“Em história, tudo começa com o gesto de selecionar, de reunir, de, dessa forma, transformar em ‘documentos’ determinados objetos distribuídos de outra forma. Essa nova repartição cultural é o primeiro trabalho. Na realidade, ele consiste em produzir tais documentos, pelo fato de recopiar, transcrever ou fotografar objetos, mudando, ao mesmo tempo, seu lugar e seu estatuto.”

Assim o historiador Michel de Certeau define uma das tarefas mais importantes da operação histórica: a seleção. Quando fui convidada para integrar a equipe do @Rio450 pensei muito nisso. Embora aqui não realizemos uma obra historiográfica a rigor, fazemos seleção o tempo todo enquanto construimos esse mosaico de memórias da cidade. São imagens de hoje feitas por vocês e escolhidas por nós que servem de gancho para essa co-memoração.

A nossa “repartição cultural” é feita colaborativamente, desde o gesto de escolher o que fotografar, elegendo em equipe as temáticas das missões fotográficas, até à escolha das 07 fotos que devem ilustrar um tema, a curadoria. Ao mesmo tempo, o projeto é recheado de visões e escolhas particulares, onde cada autor e cada integrante da equipe imprime a sua marca no todo. Para que tudo isso faça sentido, como já me disse @ticianaporto lá trás, no final do primeiro período do projeto (1565-1600), os curadores têm que ter sempre em mente “a importância de manter tesa a linha imaginária que une as missões”, pensando todas as fotos como uma “grande exposição”. Missão difícil, mas não impossível.

Ontem publicamos a foto 225/450 e completamos metade do nosso percurso. O marco inspira reflexões sobre como articular as diferentes intenções e expectativas. É hora de acionar o termômetro e tentar vislumbrar, juntos, os rumos do projeto nos próximos meses. Ainda que já exista um caminho traçado, como já dissemos, esse é um trabalho de muitas cabeças.

O @Rio450 quer ouvir você! Responda a nossa enquete. Suas respostas vão nos ajudar a colocar as próximas 225 peças dessa galeria. Ainda temos muito o que fotografar e contar até 01º de março de 2015. Participe: http://bit.ly/rio450_enquete1

Saudações!
@anitalucchesi

Evento sobre Humanidades Digitais – Hannover, Alemanha, 5-7 de dezembro

Herrenhausen Conference: “(Digital) Humanities Revisited – Challenges and Opportunities in the Digital Age”

Herrenhausen Palace, Hanover/Germany, December 5-7, 2013

In times of digitization, internet, and mobile communication, the humanities can build on new, empirically driven methods to gain new insights. But what are the implications of this mode of knowledge production for the various disciplines subsumed under the term humanities, their methods and research objects, and for the role the humanities should and could play in society?

This triad will be the focus of our Herrenhausen Conference “(Digital) Humanities Revisited – Challenges and Opportunities in the Digital Age“. Together with experts from the various fields of the humanities, the conference would like to facilitate a dialogue between protagonists who embrace digital tools and those following and sustaining more traditional approaches.

Amongst others, we would like to discuss the following questions:

What kind of knowledge can we expect?

What could be lost relying solely on digitally driven methods?

What are the opportunities offered by the digital technologies, and what kind of challenges do these developments pose for the humanities?

We invite researchers embracing digital humanities and scholars criticizing the digital tools to reflect on the recent and forthcoming developments, and to deliberate together about the future of the digital humanities.

There is no registration fee for the conference, but you must register in order to reserve your place.

Program-Committee:

Prof. Dr. Hubertus Kohle, University of Munich,
Prof. Dr. Gerhard Lauer, University of Göttingen,
Prof. Dr. Henning Lobin, Justus Liebig University Giessen,
Prof. Dr. Norbert Lossau, Göttingen State and University Library,
Prof. Dr. Anke Lüdeling, Humboldt University Berlin

Apply here to participate as a blogger at the Conference!

Uma Web Ópera sociológica – Paris: Cidade Invisível

Como no post anterior, neste trago um exemplo de projeto digital contendo uma narrativa (?) pouco convencional para aqueles que estão acostumados ao livro ou ao museu. A Ópera é um projeto de big data (repliquei há pouco tempo um link a respeito), criado por Bruno Latour (Text), Emilie Hermant (Photo), Patricia Reed (Screen Design). Navegação não-linear, hipertexto e hipermídia compõem seu cenário.

O “plano” que pincei abaixo é um prato cheio para a discussão de memória, patrimônio e história (último plano, do último circuito, se é que a navegabilidade da obra supõe tal ordem).

Enfim, estou apenas compartilhando esta interessante maneira de ver o invisível aí.

Para visitar esta outra Paris basta clicar aqui.

Line: Allowing | Plan: 51

Line: Allowing | Plan: 51

Making things public (online Exhibition)

Curadoria de Bruno Latour and Peter Weibel

Exibição online – Making things publicreúne artistas, filósofos, sociólogos e historiadores e trata da crise de representação na política. Através da arte!

Descrição via Bruno Latour:

The exhibition Making Things Public addresses the challenge of renewing politics by applying to it the spirit of art and science. This unusual exhibition builds on the Iconoclash exhibition (ZKM 2002), which dealt with the crisis of representation in art, whereas Making Things Public tackles the problem of representation in politics.

In this pioneering project over one hundred artists, scientists, sociologists, philosophers and historians re-explore the term ‘politics’. At a time in which many people doubt and despair of politics it is crucial that they should not be fobbed off with standard political responses to contemporary problems but that the question of what actually constitutes politics should be raised anew.

Meta-postagem, ou por que não confiar cegamente no Google?

Hoje percebi que, ao menos em minha máquina (isto é, com meu IP e minhas configurações pessoais de navegador), ao pesquisar no Google o termo “Leopold von Ranke” o link para o meu post Século XIX: História como disciplina (que fala sobre Ranke) aparece em 3º lugar entre os resultados da busca, antecedido apenas pela Wikipedia em português e por aquela em inglês. O post foi criado em junho de 2008, segundo mês de vida deste blog:

Imagem

Google: Leopold von Ranke

Diante disto, decidi fazer uma advertência aos leitores do post, concedendo-me a auto-licença de adicionar o seguinte UPDATE ao final do texto:

Curiosamente, quase cinco anos após a criação deste blog, este post tem sido um dos mais visitados e mais comentado. E o é embora não seja um texto com linguagem web friendly e, nem mesmo, trate do principal tema deste blog: Digital History / Storiografia Digitale. Até ontem (06.04.13), o termo de pesquisa “Leopold von Ranke” trouxe 913 pessoas a este blog. Apenas “Ranke”, 598. No total, este post recebeu neste período, 14.445 visualizações, sendo o mais visitado e comentado do blog, que conta com 109 postagens. Eu não sou uma especialista em Ranke e estou longe de ser uma autoridade em debates sobre historiografia alemã, gostaria que os leitores tomassem consciência disso. Sobretudo, pois notei através dos comentários recebidos, que alguns leitores talvez sejam, como eu à época, estudantes de graduação. Alguns buscando via Google respostas para as suas perguntas, possivelmente para suas provas e avaliações. É importante dizer que o texto, que assino com o colega Miguel Carvalho Rêgo, na verdade, foi produzido para uma avaliação da disciplina “Metodologia da História II”, ministrada pelo saudoso Prof. Dr. Manoel Luiz Salgado Guimarães, em 2007, na UFRJ (IFCS). Este professor, inquestionavelmente responsável pela minha escolha por este caminho da História, nos deixou precocemente, mas deixou também muita inspiração. O pensamento de Manoel (que amava ser professor), por si só, me lembra a feliz escolha de curso que fiz. Foi, provavelmente no curso (tópico especial) de “História, Memória e Patrimônio” que foi despertado em mim o desejo de estudar mais teoria, metodologia e me fez seguir, como tem sido até hoje, seduzida pelo tema até o mestrado. Reler o texto revela outra Anita (e provavelmente outro Miguel), revela a passagem inexorável do tempo e a imaturidade das ideias de uma menina de 21 anos, recém-chegada ao Rio de Janeiro para descobrir o que não era História. Obrigada, sempre, prof. Manoel Salgado.

De certo, este é um belo exemplo de como podemos ver o mundo através dos olhos do Google. É possível que algumas pessoas nestas milhares de visualizações tenham utilizado o tal texto para algum fim, parcial ou integralmente (torço pelo não plágio!). Nunca saberei o que esta leitura desencadeou em suas cabeças, nem se o texto foi lido até o final. Espero que não tenha sido tomado ao pé da letra como verdade. Porém, no fim das contas, não poderei saber nunca se, de fato, ele foi contextualizado como um artigo raso, bem questionável, escrito por não especialistas sobre a “história como disciplina”. Obviamente, a autoridade que o Google nos concede, (não deixa de ser um tipo de autoridade), este poder de voz, assusta. Isto me faz repensar a responsabilidade que temos com as informações que colocamos em circulação. Do ponto de vista da História, o quão complexo é o problema da classificação das informações dispersas na rede, não qualificadas, hierarquizadas ou vinculadas a instituições que confiram alguma “confiabilidade” a elas.

Gostaria que o meu post (que na verdade é um texto escrito a quatro mãos) não virasse uma espécie de cola-burra para estudantes de graduação, nem parecesse o resultado de uma grande investigação científica, nem fosse tomado como o mais correto blablablá, etc. Apenas o deixo na rede por considerar que ele faz parte da história deste blog e que, se lido criticamente, possa ser uma unidade a mais de divulgação científica no ciberespaço.

Clicar, em vez de viver, tornou-se norma

Clicar, em vez de viver, tornou-se norma

Artigo por Marsílea Gombata sobre o curioso projeto do fotógrafo Fabio Seixo: Photoland.

Segundo o próprio fotógrafo, em uma postagem de amostra do trabalho no Vimeo, Photoland é:

“um ensaio fotográfico já em andamento desde 2008, é o resultado de um trabalho que venho realizando em várias cidades (Rio, Londres, Paris, Nova York, Cidade do México, Roma, Veneza, Cuzco). Basicamente, são fotografias que capturam pessoas na aparente banalidade do ato de fotografar. A popularização das câmeras digitais torna a Fotografia hoje, possivelmente, o maior hobby do planeta, atingindo todas as classes, idades e culturas. Em todos os lugares, ocasiões e acontecimentos, estamos fotografando ou sendo fotografados.”

O projeto é uma provocação à reflexão da experiência que as pessoas digitalmente equipadas têm hoje diante de monumentos, obras de arte e pontos turísticos conhecidos. Muitos parecem estar vivendo mais o afã de fotografar para salvar e compartilhar, do que a real experiência sensorial e estética do momento em que lá estão presentes. Parece que caminhamos rumo à aporia do salvamento/arquivo completo. De fato, quando vejo nestes lugares as pessoas mais preocupadas com suas fotos do que com a paisagem real, me pergunto a que tipo experiência de estão se propondo, que personas constroem, para quem performatizam este discurso imagético (?).

Outro artigo relacionado: O olhar como performance, do Icônica, por Ronaldo Entler.

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente por Pierre Levy. Conferência proferida durante o Simpósio Hipertexto 2010 na UFPE em Recife/PE. Tradução: Karla Vidal e Clécio Vidal. Edição: Pipa Comunicação.

Parte 1 de 4:

Parte 2 de 4:

Parte 3 de 4:

Parte 4 de 4: