Public History

TransVersos – Chamada para artigos sobre História Pública

Extra! Extra! Revista TransVersos prepara dossiê “História Pública: escritas contemporâneas de História”

Reproduzo abaixo o texto para a chamada para artigos:

Vivemos em uma época de crescente interesse pela história. Cada vez mais, o conhecimento histórico é chamado à produção de significados sobre a contemporaneidade, seus problemas, suas questões, impondo ao profissional de história a afirmação de seu caráter público. Para além da pesquisa historiográfica, a história se faz viva em espaços/configurações múltiplos, nem sempre aceitos ou discutidos no ambiente acadêmico: salas de aula – produzindo um tipo de conhecimento específico e dialogando com a cultura escolar; museus – com suas diferentes cores e formas de pensar a exposição do conhecimento histórico na atualidade -; produção midiática – muito além dos telejornais e suas notícias -; novelas históricas; filmes e documentários; comemorações – e suas rememorações -; encenações históricas realizadas por diferentes sujeitos sociais (re-enactments and living history); ambientes digitais – sites, blogs, podcasts e games, por exemplo; nos movimentos sociais e no desenvolvimento de políticas públicas, dentre outras formas.

O diálogo da historiografia com estas e outras searas produtoras e divulgadoras de conhecimento histórico fornece, às comunidades e aos sujeitos interessados no fortalecimento de laços identitários, discussão e reflexão acerca da subalternidade ou do empoderamento de determinados grupos/interesses, subsídios básicos para ações políticas, sociais, culturais e, por que não, acadêmicas, que auxiliam a tessitura do exercício da cidadania. Por esse motivo, a Revista TransVersos propõe a organização de um dossiê reunindo trabalhos de pesquisa e práticas de profissionais de história e historiadores não profissionais (oriundos de outras áreas de conhecimento ou de diferentes espaços da organização social) que busquem construir/refletir os temas e problemas envolvidos na noção de História Pública, entendida como um conhecimento pluridisciplinar, atento às diferenças e desigualdades que tencionam os processos sociais contemporâneos.

Os artigos devem ser enviados para a plataforma da TransVersos – http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/transversos/about/submissions – até o dia 31 de maio.

Espalhem!

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International Conference “Luso-luxemburguês? Research on Portuguese migration in Luxembourg” (19-20 February 2016)

I am so happy to announce this conference, starting tomorrow. I might say it was a great, indeed intensive, but wonderful experience to be engaged together with Thierry Hinger (UniLU / IPSE, CDMH), Nicolas Graf (CDMH) and other colleagues from CDMH and UniLu in the organization of such a conference. A detailed post on the developments of this conference might come very soon! I am very excited about meeting so many experts on the field and particularly interest in listening the participants of the actiivty “Conte a sua história” (Tell your story).

All invited!

🙂

The conference “Luso-Luxemburguês?”, co-organized by the Documentation Centre for Human Migrations (CDMH) and the University of Luxembourg, in collaboration with several institutions and associations, is a first initiative that brings together researchers at international level currently working on Portuguese migration in Luxembourg. The public is warmly invited to participate in debates.

Simultaneous translation will be provided: French – English / English – French

FIRST DAY: Friday, 19th February 2016

14h00 – 14h15

Welcome and opening words

14h15 – 17h00

Session 1 : Growing and aging in migration

Moderation: José Carlos Marques, CICS.NOVA.IPLeiria

17h15 – 17h30

Research on migration in Luxembourg

Presentation of www.cdmh.lu/recherche

Thierry HINGER, CDMH, & Anita LUCCHESI, Univ. of Luxembourg, IPSE

SECOND DAY: Saturday, 20th February 2016

9h30 – 12h00

Session 2 : The comings and goings of the Portuguese in Luxembourg and diverse political issues

Moderation: Adrien THOMAS, LISER

14h30 – 16h00

Session 3 : “Conte a sua história”: a microphone open to the “comunidade portuguesa no Luxemburgo”

Moderation: Jozefien DE BOCK, Ghent University

Conclusion by José Carlos Marques, CICS.NOVA.IPLeiria

16h30-18h00

“Conte a sua história”: recording testimonies

Here the collective of researchers on Portuguese immigration stops to listen to the community itself. This activity was inspired by the practice of public history, increasingly using digital and audiovisual resources in projects built with specific communities, sharing with them historian-researcher authority. This moment within the session “Tell your story” was planned to give way to the testimonies of Portuguese attending the conference that might wish to talk about their life experiences. Therefore, all of the Portuguese community in Luxembourg is invited to participate, regardless of age, profession, or date of arrival in the Grand Duchy. Other migration experiences are equally welcome. The microphone will be open to everyone!

 

Full program:

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Please, register by e-mail: info@cdmh.lu – participation is free.

Minha Pesquisa no Café História TV

Recentemente conversei com o Bruno Leal do Café História sobre a Minha Pesquisa. Primeira vez em que falo da minha pesquisa de doutorado aqui na Universidade de Luxemburgo. Bom papo sobre História Digital, História Pública, historiografia, imigração portuguesa e italiana em Luxemburgo. Mais uma vez, obrigada Bruno pelo convite.

#CFP: IFPH-FIPH 3º Conferência Anual, Bogotá, Colômbia, 7, 8 E 9 de julho, 2016

Chamada de trabalhos*

Prazo final para envio de propostas: 19 de outubro de 2015

IFPH: http://ifph.hypotheses.org/news

Foto: IFPH

(foto reproduzida de IFPH)

A história é uma questão pública. O conhecimento e prática histórica não se limitam aos ambientes acadêmicos. A história também é produzida e compartilhada de diversas maneiras por historiadores profissionais e não-profissionais. Museus e outros lugares de exposição, filmes e documentários, novelas históricas, aniversários e comemorações, re-enactments e living history, políticas públicas, comissões de justiça transicional, televisão, rádio, sites e mídia social, são alguns dos caminhos em que a história se faz viva. Todas essas configurações estimulam a interação e a colaboração com grandes audiências, fazendo dos historiadores historiadores públicos.

A terceira conferência anual internacional da Federação Internacional para a História Pública (IFPH) será realizada na Universidade de Los Andes, em Bogotá, Colômbia, de 7 a 9 de de 2016. Seu objetivo é abrir um espaço para dar visibilidade e compartilhar as práticas e habilidades inovadoras que historiadores públicos em todo o mundo usam criativamente na sua prática diária. A história é cada vez mais produzida através de projetos colaborativos que são usados ​​para diferentes propósitos políticos, econômicos e culturais, definindo, muitas vezes, identidades coletivas ao longo do caminho. Além disso, a história pública explora, desafia e discute o papel dos historiadores, e recentemente atraiu atenção global. Neste sentido, a Conferência também abre espaço para discutir o escopo, os objectivos e desafios, entre outras questões críticas levantadas pela história pública e pela história como um campo geral.

Criada em 2011, a IFPH visa a construção de uma comunidade internacional e multi-lingual de praticantes. O papel da IFPH é promover o desenvolvimento da história pública em todo o mundo, criando e coordenando redes, promovendo ensino, pesquisa e todo o tipo de atividade engajando o público com o passado, a história e memórias individuais e coletivas.

A conferência internacional da IFPH em Bogotá vai reunir profissionais, especialistas e ativistas de todo o mundo para discutir e compartilhar suas experiências nos diversos desafios e recompensas envolvidos no engajamento com o público para difundir o conhecimento histórico. A conferência não será limitada a um tema específico, mas, pelo contrário, vai abranger as mais diversas atividades de história pública. Assim, as propostas poderão apresentar exemplos de engajamento dos historiadores com as comunidades através de diferentes meios de comunicação, construindo diferentes formas de narrativas e analisando diferentes usos públicos do passado.

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Museo del Oro, Bogotá, 2011 (foto reproduzida de IFPH)

Possíveis práticas e temas podem incluir:

  • Museus e Exposições
  • História Oral e Projetos Comunitários
  • História Pública Digital
  • Mídia Digital, Internet e Conhecimento Participativo
  • Mapeamento e representações visuais do passado
  • Vídeos e documentários
  • Ficção histórica
  • Re-enactments e “Living History”
  • Preservação Histórica e Patrimônio Cultural da Comunidade
  • Arqueologia Pública
  • Mídia Social, Mobile App e conteúdos gerados pelo usuário
  • Políticas Públicas e História Aplicada
  • Ensino de História Pública
  • Quem são os historiadores públicos na América Latina?
  • Como promover a história pública como disciplina na América Latina?
  • Passados difíceis que interagem com o presente: Historiadores e Justiça Social, Direitos Humanos, Comissões de Verdade e Justiça de Transição?

Apresentações em inglês ou espanhol serão aceitas durante a conferência, mas todas as propostas devem ser escritas em Inglês. Inglês é fortemente sugerido como o idioma principal para apresentações.

Tanto trabalhos individuais, como propostas de sessão (90 minutos cada) são bem vindas. Propostas de sessões deve incluir um resumo geral para a sessão, bem como os resumos de todos os trabalhos individuais.
Prazo final para o envio de todas as propostas é 19 de outubro de 2015.

Também haverá sessões de pôsteres nes conferência em Bogotá, mas chamada e prazo diferentes.

Por favor, envie a sua proposta de não mais de 150 palavras, bem como qualquer outro questionamento, para o seguinte e-mail: ifph2016@uniandes.edu.co

Comissão organizadora:
Gennaro Carotenuto (Università di Macerata, Itália)
Thomas Cauvin (Universidade de Lafayette, EUA)
David Dean (Universidade Carleton, Canadá)
Anita Lucchesi (Université du Luxembourg, Luxemburgo)
Serge Noiret (Instituto Universitário Europeu, Florença, Itália)
Anaclet Pons (Universitat de València, Espanha)
Camilo Quintero (Universidad de los Andes, Colômbia)
Philip Scarpino (Indiana University-Purdue University Indianapolis – IUPUI, EUA)
Isabelle Veyrat-Masson (CNRS, França)

Comissão local:
Camilo Quintero (Universidad de los Andes, Colômbia) <cquinter [at] uniandes.edu.co>
Angela Maria Aristizabal Borrero (Universidad de los Andes, Colômbia) <am.aristizabal10 [at] uniandes.edu.co>

*Tradução livre da chamada original, disponível aqui, por Anita Lucchesi.

Último dia para Inscrições no Simpósio: Perspectivas da História Pública no Brasil

AS INSCRIÇÕES PARA TRABALHOS SE ENCERRAM HOJE, DIA 03 DE AGOSTO!

A Rede Brasileira de História Pública se reunirá entre 10 e 12 de setembro, na Universidade Federal Fluminense para o 2º Simpósio Internacional de História Pública. (Acompanhe também no Twitter #rebrahip2014 e no Facebook).

Aproveito  o espaço aqui do blog para divulgar as atividades voltadas para o nosso tema – História Digital – mas aviso que também haverá mesas redondas, oficinas e espaço para comunicações orais em diversos Grupos de Trabalho. Entre os temas em foco: História Oral, Historiografia, Biografia, Feminismo, Literatura, Jornalismo, Cinema, Fotografia, Mídia Alternativa, Narrativa, Comunidades, entre outros. 

Nas tardes dos dias 10, 11 e 12 de setembro, estarei, ao lado de Bruno Leal (UFRJ/Café História) e Prof. Ricardo Pimenta (IBICT/UFRJ) na coordenação do GT “História Pública e Plataformas Digitais”, que receberá trabalhos para apresentação oral.

Nas noites dos dias 10 e 11, das 20h às 22h, ministro junto com Bruno Leal (novamente parceiro) a oficina “História Digital”.

Por fim, estarei na mesa redonda “História, tempo presente e plataformas digitais“, com os professores Francisco Carlos Teixeira  (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Massimo di Felice (Escola de Comunicações e Artes da USP) e Serge Noiret (European University Institute), que terá como debatedora a professora Márcia Ramos de Oliveira  (Universidade do Estado de Santa Catarina).

Venham debater e apresentar seus trabalhos. O GT está recebendo inscrições até dia 03/08!

história-publica-plataformas-digitais-gtProgramação completa abaixo, mais informações no site: http://historiapublica.com.br/simposio2014

 Quarta-feira,
10 de setembro
Quinta-feira,
11 de setembro
Sexta-feira,
12 de setembro
   9h30 Sessão oficial de abertura
   10h-12h Conferência de abertura
História oral e história pública, com Linda Shopes
Mesa redonda
História pública, comunidades e culturas populares
Mesa redonda
História pública: Lugares e narrativas
   12h-13h Sessões de comunicação
Experiências em História pública
Sessões de comunicação
Experiências em História pública
Sessões de comunicação
Experiências em História pública
   13h-14h Intervalo para almoço Intervalo para almoço Intervalo para almoço
   14h-17h30 Grupos de trabalho Grupos de trabalho Grupos de trabalho
   18h-20h Mesa redonda
A história e o público no Brasil
Mesa redonda
História pública e mídia
Mesa redonda
História, tempo presente e plataformas digitais
   20h-22h Oficinas Oficinas Sessão de encerramento e assembleia
Os próximos passos da Rede Brasileira de História Pública

 

 

Inscrições Abertas: II Simpósio Internacional de História Pública

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PERSPECTIVAS DA HISTÓRIA PÚBLICA NO BRASIL

2º Simpósio Internacional de História Pública

Universidade Federal Fluminense

Niterói – 10 a 12 de setembro de 2014

 

Inscrições abertas!

 

Þ Comunicações orais em Grupos de Trabalho (até 13 de julho)

Þ Comunicações orais em Painéis de Experiências em História Pública (até 13 de julho)

Þ Lançamentos de livros, DVDs e outros trabalhos

Þ Participação em oficinas

Þ Ouvintes

 

http://simposio2014.historiapublica.com.br

 

Rede Brasileira de História Pública

Laboratório de História Oral e Imagem

Universidade Federal Fluminense

 

Acompanhe também:  @rebrahip no Twitter e Rede Brasileira de História Pública no Facebook. 🙂

Historia 2.0: chamada para trabalhos “Dossier Historia Pública”

historia 2.0

A história pública leva a história científica à praça pública, de fato, discute problemas históricos semelhantes, se não idênticos aos da história “ordinária”, porém, se diferencia dessa última em sua relação com os consumidores de história. Enquanto a história tradicionalmente tem se relacionado com leitores cada vez mais especializados e com estudantes de diversos níveis de formação; a história pública compreende aquelas ações onde a história se relaciona com um público amplo através de museus, exibições reais ou virtuais, divulgação patrimonial, reconstrução histórica (reenactment), a história oral, a história local, e com outros aspectos que não necessariamente abrangem a textualidade histórica como a preservação de arquivos, a assessoria a instituições governamentais ou privadas, e mesmo o ativismo social.

A noção de história pública é tão ampla que quase qualquer atividade que o historiador desenvolva fora do campo do ensino e da pesquisa universitária pode ser considerada como história pública. Este sentido prático e de relação com a comunidade chamou atenção dos historiadores e tem contribuído para a resolução de problemas sociais mediante o uso de testemunhos para processos de memória histórica, pós-conflito, recuperação de identidade das comunidades e do patrimônio material e imaterial das regiões. Ademais, levou a consideração de novos projetos de histórica aplicada em âmbitos públicos e privados, como também empreendimentos de historiadores, que criaram empresas lucrativas onde a história se afasta totalmente do ensino para atuar no setor de serviços, como na contribuição para a organização de arquivos empresariais (memória empresarial/institucional), ou o fornecimento de “produtos” para a definição e litígios legais, como nos casos de definição dos territórios naturais de certas comunidades. Também se incluem no campo da história pública a assessoria em restauração e conservação patrimonial.

A presente convocação está focada na recepção de artigos em espanhol e português relacionados ao desenvolvimento de projetos de história pública na Iberoamérica, em especial, aquelas experiências relacionadas com a recuperação e divulgação patrimonial, a história oral e local, bem como a difusão digital da história pública.

Chamada para artigos aberta em: 10 de maio de 2014; encerramento: 21 de julho de 2014.

Normas de publicação e envio: http://historia2.0.historiaabierta.org/index.php/revista/about/submissions

Esta chamada para artigos também está disponível em inglês, espanhol e italiano.

ISSN 2027-9035

Historia 2.0 está indexada em:

Directory of Open Access Journals

DOAJ aumenta la visibilidad y la facilidad de uso de las revistas científicas y académicas de acceso abierto, pretende ser global y abarcar todas las revistas que utilizan un sistema de control de calidad para garantizar el contenido.

e-Revistas

Portal donde se muestran las revistas electrónicas españolas y latinoamericanas de acceso abierto (Open Access). Fue creado en España.

Latindex

Latindex es producto de la cooperación de una red de instituciones latinoamericanas que funcionan de manera coordinada para reunir y diseminar información bibliográfica sobre las publicaciones científicas seriadas producidas en la región.

Dialnet

Hemeroteca Digital. Universidad de la Rioja.

*La revista Historia 2.0 hace parte del depósito voluntario de obras digitales de la Biblioteca Nacional de Colombia.

 

Jurandir Malerba sobre História Pública e Digital no “Cafezinho” sobre Historiografia do “Café História TV”

Toda a conversa de Bruno Leal (editor do Café História) com o Prof. Jurandir Malerba (PUCRS) é interessante, um passeio por algumas dobras da historiografia e um pouco do lado “humano”, experiências e opiniões do responsável por publicações tão fundamentais para os leitores brasileiros como “Lições de História: da história científica à crítica da razão metódica” e “Lições de História: o caminho da ciência no longo século XIX”, entre outras. Por essa razão, recomendo o filme inteiro. Uma boa hora de entretenimento.

Contudo, gostaria de chamar atenção para o trecho entre os minutos 23′ e 35′, em que o professor comenta sobre a História Pública e também Digital. Para ele, a questão da História Pública perpassa a discussão do próprio campo da história, do que é história. O professor comenta como a experiência da História Pública implica repensar os processos de formação e como interfere nas expectativas de atuação dos formandos/formados em história. Notando os fenômenos editoriais de “narrativa históricas” feitas por jornalistas, o professor sugere a necessidade da academia pensar o seu lugar e dos historiadores se posicionarem no debate. Questiona ainda quais seriam as finalidades dessa atividade que visa a ampliação da audiência da história, seria política? Pecuniária? É preciso refletir, sair da zona de conforto e isso requer certo esforço, haja visto como nossos curricula são refratários a essas discussões presentes na nossa disciplina, como diz o professor. Vale a pena conferir.

 

 

Aproveite para conhecer melhor o Café História TV.

Holocaust Denial and the Web: a conference in Rome, April 10-11, 2014

via Serge Noiret |Original post here

sissco-logoOn April 10 and 11 at the University of Rome 3 (Dipartimento Fisolofia, Comunicazione, Spettacolo) the SISSCO, (Società Italiana per lo Studio della Storia Contemporanea), will hold an important academic conference about the role of contemporary historians confronted with Holocaust denial on the web.

Should legislation be voted in Italy contrasting Holocaust Negationism? And, more generally, should History, when unable to build a firm culture of the past widely accepted in societies, be ruled by legislation?

These issues have been discussed in many European countries; some laws aiming at governing legally the past and telling about politically correct memories and what exactly is the truth about the past, have been voted in France, in Spain, and in other countries. Professional historians are generally against the idea to force societies to adopt a so-called “correct history of their pasts” defined by law and, in France, a committee was born using its own very active blog to contest the idea that telling the truth in history could be enforced by the law: the Comité de vigilance face aux usages publics de l’histoire (Committee of vigilance on the public use of history) wrote a manifesto on June 17, 2005 against the “entrepreneurs of memory” and political uses or misuses of history.

The debate has entered the public sphere in Italy too and the main association of contemporary history academic historians, Sissco, collected a “dossier” analyzing the press debate about holocaust denials and promoted an official petition signed by many contemporary historians against the use of the law in history: “Modifiche all’articolo 414 del codice penale in materia di negazione di crimini di guerra e di genocidio o contro l’umanità e di apologia di crimini di genocidio e crimini di guerra“.

But the Holocaust of the Jews during the second world war is unique: should historians and the civil society accept that the Shoah be openly and publicly contested and denied and hate speech widely diffused through the Internet? Is it possible to use a penal legislation against negationist web contents published everywhere in the world and accessible also in Italy? Should the Italian legislator vote a law defending the truth against offensive, racist and anti-Semitic revisionist propaganda and condemn hate speech legally?

These activities and also the academic conference promoted in April in Rome described below, are showcasing the direct participation of academic historians in the policy in Italy, what was in the early ’90 defined by Nicola Gallerano as being part of the “uso pubblico della storia”. Will these political and academic activities be able to maintain also for the young generation the awareness of what happened in Europe during WW2 and about keeping alive a correct memory of the holocaust using properly the web?

It is of course my opinion that academic conferences are important but are not enough and that we need to act in the virtual space and promote the digital public history of the Shoah and of other genocides perpetrated by the Nazi and their allies looking at how best presenting the evidences of the Holocaust and engaging different communities about these issues.

 European Holocaust Research Infrastructure

 EHRI logo_3Building awareness of the past using a public history approach is being done by the ERIH project  (European Holocaust Research Infrastructure) in Europe to support the Holocaust research community, provide access to the primary sources dealing with the Holocaust and encourage collaborative research in the field. What could be the role of public historians in maintaining a correct perception of what has been the Holocaust and engage with fighting negationism on the web? How could the web itself, and social media, in close contact with other public activities, fight back an aggressive negationist approach like what is diffused online in Metapedia, the so-called alternative encyclopedia if you look for the non-existing keyword “holocaust”?

Metapedians redirected tJewish casualties during World War II - Metapediahe keyword “holocaust” -nothing to read about in a specific entry- to another Metapedia entry called “Jewish casualties during World War II” avoiding the use of what they call a useless and mystifying buzzword, the Holocaust of the Jews.
So I quote here a full paragraph (accessed on Wednesday March 12, 2014) of this entry in order to understand how far the negationist propaganda in the web can go, contradicting all the basic evidences of historical research and the memory of who suffered in the nazi camps. Reading this paragraph and the whole entry online, you will discover another history, the kind of narrative which is banned by law in other countries like in France and would be banned in Italy too voting a new legislation: “Some Jews controversially claim the German government had an “official policy” of extermination, where “6 million” were killed in homicidal gas chambers and turned into soap or lampshades. Confidence trickster, Elie Wiesel, applied the religious term “The Holocaust” to this framing in the 1970s. Since then, the construct has been used as a political weapon to promote Germanophobia and Europhobia in general. It is used as moral justification for the Zionist war on the Palestinians, as well as part of an illustrious money-making industry. In some countries it is illegal for historians and investigators to openly state a dissenting view and some have been incarcerated for thought criminality as prisoners of conscience.”

Digital Public Historians are present in other countries and monitoring this “negationist web” which engages -systematically in the case of Metapedia- in rewriting the past, all the past and supports nationalistic, fascist and Neo-Nazi ideologies. These holocaust deniers are using the web from many years now. They have embraced the web as their elected media to communicate a false narrative of many pasts in the Metapedia, not only about the Holocaust, and remove memories and evidences of scientific historical research from the web, when these results are not supporting their goals. These political propagandists are using the architecture and stylistic presentation of Wikipedia together with the so-called “objective way to present facts” that Wikipedia has promoted from its creation in 2001 to give a semblance of truth to their discourses and misuses of memories.

ERIH has already organized an important international conference in July 2013 Public History of the Holocaust - European Holocaust Research Infrastructure about Public History of the Holocaust: Historical Research in the Digital Age “that was hosted by the Jewish Museum in Berlin. Facilitated by EHRI and two other European infrastructure projects supporting humanities research, DARIAH and TextGrid, and sponsored by the German Ministry of Education and Research, the conference brought together policy makers, archival and memory institutions, and academics to reflect on the challenges and opportunities the digital age offers for the public history of the Holocaust.”

Negationism in the digital realm was one of the central issue of this discussion.  Georgi Verbeeck, Professor of German History at the University of Leuven, “…reflecting on the continuing problem of Holocaust negationism, arrived at a nuanced assessment of the efficacy of current research and educational practices to prevent similar atrocities from re-occurring. Many small narratives of concrete experiences may provide powerful mirrors that can spur individuals to effective responses and positive actions….” What is important to quote from Verbeeck’s speech about how to use and promote the sources and memories of the Shoah in the digital realm, reflects on the fact that “the web is particularly suited to organise and publish […] small narratives“.

The concluding debates were saying about “the effectiveness of legal tools to counter internet hate speech; the opportunities and limits of the digital environment for tackling new historical questions; the ever present danger of a (digital) de-historicisation and de-contextualisation of Holocaust discourse.”

We may hope that the Rome conference in April 2014 will engage with the later issues dealing with in the making digital public history of the Holocaust.

IBC- La storia a l  tempo di Internet
http://online.ibc.regione.emilia-romagna.it/h3/h3.exe/apubblicazioni/Fanalisi

Measuring the presence of contemporary history in the web, the use and misuses of history in the digital realm, was the aim of a project started at the end of the 20th century between 1999 and 2000 in Italy. The results were published by the IBC (Istituto per I beni Artistici, Culturali e Naturali dell’Emilia Romagna) in Bologna, in 2004, after three years of researches done by an interdisciplinary team of historians and public historians which looked at the Italian history web and collected Italian contemporary history web sites and proposed a critical method for analyzing them systematically. The project and the book were coordinated by Antonino Criscione, Serge Noiret, Carlo Spagnolo and Stefano Vitali: La Storia a(l) tempo di Internet: indagine sui siti italiani di storia contemporanea, (2001-2003)., Bologna, Pátron editore, 2004. The authors verified that an active revisionist narrative was populating the web and promoting alternative memories of WW2. Memories of the militias of the Salo Republic, allied with the Nazi between 1943 and 1945 and co-authors with the Germans of the deportation of Italian Jews, was finding a media and a place to proliferate without boundaries, these boundaries that Italian academic historians and European public historians are now discussing.

The web is easily accessible for everybody to produce its own vision of the past and is able to promote and diffuse alternative memories, something that I have explained in my essay in French,  La digital history : histoire et mémoire à la portée de tous.

So, the important conference in Rome will go forward in an extended academic reflection dealing with how the web could be used and misused to promote everybody’s memory and vision of the past and contrast hate speech and holocaust deniers activities in the digital realm.

This is the full program of the conference:

Shoah e negazionismo nel Web: una sfida per gli storici
Roma, 10 e 11 aprile 2014,
Università Roma Tre
Sede della Camera dei deputati
Giovedì 10 aprile 2014
(sede Università Roma Tre)
14,30
Mario Panizza, Rettore Università degli studi Roma Tre*
Paolo D’Angelo, Direttore Dipartimento filosofia comunicazione spettacolo
Agostino Giovagnoli, Presidente Società italiana per lo studio della Storia contemporanea
15,00
La storia, le memorie e la didattica nel Web
Presiede Michele Sarfatti (Fondazione Centro di documentazione ebraica contemporanea)
Alberto Cavaglion (Università di Firenze)
Usi e abusi della memoria
Guri Schwarz (University of California, Los Angeles)
La legge di Godwin:la Shoah nella rete e nell’immaginario collettivo
Laura Fontana (Memorial de la Shoah, Paris)
La trasmissione della Shoah nell’era virtuale: una deriva della lezione su Auschwitz?
Damiano Garofalo (Museo della Shoah, Roma)
Fonti orali, audiovisive e memoria della Shoah nel web e nel digitale
David Meghnagi (Università Roma Tre)
L’esperienza del Master “Didattica della Shoah” di Roma Tre
Laura Brazzo (Fondazione Centro di documentazione ebraica contemporanea)
I Linked Open Data per la storia della Shoah. Verso il Web 3.0
18,00
dibattito
Venerdì 11 aprile 2014
9,30
L’universo digitale del negazionismo
Presiede Renato Moro (Università Roma Tre)
Claudio Vercelli (Istituto di studi storici Gaetano Salvemini)
Il negazionismo nel web
Valentina Pisanty (Università di Bergamo)
I linguaggi del negazionismo nel web
Gabriele Rigano (Università per stranieri, Perugia)
I circuiti del negazionismo tra carta stampata e web
Emiliano Perra (University of Winchester)
Negazionismo e web: il caso inglese
Valeria Galimi (Università della Tuscia)
Leggi memoriali, negazionismo e web: la discussione in Francia
12,00
dibattito
14,30
(Sala Zuccari, Palazzo Giustiniani, Via della Dogana Vecchia da confermare)
Introduce
Ernesto De Cristofaro (Università di Catania)
La legislazione in Europa e in Italia
Contro il negazionismo: Una legge utile o dannosa?
Tavola rotonda
presiede Tommaso Detti
partecipano:
Marcello Flores, Anna Rossi Doria ed altri,
* In attesa di conferma

[CFP] Chamada de trabalhos – História Pública em um Mundo Digital: A Revolução Reconsiderada

ifphConferência da Federação Internacional de História Pública Conferência

Public History in a Digital World: The Revolution Reconsidered (Original CFP)

História Pública em um Mundo Digital: A Revolução Reconsiderada*

Amsterdam, de quinta-feira, 23 de outubro a Sábado, 25 de outubro de 2014

Primeira chamada de propostas:

As fontes históricas e narrativas sobre o passado se infiltraram  todos os cantos da web, desde mídias digitais caseiras até exposições on-line, através de redes sociais e em museus virtuais. Ferramentas digitais tornaram-se essenciais para os públicos que preservam, apresentam, discutem e  disputem histórias,  e vão desempenhar um papel importante na comemoração do aniversário da Primeira Guerra Mundia, no início em 2014. As possibilidades do mundo digital parecem quase ilimitadas: nunca antes coleções enormes de uma grande variedade de materiais históricos foram tão acessíveis para o grande público através das fronteiras nacionais e culturais. Além do mais, novos gêneros, como blogs e fóruns de discussão virtuais expandiram as possibilidades públicas de história online – tanto para co- criação de narrativas históricas, bem como para comunicar sobre o passado com diversos públicos.

Diante disto, a virada digital deveria ser especialmente significativa para os historiadores públicos, mas será que as expectativas estão sendo acompanhada por atividades? Após duas décadas de revolução digital, é hora de considerar criticamente o que a mídia digital traz para a História Pública e para onde a História Pública está indo em um mundo digital. Esta conferência internacional, organizada pela Federação Internacional de História Pública (IFPH), reunirá especialistas, recém-chegados e experimentadores de todo o mundo para compartilhar idéias, questões e práticas relativas ao impacto do mundo digital sobre a teoria e a prática da História Pública.

As questões a considerar incluem:

  • Quão revolucionária é a virada digital para a pesquisa e a prática de História Pública?
  • Como as inovações digitais estão mudando as práticas da História Pública?
  • Os historiadores públicos são críticos o suficiente diante das insuficiências das práticas digitais?
  • O que seria o “cool stuff ” da caixa de ferramentas digitais a agregar valor aos projetos de História Pública, atividades de ensino, etc. ?
  • Que estratégias digitais não alcançam o “hype”, e por quê?
  • Que as audiências os historiadores digitais estão alcançando ou excluindo com as práticas digitais?
  • Como são públicos envolvidos e engajados por meio de práticas digitais?
  • Como as narrativas históricas estão  mudando sob a influência da mídia digital e da internet?
  • Como a História Pública Digital pode gerar ou inspirar novas formas de interagir com o público?
  • Como a  História Pública Digital se  relaciona com formas mais antigas e tradicionais de História Pública?
  • O que podemos aprender a partir de uma análise crítica da História Pública Digital?

Possíveis ideais para sessões incluem:

  • Público e envolvimento: Quem os historiadores públicos alcançando, e excluindo, com História Pública Digital?
  • Autoria e autoridade: Quem está representando história na web?
  • Narrativas e “storytelling”: Que passados (não) estão sendo contados na web?
  • Integração: Como História Pública digital e analógica se relacionam?
  • Práticas: Como passado é apresentado no mundo digital?
  • Didática: Como podemos ensinar História Pública ?
  • História Pública analógica: O que é feito melhor sem o digital?
  • Comunicação: Como a história 2.0 e as redes sociais podem fomentar a difusão da História Pública?

Recebemos apresentações de todas as áreas, incluindo historiadores públicos que trabalham em museus, arquivos, educação, gestão do património, consultoria ou serviço público, bem como recém-chegados ao campo da História Pública. Além de trabalhos individuais e propostas de sessões de painéis, incentivamos propostas de oficinas, bem como posters ou apresentações multimídia. A ênfase deve ser na análise crítica, não mostrar e dizer – submissões que investigam tanto os limites da história pública em um mundo digital, quanto suas possibilidades, são especialmente bem-vindas.

As propostas devem ter  250 palavras e devem ser enviadas até  31 de janeiro de 2014 para ifphamsterdam2014@gmail.com

Comitê Local:

Dr. Paul Knevel, professor assistente de História e Coordenador do Mestrado em História Pública da Universidade de Amsterdam

Dr. Manon Parry, professor assistente de História Pública da Universidade de Amsterdam

Prof  Dr . Kees Ribbens, Pesquisador Sênior, NIOD Institute for War, Holocaust and Genocide Studies

Dr. Serge Noiret, presidente da Federação Internacional de História Pública

Comitê do programa:

Fien Danniau / Prof.Dr . Bruno de Wever , Instituut voor Publieksgeschiedenis, da Universidade de Ghent, na Bélgica

Dr. Jean -Pierre Morin, Federação Internacional de História Pública, Canadá

Dr. Manon Parry, da Universidade de Amsterdam, Holanda

Dr. Hinke Piersma, NIOD Institute for War, Holocaust and Genocide Studies, Holanda

Prof.Dr. Constance B. Schulz, University of South Carolina, EUA

Dr. Christine Gundermann / Dr. Irmgard Zündorf , Freie Universität Berlin, Alemanha

*Original CFP in free translation by Anita Lucchesi.