Digital Humanities

DH Benelux Conference – CFP extended ’til 12 Feb

Come on, everybody!
20160127_digital humanities call_BRO_AFF_VF-page-001-2

 

Advertisements

JSTOR Daily: divulgação científica 2.0

jstordaily-emailO JSTOR lançou este ano um projeto paralelo: o JSTOR Daily. A novidade funciona basicamente como um blog que se propõe a publicar diariamente um conteúdo que ofereça ao leitor uma “nova forma de ver o mundo” (é mais ou menos assim que se descrevem), em linguagem acessível para o grande público e sempre bebendo na fonte do acervo digital do próprio JSTOR – um portal científico acessível para todos. Oferecendo tanto textos curtos, como textos um pouco mais longos, o projeto espera alcançar um público que não precise ter doutorado para entender as ideias de um pesquisador em seus artigos.

O tom da comunicação é diferente dos textões acadêmicos – monográficos, dissertativos, cheios de jargões e protocolos internos à comunidade pesquisadora, como as notas de pé de página. Mas, ainda assim, conserva certo rigor, resguarda uma autoridade, como se pode notar do que destaco das diretrizes editoriais do próprio projeto:

The voice is smart, curious, engaged, insightful, and friendly, but still authoritative. As readers make their way through a piece, they should feel smarter without feeling intimidated. The idea here is that scholars have interesting insights into the world, and one doesn’t have to hold a PhD to understand or appreciate those insights. Features will be written by a combination of journalists and scholars with the goal of highlighting the research in the JSTOR collection—every story will provide at least one link in to content on JSTOR.org. We’d like to tease out the still-relevant, newsworthy, entertaining, quirky, surprising, enlightening stories therein. Since JSTOR comprises primarily archival content rather than contemporary research, we imagine that each piece of content on the magazine site might tell a story about the present that is informed by the past, or at least provide a backstory to the stories of the present.

Por essas e outras, considero-o uma promissora iniciativa de história pública digital, porque:

1. Apresenta informações em diversos estratos, através de textos em camadas graças ao emprego de hipertextos (que fazem a ligação das referências dos textos com o acervo de fundo, além de sites externos);

2. Descentraliza a autoridade do pesquisador, empoderando o leitor para também produzir sentido para as fontes e bibliografias citadas no texto, não só disponibilizando os “créditos” da informação citada, mas o acesso instantâneo ao próprio documento ou literatura em questão, possibilitando processos de co-autoria, releitura, livre interpretação direta do original;

3. Promove uma experiência para além do texto (e da leitura), abrindo espaço para a curiosidade e o interesse próprio do leitor guiar a sua exploração do material além do texto-base, proporcionando uma experiência para além da leitura que apenas “escaneia” o texto e o abandona. No caso específico na história, essa proximidade com as evidências do texto e com a bibliografia trabalhado pode ser significativa na construção do pensamento histórico crítico da parte dos leitores “não especialistas”, favorecendo a percepção da historicidade das fontes históricas, bem como o caráter caráter construído da história como um produto social, mesmo quando se busca o conhecimento científico, e não uma equivalência de um passado que estaria dado nas fontes, tal e qual, “foi”.

O JSTOR Daily aparece com um proposta potente para divulgação de um acervo digital, especialmente porque adaptada à lógica da cibercultura e da Web 2.0 (só senti falta da seção de comentários para os textos), oferecendo a possibilidade de leituras mais rápidas e uma navegabilidade diferente da do impresso, que, contudo, não se perde, já que as referências estão lá para quem desejar “ir mais fundo”. Isso, porém, não é exatamente inédito. Procedimentos parecidos já vinham sendo feitos aqui e ali de maneira um pouco dispersa, intuitivamente, seguindo as facilidades da Web 2.0 para o compartilhamento do conhecimento. São inúmeros os pesquisadores que hoje em dia mantêm seus próprios blogs e perfis em redes sociais e fazem isso por conta própria, promovendo a sua produção autonomamente. No Brasil, temos crescentes exemplos dessa prática também em ambientes institucionais. Os dossiês da Biblioteca Nacional, por exemplo, e o Boletim Informativo “Sebastião” (AGCRJ), bem como a Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, realizam um trabalho similar de divulgação e promoção de acervos.

O que me despertou curiosidade em acompanhar o JSTOR Daily de perto, no entanto, para além do seu formato genuinamente digital (born digital, hipertextual), foi a proposta de uma publicação tão amiúde (diária), colaborativa e polifônica. A versão digital da Revista História Ciências Manguinhos, aliás, é um exemplo bastante próximo de divulgação científica no cenário brasileiro, guardadas as proporções e os diferentes escopos de um acervo como o JSTOR e desta revista. No post Diamantes, doenças e saúde em Angola (718 palavras), a divulgação via hiperlink do artigo  Cuidados biomédicos de saúde em Angola e na Companhia de Diamantes de Angola, c. 1910-1970, de Jorge Varanda, em um número recente da revista (vol. 21, n. 2, abr./jun. 2014), me parece uma estratégia de aspirações idênticas àquela do JSTOR Daily: convidar o leitor, seja ele especialista ou parte do “público em geral”, para ir diretamente às referências e, assim, promover maior acessibilidade àquele material, no caso da revista, os artigos dos seus números impressos, também disponíveis online na íntegra (via Scielo). No caso dessa revista, porém, é possível fazer login para deixar comentários nos posts, exatamente como em um blog. 🙂 Por outro lado, a avaliação, produção, edição e publicação de textos no blog da revista ainda se restringe a uma pequena equipe (10 pessoas, ainda que exista colaboração de convidados), enquanto o board de autores do JSTOR Daily promete se tornar gigantesco (qualquer pessoa interessada pode submeter uma postagem – longa ou curta, bem como propor uma coluna). Nada impede, porém, que amanhã a revista proponha novidades. Estou de olho! 😉

Por fim, deixo como recomendação a leitura do artigo “(Un)Catalogued: Finding Your Place by Looking at Maps” (932 palavras) de Megan Kate Nelson, do blog Historista, que também escreve para o JSTOR Daily. Num misto de linguagem acadêmica e jornalística, estilo que lembra um pouco o Blessay de Daniel Cohen, a autora parte de um diagnóstico do presente sobre orientação e memória, contextualizando a proeminência da tecnologia do GPS na geolocalização de pessoas hoje em dia e recua no passado para abordar a relação da história, da cartografia e da orientação num tempo em que mesmo os mapas de papel rareavam. Com esse movimento presente–passado, ela consegue engendrar as ligações internas para os materiais do JSTOR através de hiperlinks (ainda que o forte do JSTOR não sejam sobre o contemporâneo) e utilizar essas informações como argumentos de autoridade para o seu texto.

jstordaily

[clique na imagem para ir ao site original]

*Esse post teve 1083 palavras

Documentos do século XIX do Arquivo Nacional de Serra Leoa digitalizados e disponíveis via Bristish Library

O projeto Endangered Archives acaba de disponibilizar mais um catálogo, com apoio da British Library e do Arcadia: Nineteenth century documents of the Sierra Leone Public Archives.

Grande parte do material já está disponível para acesso online, o que representa um passo muito importante para os estudiosos e interessados em História da África e do tráfico de escravos de um modo em geral e, mais especificamente, para pesquisadores de África Ocidental, da sociedade de Serra Leoa e suas especificidades enquanto colônia britânica, como, por exemplo, o tema dos Africanos Livres.

A digitalização dos documentos concernentes à Serra Leoa foi realizada por um grupo de historiadores liderados pelo Professor Paul Lovejoy, da York University (Canadá), que também é diretor do The Harriet Tubman Institute, que lançou em 2005 o projeto piloto para o programa que resultou no Endangered Archives. A iniciativa se utilizou da tecnologia digital para viabilizar um maior compartilhamento de documentos que, do contrário, só estariam acessíveis para pesquisadores que pudessem investir tempo e dinheiro em viagens de longa distância. Ademais, os documentos, como reporta a apresentação do projeto, encontram-se ameaçados por enfrentarem problemas infraestruturais nos locais de salvaguarda que mal podem oferecer espaço para a consulta de pesquisadores, tampouco para o trabalho de digitalização. De modo que o Nineteenth century documents of the Sierra Leone Public Archives se torna duplamente importante, pois mesmo antes de viabilizar o amplo acesso a esses documentos na World Wide Web, realiza um urgente “salvamento” desses originais em versões digitalizadas que, em bits e bytes, vão manter esses documentos virtualmente “a salvo” da deteriorização pela ação do tempo, humidade e mal conservação que vêm enfrentando.

endangered archives_british_library_arcadia_africa_nineteenth_century_sierra_leone_public_archives_documents

endangered_archives_Register of Escaped Slaves
 

Ao acessar as “fichas” desse arquivo online, os usuários terão acesso aos dados catalográficos padrão, com descrição e detalhes do documento em questão e, ao final, poderão acessar as imagens digitalizadas do mesmo, que podem ser ampliadas, giradas (em rotação) e baixadas para o seu próprio computador.

 
EAP443_1_1_14-eap284_register_escaped_slaves_1875_84_005_L

Register of Escaped Slaves [1875-1884] p. 5 / 268

 

Felicito a novidade e aproveito para cumprimentar minha parceirona de histórias, a doutoranda em História da África na Worcester University (Inglaterra), Érika Melek, pelo envolvimento no projeto que já nos rendeu tantas conversas e ideias de pontes entre História da África e História Digital. Érika está desenvolvendo sua pesquisa de doutoramento justamente sobre Africanos Livres em Serra Leoa no século XIX, com o recorte específico e instigante em “crianças africanas livres”. Espero ver sua fala no III Encontro Internacional de Estudos Africanos, que ocorrerá entre 15 e 19 de setembro (mês que vem!), na Universidade Federal Fluminense (Niterói), por iniciativa do NEAF (Núcleo de Estudos Africanos), com apoio do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF.

Nesse dramático momento de epidemia do vírus Ebola, para além de pensarmos na viabilidade material de pesquisas, é preciso, mais que nunca, seguir discutindo e debatendo (e para isso, pesquisando) a história desse imenso continente, talvez assim possamos chegar perto de um dia entender e mudar a realidade descrita nas palavras do médico liberiano Melvin Korkor, um dos raros sobreviventes do vírus, que viu vários colegas perderem a vida ao seu lado: “Se essa doença existisse nos Estados Unidos ou na Europa, amanhã haveria uma solução para ela. Há 40 anos todos sabem que existe o Ebola. Mas qual é o problema? É que está na África.” (Ver matéria do Estadão na íntegra).

Parabéns a todos os envolvidos. Vamos passar a palavra!

 

Uma Web Ópera sociológica – Paris: Cidade Invisível

Como no post anterior, neste trago um exemplo de projeto digital contendo uma narrativa (?) pouco convencional para aqueles que estão acostumados ao livro ou ao museu. A Ópera é um projeto de big data (repliquei há pouco tempo um link a respeito), criado por Bruno Latour (Text), Emilie Hermant (Photo), Patricia Reed (Screen Design). Navegação não-linear, hipertexto e hipermídia compõem seu cenário.

O “plano” que pincei abaixo é um prato cheio para a discussão de memória, patrimônio e história (último plano, do último circuito, se é que a navegabilidade da obra supõe tal ordem).

Enfim, estou apenas compartilhando esta interessante maneira de ver o invisível aí.

Para visitar esta outra Paris basta clicar aqui.

Line: Allowing | Plan: 51

Line: Allowing | Plan: 51

Making things public (online Exhibition)

Curadoria de Bruno Latour and Peter Weibel

Exibição online – Making things publicreúne artistas, filósofos, sociólogos e historiadores e trata da crise de representação na política. Através da arte!

Descrição via Bruno Latour:

The exhibition Making Things Public addresses the challenge of renewing politics by applying to it the spirit of art and science. This unusual exhibition builds on the Iconoclash exhibition (ZKM 2002), which dealt with the crisis of representation in art, whereas Making Things Public tackles the problem of representation in politics.

In this pioneering project over one hundred artists, scientists, sociologists, philosophers and historians re-explore the term ‘politics’. At a time in which many people doubt and despair of politics it is crucial that they should not be fobbed off with standard political responses to contemporary problems but that the question of what actually constitutes politics should be raised anew.

Asociación Historia Abierta – AHISAB: contribuições digitais para a História

Recentemente a associação colombiana AHISAB transformou seus canais de comunicação com os leitores, reunindo blogs, projetos e indicações de leitura em um mesmo portal. Aos amigos historiadores brasileiros, fica a recomendação de leitura e, no horizonte, a possibilidade de um “enlace”, pois há também possibilidade de publicação em português em seus canais:

Acessem:

ahisabCom destaque para dois produtos epseciais da AHISAB:

A revista eletrônica Historia2.0 conocimiento histórico en clave digital e o indexador Historia Digital Hispana – un nodo de información en español y portugués.*

*O nosso blog – Historiografia na Rede – está entre as fontes citadas para História Digital hispanoamericana. Agradecemos aos colegas colombianos pela referência e nos colocamos à disposição para a troca de informações e o fortalecimento da rede.

Unconventional History? A history which is born digital, a history which is born public (poster session)

@ #ncph2013 Annual Meeting

Introduction: Why unconventional?

Digital History is not a very common practice in History field of Brazilian academy yet. Although the use of the most recent information and communication technologies by historians has been increased, it still sounds like an unconventional habit.  The first signs of Digital History in Brazil arrive as a result of the increasing use of those technologies inside the History field, but indeed, it does not mean that Brazilian historians are already thinking about Digital History.

A problem that derives from this narrow understanding of Digital Media interaction with History is about the historical contents available on Internet. If they are not from universities or distinctive institutions (i.e. archives, libraries, museums), they are not taken into consideration. In other words: non-academical works – like those published on the Internet by common people – are not welcome in our scholar tradition. It could be too dilettante.

Nowadays, also in Portuguese, there are lots of websites with some historical vocation created by common people and amateurs, such as blogs, forums, social network pages, profiles, etc. It shows that a social interest in the past exists. Even though, historians still ignore these sites and consequently those people. The question is not about a prejudice related to them, but a crystallized view that hierarchizes information generators and supports. For instance, there is a small number of researchers that consider work with digital born materials in their projects.

Resources from the Internet do not inspire confidence yet.They cannot prove anything. They cannot be part of History!

What is going on in Brazil?

Historians do not want loose the control of History. Thus, they prefer to create official Digital History projects instead of considering what is already on the Internet. The main outcome of this way of thinking is that we have started to create digital projects before having accepted born digital contents as a valid format of source for History.

Therefore, the history available on the Internet that was created by historians is good. The others are not.In such scene, there are some official initiatives that are stamping their authority in digital projects to communicate historical subjects on the World Wide Web. By using digital technologies, these projects shows that different media can create new spaces where share history knowledge.  Moreover, they indicate, even for those historians that are most resistant to technology, that it can be useful to encounter fresh and varied audiences.

Case study – Identidades do Rio de Janeiro: desafios de um patrimônio compartilhado (Identities of Rio de Janeiro: challenges of a shared heritage)

As an illustration of this process, we have selected the publicly funded project “Identities of Rio de Janeiro: challenges of a shared heritage”, which is interesting even by its own name, that brings together the “sharing” and “challenge” ideas. It is also important to realize that it was a project of the Oral History and Image Lab (Laboratório de História Oral e Imagem – LABHOI) of Universidade Federal Fluminense (Niterói-RJ, UFF).

The Project:

The project received a grant named “Support to Study Strategic and Relevant Issues to the State of Rio de Janeiro ”from the Carlos Chagas Filho Foundationfor Research Support of the State of Rio de Janeiro (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ) in 2009. It is coordinated by Professor Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de Castro, a Brazilian notably oral historian. This close relation to the Oral History field is not a coincidence. It is just one more feature of the problem that converges with Public History. Equally relevant is the composition of the staff: the team is multidisciplinary, composed by historians, anthropologists and educators. In the total, there are 34 researchers in the project, that are involved in 05 Postgraduate Programmes of the state, besides those whom are from Public Archiveof the State of Rio de Janeiro (ArquivoPúblico do Estado do Rio de Janeiro), the General Archives of the City of Rio de Janeiro (Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro), the Museum of History and Art of the State of Rio de Janeiro (Museu de História e Arte do Estado do Rio de Janeiro) and the Institute of National Historical and Artistic Heritage (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

How does it work?

It presents hypermedia collections that allow users navigating on the historical maps, get into different pathways and periods of Rio’s history. All the paths offered deal with identity  and local memory issues in some way, from 17th Century until nowadays (in some topics). The collections present maps, texts, videos, 3D digital mockup of the city and also direct access to digital sources.

Pathways: Fire, urban life and public service in the nineteenth century; Niterói: City of memories; The Illegal trade of africans enslaved; Coffee farms; Slavery and Catholic Church; Rio de Janeiro in the time of D. João (1808-1821); Political-administrative chronology; The natives in Rio de Janeiro; Choro Chronology.

Pathways: Fire, urban life and public service in the nineteenth century; Niterói: City of memories; The Illegal trade of africans enslaved; Coffee farms; Slavery and Catholic Church; Rio de Janeiro in the time of D. João (1808-1821); Political-administrative chronology; The natives in Rio de Janeiro; Choro Chronology.

The overview bellow is from the “Slavery and Catholic Church” pathway. What is interesting to observe in this collection is the partnership between Identidades do Rio and the digitalization project “Ecclesiastical Sources in Slave Societies“. Also this project were developed in a collaborative shape, involving researches and students from three different countries: Universidade Federal Fluminense (Brazil, UFF), Vanderbilt University (USA, VU) and York University (Canada, YU).

The first step of the “Slavery and Catholic Church” collection is specifically about “Ecclesiastical Sources”

The first step of the “Slavery and Catholic Church” collection is specifically about “Ecclesiastical Sources”

The movement of “Identidades do Rio” toward a digitalization project such as “Ecclesiastical Sources in Slave Societies” shows that in some way, even if we change support, we are still looking for official sources. On the one hand, it indicates a resistance to use other kind of digital sources, instead of those from authorized projects and sites. On the other hand, perhaps, it could mean that the Brazilian historians involved in this project are not avoiding use digital media, but they still feeling more comfortable working with familiar codes. Thus, they prefer work with scanned sources that are safeguarded by scientific instituitions and have their stamp of authority.

Horizon

Notably, it could be helpful in the educational process of citizens in general, to open a dialogue between universities and popular culture. Maybe, one way to start an exchange between community and academy is giving them a voice and a space to see themselves represented by History. But not by that distant History, confined between the walls of the university. They must feel part of a History that they can touch and feel closer.To sum up it: Public History would be a good manner to break the ice and start off a conversation between academy and everybody else!

As we could see a Digital History project can be a step toward this horizon but maybe, before anything else, we need to learn how to deal with those issues that intimidate historians when they start to work digitally. In the Brazilian case, at first sight, the problem seems to be related to the “shared authority” and the “professionalization” debates.

#NCPH 2013 #thatcamp

[Aviso: este post estará sob edição durante as sessões que estou acompanhando do ThatCamp NCPH 2013]

Começou a manhã no ThatCamp aqui do NCPH Annual Meeting. Experiência diferente, escolher as sessões e montar a programação  – coletivamente –  no mesmo dia em que começa o evento.

Na sessão sobre “Digital Neighborhoods” já deu para começar a pensar sobre Public History no contexto carioca de revitalização. Como seria fazer um projeto digital sobre a memória do Rio antigo e a zona portuária que está sendo revitalizada?

Começamos pensando no caso específico do projeto The Historyapolis.

Um dos primeiros problemas levantados foi a questão dos fundos. Com que financiamento fazer projetos deste tipo? A quem interessa financiar? Penso no caso do “Meu Porto Maravilha” – sala de exibição – criado pela concessionária que está a frente da revitalização da zona portuária do Rio. Ann Martin chama atenção para o fato de que há sempre fundos para o que tem um valor. Imagino então o valor do Meu Porto Maravilha, não para o povo do Rio, mas para a concecionária Porto Novo.

Uma maneira interessante de pensar projetos digitais para histórias de bairros e cidades seria começar por onde a comunidade local já atribuiu um valor. Eu penso que no caso carioca, toda a produção de conteúdo espontânea em torno à Aldeia Maracanã renderia um bom trabalho de campo (por que não, digital?). Há uma grande quantidade de vídeos, fotos e posts dispersos pelas redes sociais. Seria muito presente para ser História?

Pensando que seria interessante fazer algo com o Historypin para projetos de “Digital Neighborhoods”, já que a inspiração do Historypin é justamente tentar envolver a comunidade com a memória de suas localidades.

[sob edição]

Preciso colocar as anotações em ordem para passar para cá, mas só posso garantir uma coisa: eu não sei nada de Digital & Public History. A tarde do primeiro dia de conferência com o THATCamp foi positivamente desestruturadora, trazendo novas coisas para pensar como o uso da realidade aumentada em projetos de digital e public history, como possobilidade de romper com o tradicional mode de exibição em museus, geralmente linear, cronológico e temático. Ontem as discussões foram no sentido de trazer emoção e possibilidades de experiências sensoriais para a apresentação do passado nas mais diferentes formas que as novas mídias permitem.

Preciso compilar as notas do segundo dia antes de postar. É muito brainstorming pra pouco tempo livre para edição. 🙂

Diacronie n. 12 Sulle tracce delle idee: “Sopravviverà la storia all’ipertesto?”

É com prazer que compartilho com vocês meu primeiro artigo publicado em Italiano sobre a relação entre História e Digital.

Este artigo é fruto da reelaboração de algumas ideias que eu já havia desenvolvido em “Histórias no Ciberespaço: viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no território incógnito da Web”, nos Cadernos do Tempo Presente, e em minha fala nas “VIII Jornadas de Historia Moderna y Contemporánea” em Buenos Aires, novembro passado, “Do texto ao hipertexto: notas sobre a escrita digital da história no século XXI“.

(en) I am pleased to share with you my first article published in Italian on the relationship between “History” and “Digital”.

This article is the result of the reworking of some ideas I had developed in “Histórias no Ciberespaço: viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no território incógnito da Web”, in Cadernos do Tempo Presente, and in my talk in the “VIII Jornadas de Historia Moderna y Contemporánea”, in Buenos Aires, last November, “Do texto ao hipertexto: notas sobre a escrita digital da história no século XXI“.

“Sopravviverà la storia all’ipertesto?”. Qualche spunto sulla scrittura della storia ai tempi di internet

“Plongeoir malgache (b&w version)” by REMY SAGLIER – DOUBLERAY on Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)

“Plongeoir malgache (b&w version)” by REMY SAGLIER – DOUBLERAY on Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)

Abstract (en): This paper examines theoretical and methodological aspects related to the writing of history in the Digital Age. It’s a sort of introduction on some issues and problems on the relationship between history and the Internet in the early years of the century (2001-2011). We highlight mainly problems concerning the use of historical sources and documents available in cyberspace. It’s especially about issues regarding the use of hypertext as a new way for a reference system more virtual than the classical footnotes system.

Keywords: History, Digital History, Internet, Hypertext, cyberspace.

Abstract (it): L’articolo analizza aspetti teorici e metodologici relativi alla scrittura della Storia nell’era digitale. Si tratta di un approccio di carattere introduttivo ad alcune tematiche e problemi propri delle relazioni tra storia e internet nei primi anni del secolo XXI (2001-2011). Verranno analizzati, principalmente, i problemi relativi all’utilizzo delle fonti storiche e documentarie disponibili nel cyberspazio. Analizzeremo, soprattutto, le questioni relative all’uso del ipertesto come nuovo percorso per un sistema di riferimenti, per quanto virtuale, rispetto alle classiche note a piè di pagina.

Parole chiave: storia, storiografia digitale, internet, ipertesto, cyberspazio.

Ref: Lucchesi, Anita, «“Sopravviverà la storia all’ipertesto?”. Qualche spunto sulla scrittura della storia ai tempi di internet», Diacronie. Studi di Storia Contemporanea, N. 12, 4|2012

URL: <http://www.studistorici.com/2012/12/29/lucchesi_numero_12/&gt;