Novas Tecnologias

Oficina de História Digital no 2º Seminário de História Pública

Pessoal,

Aproveito o espaço do blog para divulgar a oficina “História Digital” que Bruno Leal e eu vamos ministrar no evento da Rede Brasileira de História Pública mês que vem, o Perspectivas da História Pública no Brasil. Aliás, há várias oficinas interessantes. História Oral e História Pública; Cinama/ Internet e Mídias Alternativas; Fotografia Mobile; História e Videogame. Confiram todas no site em Oficinas.

A nossa é a oficina nº 02 e acontecerá nos dias 10 e 11 de setembro, das 20h às 22h, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Abaixo a apresentação:

OF02 – História digital

As chamadas “novas tecnologias da informação e da comunicação” (NTICs) vêm promovendo desde o início da década de 1990 um profundo reordenamento das relações sociais, da produção industrial, da concepção dos signos socioculturais, da política e, de uma maneira mais geral, de nossa maneira de experimentar e explicar a realidade, nossa relação com o tempo. Como essas “novas mídias”, em especial as mídias digitais, estão transformando a forma de se conceber a história e a historiografia? Como o ofício do historiador tem sido afetado por todas essas mudanças, principalmente aquelas ocasionadas pelo computador e pela Internet? Estas são algumas questões que serão exploradas na oficina “História Pública e Plataformas Digitais”, ministrada por Anita Lucchesi (Historiografia na Rede) e Bruno Leal (PPGHIS/UFRJ/Café História), no II Simpósio Internacional de História Pública.

A oficina será dividida em dois dias. No primeiro dia, Leal e Lucchesi, falarão sobre a relação dos historiadores com os computadores e a tecnologia de uma forma mais ampla, indo desde a chamada “história quantitativa”, nos anos 1960, até o surgimento da “história digital”. Após uma introdução ao debate da história/historiografia digital, a rede social Café História, projeto desenvolvido por Leal, será apresentada como caso de estudo no campo da história pública e digital. Já no segundo dia de oficina, os ministrantes vão explorar as evidências e possibilidades na história digital (escrita, divulgação, análise documental, ferramentas, formas narrativas etc.), além de um exercício original voltado para a produção de vídeos online.


Anita Lucchesi. Mestre em História Comparada (PPGHC/UFRJ) e professora de história. Pesquisadora do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS) e da Rede Brasileira de História Pública. Autora do blog “Historiografia na Rede” (2008), pesquisadora e redatora do documentário comemorativo @Rio450 no Instagram.

Bruno Leal. Doutorando em História Social (PPGHIS/UFRJ), Mestre em Memória Social (PPGMS/UNIRIO), historiador e jornalista. Tutor-Professor do curso de História EAD da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (UNIRIO) e Fundador da Rede Social Café História. Consultor no campo das mídias sociais e educação a distância.

 
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AirCity Research

Narrativas Digitais nas Instalações Artísticas do Projeto Aircity – Research: trilhos, trilhas, caminhos e descaminhos

Projeto intrigante do Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand (Unicamp). Fiquei curiosa para ver e entender melhor.

Compartilho seus slides.

(…)  Explora possibilidades de interação e elaboração de narrativas com mídias locativas, sistemas computacionais opensource e aplicativos e plataformas gratuitas na internet numa cartografia dos espaços, territórios e lugares e nossas memórias. (…)

Também vale conferir a experiência anterior AirCity:arte#ocupaSM.

Evento sobre Humanidades Digitais – Hannover, Alemanha, 5-7 de dezembro

Herrenhausen Conference: “(Digital) Humanities Revisited – Challenges and Opportunities in the Digital Age”

Herrenhausen Palace, Hanover/Germany, December 5-7, 2013

In times of digitization, internet, and mobile communication, the humanities can build on new, empirically driven methods to gain new insights. But what are the implications of this mode of knowledge production for the various disciplines subsumed under the term humanities, their methods and research objects, and for the role the humanities should and could play in society?

This triad will be the focus of our Herrenhausen Conference “(Digital) Humanities Revisited – Challenges and Opportunities in the Digital Age“. Together with experts from the various fields of the humanities, the conference would like to facilitate a dialogue between protagonists who embrace digital tools and those following and sustaining more traditional approaches.

Amongst others, we would like to discuss the following questions:

What kind of knowledge can we expect?

What could be lost relying solely on digitally driven methods?

What are the opportunities offered by the digital technologies, and what kind of challenges do these developments pose for the humanities?

We invite researchers embracing digital humanities and scholars criticizing the digital tools to reflect on the recent and forthcoming developments, and to deliberate together about the future of the digital humanities.

There is no registration fee for the conference, but you must register in order to reserve your place.

Program-Committee:

Prof. Dr. Hubertus Kohle, University of Munich,
Prof. Dr. Gerhard Lauer, University of Göttingen,
Prof. Dr. Henning Lobin, Justus Liebig University Giessen,
Prof. Dr. Norbert Lossau, Göttingen State and University Library,
Prof. Dr. Anke Lüdeling, Humboldt University Berlin

Apply here to participate as a blogger at the Conference!

Seminário Debates do Tempo Presente: Ensino, Tecnologias e Conflitos | inscrições até 08/11/2013

 Imagem

Prezad@s colegas,

ImagemO Grupo de Estudos do Tempo Presente comunica que entre 18 de outubro e 03 de novembro de 2013 08 de novembro estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos  do Seminário Debates do Tempo Presente: “Ensino, Tecnologias e Conflitos”. O evento ocorrerá nos dias 05 e 06 de dezembro na Universidade Federal de Sergipe e terá abrangência nacional, congregando pesquisadores de diferentes instituições e Programas de Pós-Graduação, a saber: Laboratório do Tempo Presente (Tempo, IUPERJ), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade do Estado de Pernambuco (UPE), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Ver lista de simpósios temáticos abaixo.

ENVIO DE RESUMOS PARA OS SIMPÓSIOS TEMÁTICOS via eventos@getempo.org

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UPDATED 04/11/2013:

As inscrições gratuitas serão efetuadas mediante envio do resumo até 03 de novembro 08 de novembro de 2013 para o e-mail eventos@getempo.org.

Novo cronograma:
Inscrições para apresentadores de trabalho: 08/11/2013
Resultado: 19/11/2013
Envio do texto completo: 25/11/2013

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Confira as instruções abaixo:

  1. ATENÇÃO: O arquivo com o resumo deve ser enviado em formato doc ou docx (Word for Windows) e identificado da seguinte maneira: Nome e sobrenome do AUTOR e do CO-AUTOR (se houver)_CÓDIGO DO SIMPÓSIO. Ex: JULIA ASSAD e EDUARDO DENNIS_ST01

O arquivo deverá conter:

  1. Título do Trabalho em caixa alta, destacado em negrito, centralizado.
  2. Nome do autor e co-autor (se houver), destacado em negrito.
  3. Informações sobre o autor e co-autor (se houver): curso, instituição de fomento, e-mail.
  4. Será aceito apenas um trabalho em co-autoria.
  5. Nome e titulação do orientador e departamento ao qual pertencem, destacado em negrito.
  6. Simpósio selecionado (a indicação de um segundo simpósio temático, em caso de não aprovação no primeiro, é opcional).
  7. O resumo virá abaixo deste cabeçalho e deve possuir de 600 a 1000 caracteres com espaçamento, contando ainda com três palavras-chave.

Os trabalhos aprovados serão divulgados em 11 de novembro de 2013 através do site do evento: http://debates.getempo.org

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS COMPLETOS:

Os trabalhos completos deverão ser enviados no intervalo entre 12 e 20 de novembro para o e-mail do evento eventos@getempo.org, obedecendo às seguintes normas:

Cabeçalho: Título do Trabalho em caixa alta, destacado em negrito, centralizado; nome do autor e co-autor (se houver), destacado em negrito; informações sobre o autor e co-autor (se houver): curso, instituição de fomento e e-mail; nome e titulação do orientador e departamento ao qual pertence, destacado em negrito. Simpósio temático selecionado.

Deve possuir de 8 a 12 páginas, fonte Times New Roman, letra tamanho 12, espaçamento 1,5, formatação justificada.

O sistema de citações será o AUTOR-DATA. As citações deverão ser indicadas no texto, informando o sobrenome do(s) autor(es) mencionados, na sequência (AUTOR, ano, página). Notas de rodapé poderão ser utilizadas em caráter explicativo.

A bibliografia completa deverá vir ao final do texto, segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os arquivos devem ser enviados em formato doc ou docx (Word for Windows).

Os trabalhos completos enviados em desacordo com as normas estabelecidas para este Seminário não serão publicados nos anais eletrônicos do evento.

Simpósios temáticos do Seminário Debates do Tempo Presente 2013

ST 01 – Simpósio Temático  “Produção e usos escolares da história do tempo presente”

Coordenador: Prof.Dr. Itamar Freitas (NPGED/UFS)

Este simpósio temático acolhe resultados de pesquisas que relacionem as expressões “tempo presente” e “usos da história”, sobretudo em sua dimensão escolar. Aqui, reiteramos a nossa preocupação com as diferentes noções de presente, as formas de organização desse presente nos currículos, nos livros didáticos e na historiografia de síntese voltada para o público adulto que fundamenta, em grande medida, a historiografia consumida pelos alunos da escolarização básica no Brasil e no exterior.

ST 02 – Simpósio Temático  História Digital: conceitos, fontes, métodos e experiências

Coordenadores: Prof.Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (UFS/DHI)/ Profa. Anita Lucchesi (PPGHC/UFRJ)

Este simpósio pretende congregar trabalhos que se dediquem a refletir sobre o estudo e a representação do passado a partir de novas tecnologias da comunicação, assim como a produção e a preservação de fontes digitais, considerando as potencialidades dos recursos digitais para a pesquisa e para o ensino da História. Esperamos colaborar para o debate sobre os desdobramentos da emergência dos registros digitais no ofício do historiador e sobre as transformações nas experiências de leitura, acompanhamento e argumentação em torno de questões históricas.

ST 03 – Simpósio Temático  Música, Memória e Ditadura

Coordenadora: Profa.Dra. Márcia Ramos Oliveira (PPGH/UDESC)

O Simpósio Música, memória e ditadura propõe-se a agregar investigações que abordem a música como evocação da memória e dos acontecimentos relacionados aos períodos de fechamento político, especialmente ao regime militar brasileiro (1964-1985). Interessam trabalhos que tratem a canção como referência aos eventos relacionados às ditaduras militares latino-americanas. Canção como documento e testemunho dos períodos de exceção.

ST 04 – Simpósio Temático  Ditadura e Transição Política na América do Sul.

Coordenadora: Profa. Dra. Cristina Luna (UNEB/GET-UNEB)

O presente simpósio tem como objetivo incentivar a interlocução entre pesquisas que contribuem com o aprofundamento dos debates teórico, metodológico e historiográfico acerca das temáticas ligadas ao estudo das ditaduras e das transições democráticas sul-americanas, no marco geopolítico da Guerra Fria (1947-1989). Nosso intuito é não somente analisar o fenômeno na sua dimensão internacional, mas também possibilitar a compreensão de suas especificidades, através da prática de comparações entre os diferentes processos nacionais. Nesse sentido, estarão em foco questões como: a participação e o apoio da sociedade civil aos regimes autoritários, os movimentos de luta armada e oposição aos governos militares, a cultura como forma de política e protesto. Quanto ao segundo aspecto, os processos de transição democrática, serão analisados a partir de dois modelos explicativos: o da transição por colapso e o da transição pactuada, sendo que ambos guardam relação profunda com o caráter dos regimes liberal-democráticos estabelecidos em seguida nos respectivos países.

ST 05 – Simpósio Temático  História e Literatura

Coordenadora: Profa. Dra Marizete Lucini (NPGED/UFS)

O simpósio temático História e Literatura propõe-se a acolher trabalhos que discutam aspectos da narrativa histórica e da narrativa de ficção como gêneros que comunicam experiências temporais. Nesse sentido, reflexões sobre romance, cordel, poesia, biografia e contos são aqui compreendidos para além de sua característica documental. Mais que documento, a literatura possibilita ao leitor vivenciar diferentes tempos e personagens históricos em que o comunicado é a experiência humana no tempo. Experiências que podem ser reinterpretadas, permitindo aos leitores estabelecerem relações de pertencimento e de identificação com os textos acessados, bem como permitem aos sujeitos do presente, habitar o passado e transformá-lo em memória. Memória que também o constitui como sujeito histórico no presente.

ST 06 – Simpósio Temático  Guerras, conflitos, revoltas e revoluções no Tempo Presente

Coordenador: Prof.Dr. Karl Schurster V. de Sousa Leão (UPE)

 Este simpósio tem como objetivo um estudo sistemático dos principais processos políticos e sociais, intitulados pela ciência política clássica como guerras, conflitos, revoltas e revolução. Nesse sentido, nosso objetivo está centrado em análises que busquem tratar estas temáticas mediante a teoria da história do tempo presente. O século XX inaugurou a prática de guerras totais, onde os esforços das sociedades se voltariam integralmente para a realização da guerra. Revoltas e revoluções praticamente se imbricaram no século XX e voltam à tona nas suas mais variadas formas no século XXI. Outro ponto de destaque são os conflitos internacionais em sua forma de guerra irregular de quarta geração, atualmente conhecida como guerra ao terror. Através destas discussões e problemáticas, esperamos pesquisas que problematizem e contextualizem tais conceitos através de suas aplicações, não em fatos, mas em processos históricos.

ST 07 – Simpósio Temático  Conflitos Cibernéticos no Tempo Presente

Profa.Dra.Tereza Cristina Nascimento França (NURI/UFS)

Prof. Ms. Gills Lopes Macedo de Souza (UFPE/Pró-Estratégia )

O início do século XXI testemunha a difusão em massa da informação através do ciberespaço e, em especial, da Internet. Assim como no mundo real, o virtual também enseja os mais diversos tipos de conflitos. Os inúmeros vazamentos de informações ultrassecretas, por parte do Wikileaks, foram levados em consideração até mesmo pelos principais tomadores de decisão dos Estados Unidos da América. No âmbito das Sociedades em Redes, as infowars/netwars são travadas por integrantes da mídia, do governo e de lobbies. Em meio à crise de representação política que assola várias sociedades do mundo, hacktivistas – como o Anonymous – insistem em lembrar os “governos corruptos de todo o mundo” de que eles não são donos da Internet. Numa corrida frenética, os mais diversos Estados acirram a chamada Guerra Fria Cibernética: buscam prover suas forças armadas não apenas de armas e bombas, mas também de bits e bytes, a fim de se preparem para a guerra cibernética (cyberwar). No tabuleiro da inteligência internacional, nem mesmo o pacífico Brasil ficou de fora da espionagem. Em meio a essa efervescência cibernética, este Simpósio Temático se apresenta, com o intuito de discutir os conflitos cibernéticos (hacktivismo, guerra cibernética e infowar) que, amiúde, têm colocado a Internet no centro dos principais fóruns de debate do tempo presente.

 ST 08 – Simpósio Temático  Patrimônio Cultural e redes de sociabilidades: da etnografia sociológica ao registro digital.

Coordenadores: Profa. Dra. Janaína Cardoso de Mello (NMS/UFS) e Prof. Dr. Clóvis Carvalho Britto (NMS/UFS)

Os bens culturais assim são classificados à partir do momento em que agregam o valor de patrimônio atribuído pela sociedade (via instituições ou por meio da comunidade civil). Entre tensões e possibilidades de ensino e aprendizagem, o patrimônio cultural material e imaterial têm sido alvo de estudos etnográficos incitando o pesquisador das áreas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas à ir para o campo, imiscuindo-se entre grupos de manifestações populares, analisando estruturas arquitetônicas de igrejasm casarios ou ruínas através de medições e fotografias, entrevistando representantes de religiões afro-brasileiras, registrando festejos cristãos ou a diversidade cultural indígena. O resultado dessas pesquisas mormente resultam em publicações de livros ou artigos, todavia, no tempo presente a utilização tecnológica para elaboração de bancos de dados eletrônicos e sites interativos têm possibilitado o acondicionamento das informações e a expansão de redes de sociaibilidades para reflexão, difusão e salvaguarda do patrimônio cultural. Partindo dessas premissas, esse Simpósio Temático busca agregar trabalhos de pesquisa, docência, extensão ou tecnologia que se afinem à essa proposta para um grande debate de ideias.

ST 09 – Simpósio Temático: História e Política Externa Brasileira

Coordenador: Prof.Dr. Antonio M. Elíbio Júnior. (Departamento de História-UEPB)

No contexto contemporâneo a gestão da Política Externa Brasileira vem imprimindo novas dinâmicas às relações internacionais e mesmo redimensionando o papel do Brasil na conjuntura global.  Embora o Itamaraty mantenha uma tradição diplomática baseada em princípios como o da “solução pacífica das controvérsias” e o “respeito inviolável a autodeterminação dos povos”, o Brasil tem envidado uma política externa objetivando um maior protagonismo nos foros internacionais e regionais. Os contornos do mundo “globalizado”, portanto, são definidos a partir de uma complexa rede constituída no bojo de movimentos dialéticos, de aproximação e distanciamento, de coalizões e conflitos, de interação e alinhamentos, onde novos atores e novos espaços reconfiguram as bases do poder internacional. Desde o final da Guerra Fria, o sistema internacional foi movido pela intensificação de novos conflitos que se deslocaram do eixo Leste-Oeste para novas geometrias como Norte-Sul, ricos-pobres, desenvolvidos-emergentes. Tais fenômenos lançam a relevância dos estudos acadêmicos interdisciplinares, objetivando investigar as estratégias de inserção/gestão do Brasil no campo das relações internacionais e sua trajetória no âmbito da história da Política Externa Brasileira.

Maiores informações pelo email eventos@getempo.org.

Mesa redonda: Cultura Digital e Informação: Desafios para a memória do futuro | 22/10 | IBICT

Este mês, em função da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acontecerá de 21 a 27 de outubro, participarei de uma mesa redonda no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Vamos falar sobre o papel das tecnologias do nosso presente na construção de uma memória para o nosso futuro. Há muitos “se’s” e “porém’s” nessa história. Quem quiser se juntar a nós nessa discussão será muito bem-vindo!

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As We May Think

Presumably man’s spirit should be elevated if he can better review his shady past and analyze more completely and objectively his present problems. He has built a civilization so complex that he needs to mechanize his records more fully if he is to push his experiment to its logical conclusion and not merely become bogged down part way there by overtaxing his limited memory. His excursions may be more enjoyable if he can reacquire the privilege of forgetting the manifold things he does not need to have immediately at hand, with some assurance that he can find them again if they prove important. The applications of science have built man a well-supplied house, and are teaching him to live healthily therein. They have enabled him to throw masses of people against one another with cruel weapons. They may yet allow him truly to encompass the great record and to grow in the wisdom of race experience. He may perish in conflict before he learns to wield that record for his true good. Yet, in the application of science to the needs and desires of man, it would seem to be a singularly unfortunate stage at which to terminate the process, or to lose hope as to the outcome.

As We May Think, Vannevar Bush, 1945 via The Atlantic

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente por Pierre Levy. Conferência proferida durante o Simpósio Hipertexto 2010 na UFPE em Recife/PE. Tradução: Karla Vidal e Clécio Vidal. Edição: Pipa Comunicação.

Parte 1 de 4:

Parte 2 de 4:

Parte 3 de 4:

Parte 4 de 4:

Na história, ontem e hoje: Insatisfação de longa data

É importante refletir no espaço da sala de aula, na academia e nas ruas – conversemos em casa com pais, vizinhos e nobar com os amigos – o que vem acontecendo em relação aos transportes no Rio de Janeiro. A manifestação por serviços bons a preços “justos” (sem entrar nos liames do que é justo realmente) não é novidade, a vitória do capital sobre as vozes dos trabalhadores, infelizmente, também não o é. Abaixo segue a indicação de um texto publicado semana passada (1/3/2012) no site da Revista de História da Biblioteca Nacional sobre a questão. Contudo, fica a “deixa” para um debate maior, presencialmente, e posterior reflexão mais detida nas palavras escritas sobre a descabida (todas o são) repressão que vem sendo exercida pela empresa Barcas SA desde os episódios mais recentes de manifestação envolvendo o absurdo aumento no valor do Bilhete Rio-Niterói (60%). E repressão legitimada oficialmente. Urge refletir. Urge falar. Não esqueçamos os anos de silêncio e “consentimentos forçados” que este país já encarou. Gostaria, por fim, antes de deixar-vos com o texto da RHBN, de acrescentar um adendo, que na verdade é um grande-GRANDE problema: o controle e a repressão também no ambiente público (eu disse pú-bli-co) da Web. Gente sendo processada por compartilhar em suas redes sociais conteúdos potencialmente incitadores de manifestações… (aqui o link do processo). Mas a coisa está quente. É toma lá, da cá. Quase não dá para acreditar que estamos no século XXI. Mas bem, aí já seria uma outra grande ingenuidade minha pensar que isto seria menos possível de acontecer hoje. Vivemos em tempos de intolerância. E estupidez, né, pois convenhamos, multar professor no Brasil em 5 milhões de Reais é completa insanidade. O cara só conseguiria pagar se fizesse GLPs como um louco, programas nos fins de semanas e passasse os seus próximos 100 anos sem gastar um centavo para se alimentar. Força, ao professor Henrique Campos Monnerat!

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O professor Henrique Campos está sendo acusado de apologia ao crime por vídeo na internet Foto: Giuliander Carpes/Terra

[leitura indicada] Insatisfação de longa data

Aumento da passagem das barcas – que fazem trajeto Rio-Niterói – provoca indignação e mobiliza aparato de segurança, mas os problemas nos serviços e reação da população ao aumento das tarifas são muito antigos – Alexandre Leitão e Alice Melo

Fila sem fim é a rotina de passageiros. Foto: Amanda Alvarenga

O protesto de clientes da Barcas S.A. – responsável pelo traslado aquático entre Niterói e Rio de Janeiro –, queaconteceu na manhã de hoje, supreendeu não só pela mobilização dos passageiros, mas pela tática adotada para conter a manifestação: um forte aparato de segurança, com direito a helicóptero, e o adiamento do aumento da passagem, que aconteceria hoje, para o próximo sábado. A tarifa passará de R$ 2,80 para R$ 4,50 para o usuário que não tem Bilhete Único, ou R$ 3,10 para aqueles cadastrados no programa. O aumento de mais de 60% é definitivo e foi autorizado em dezembro passado pela Alerj, pouco depois de um acidente na Baía de Guanabara com uma embarcação ter deixado mais de sessenta pessoas feridas. Os passageiros, revoltados, começaram a se mobilizar pela internet, e um professor chegou a ser intimado por publicar um vídeo no YouTube convocando a população.

A companhia de transportes alega que o reajuste no preço vem para ajudar a saldar uma dívida contraída com o Estado desde o fim da década de 1990. Segundo a Barcas SA, o transporte de passageiros a R$ 2,80 estava gerando prejuízos. E este prejuízo poderia influir no bom funcionamento dos serviços – que vem deixando a população cada vez mais insatisfeita: filas enormes e superlotação das embarcações já fazem parte do dia a dia do usuário.

“Acho que foi na quinta-feira antes do carnaval que peguei coisa de uma hora na fila, aqui na Praça XV”, conta Amanda Souza, moradora de Niterói que precisa ir todos os dias ao Centro do Rio para trabalhar. “Não dava para ver nem o fim. Às vezes chega na Rua da Assembleia. Fora que a gente fica como um gado lá dentro. Vinte minutos apertados na frente do vidro, depois mais vinte antes do outro portão, até entrar naquela carcaça que demora quarenta minutos para fazer a travessia”, conta. A Barcas S.A. e a Agência de Transportes do Rio de Janeiro (Agetransp) – empresa responsável pela fiscalização dos serviços transportes do estado – foram procuradas pela Revista de História, mas não se manifestaram a respeito.

– CLIQUE E CONTINUE LENDO O ARTIGO NO SITE DA REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL 

Histórias no Ciberespaço

Salve leitores! Gostaria de convidá-los a ler meu artigo “Histórias no Ciberespaço: viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no território incógnito da Web” na Edição nº 06 dos Cadernos do Tempo Presente (GET).

O texto trata de problemáticas e angústias já versadas aqui neste blog. Assim, acredito que os leitores que chegam até aqui buscando ler sobre o par História e Internet podem se interessar pela minha pequena colaboração neste novo e instigante debate lá no GET.

Para ler o artigo, seguir este link: http://www.getempo.org/revistaget.asp?id_edicao=32&id_materia=111