Web 2.0

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente

Do hipertexto opaco ao hipertexto transparente por Pierre Levy. Conferência proferida durante o Simpósio Hipertexto 2010 na UFPE em Recife/PE. Tradução: Karla Vidal e Clécio Vidal. Edição: Pipa Comunicação.

Parte 1 de 4:

Parte 2 de 4:

Parte 3 de 4:

Parte 4 de 4:

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Diacronie n. 12 Sulle tracce delle idee: “Sopravviverà la storia all’ipertesto?”

É com prazer que compartilho com vocês meu primeiro artigo publicado em Italiano sobre a relação entre História e Digital.

Este artigo é fruto da reelaboração de algumas ideias que eu já havia desenvolvido em “Histórias no Ciberespaço: viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no território incógnito da Web”, nos Cadernos do Tempo Presente, e em minha fala nas “VIII Jornadas de Historia Moderna y Contemporánea” em Buenos Aires, novembro passado, “Do texto ao hipertexto: notas sobre a escrita digital da história no século XXI“.

(en) I am pleased to share with you my first article published in Italian on the relationship between “History” and “Digital”.

This article is the result of the reworking of some ideas I had developed in “Histórias no Ciberespaço: viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no território incógnito da Web”, in Cadernos do Tempo Presente, and in my talk in the “VIII Jornadas de Historia Moderna y Contemporánea”, in Buenos Aires, last November, “Do texto ao hipertexto: notas sobre a escrita digital da história no século XXI“.

“Sopravviverà la storia all’ipertesto?”. Qualche spunto sulla scrittura della storia ai tempi di internet

“Plongeoir malgache (b&w version)” by REMY SAGLIER – DOUBLERAY on Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)

“Plongeoir malgache (b&w version)” by REMY SAGLIER – DOUBLERAY on Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)

Abstract (en): This paper examines theoretical and methodological aspects related to the writing of history in the Digital Age. It’s a sort of introduction on some issues and problems on the relationship between history and the Internet in the early years of the century (2001-2011). We highlight mainly problems concerning the use of historical sources and documents available in cyberspace. It’s especially about issues regarding the use of hypertext as a new way for a reference system more virtual than the classical footnotes system.

Keywords: History, Digital History, Internet, Hypertext, cyberspace.

Abstract (it): L’articolo analizza aspetti teorici e metodologici relativi alla scrittura della Storia nell’era digitale. Si tratta di un approccio di carattere introduttivo ad alcune tematiche e problemi propri delle relazioni tra storia e internet nei primi anni del secolo XXI (2001-2011). Verranno analizzati, principalmente, i problemi relativi all’utilizzo delle fonti storiche e documentarie disponibili nel cyberspazio. Analizzeremo, soprattutto, le questioni relative all’uso del ipertesto come nuovo percorso per un sistema di riferimenti, per quanto virtuale, rispetto alle classiche note a piè di pagina.

Parole chiave: storia, storiografia digitale, internet, ipertesto, cyberspazio.

Ref: Lucchesi, Anita, «“Sopravviverà la storia all’ipertesto?”. Qualche spunto sulla scrittura della storia ai tempi di internet», Diacronie. Studi di Storia Contemporanea, N. 12, 4|2012

URL: <http://www.studistorici.com/2012/12/29/lucchesi_numero_12/&gt;

Os números de 2011 que o WordPress me forneceu

Retrô do WordPress para as publicações deste humilde blog em 2011. Ano de poucas publicações, verão. Mas espero em 2012 poder contribuir mais, não exatamente em quantidade, mas qualitativamente. Et violà!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 12.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 4 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Rebloging: Notas sobre uma máscara e muitas memórias

Compartilho abaixo o interessante artigo de Camila Dantas Guimarães sobre a recente recuperação da memória de Guy Fawkes. Vale a pena conferir.  Post original em “O passado em bits“. Boa leitura! 

Por todos os lados e telas nos deparamos com as máscaras de Guy Fawkes, o conspirador inglês morto em cinco de novembro de 1605. Logo após a descoberta da conspiração liderada por Robert Catesby, o ainda frágil estado inglês instituiu a queima de bonecos de Fawkes na fogueira. O que se celebrava e como se comemorava o Cinco de Novembro foi se transformando ao longo da história1. No século XIX a imagem de Fawkes começa a ser reapropriada por movimentos urbanos, alguns de tendência anarquista de acordo com Lewis Call.

Mas como é que que neste século XXI a mascara de Guy Fawkes acabou por se tornar um símbolo de resistência em escala global ?

Para entender a carreira internacional desta imagem há que se apontar pelo menos dois objetos culturais que se apropriaram do símbolo de maneira muito bem sucedida: a novela gráfica V for Vendetta de Alan Moore e David Lloyd (1986) e o filme de mesmo nome nela baseado, dirigido por James McTeigue e produzido pela Warner em 2006<2. É neste contexto de circulação em massa que a imagem extrapolou as fronteiras anglo-saxãs e passou a povoar o imaginário global. O grupo de hackers Anonymous adotou a máscara de Guy Fawkes nos seus comunicados sobretudo via Youtube. Um dos vídeos mais recentes fala até de um possível atentado ao Facebook neste cinco de novembro.

Na internet a máscara salta em múltiplas versões. A Biblioteca Britânica colocou online uma coleção especial sobre o evento com imagens que destacam sobretudo os fogos de artifícios, itens comuns na celebrações do Cinco de Novembro na Inglaterra e no mundo anglo-saxão.

No Twitter a hashtag #5thnovember já está em plena atividade, embora com uma predominância siginificativa da língua inglesa.

A utilização ampla das mascaras de Guy Fawkes nos protestos dos indignados não é uma unanimidade (aliás como quase nada no movimento e isto não é necessariamente uma crítica). Há uma polêmica no ar já que os royaties da sua venda vão diretamente para a Time Warner (devido ao filme V de Vingança), o que tem gerado críticas que remetem uma contradição frente aos objetivos anti-capitalistas do movimento.

Aqui, na marca da efeméride e antes da fumaça se dissolver em bits, o que eu gostaria de apontar é meramente a importância de se pensar sobre a circulação global de memórias. É um tema que de certo modo já vem sendo tratado há algum tempo no campo de estudos da memória social, sobretudo relacionado com a banalização das memórias do holocausto3. Agora estamos diante de uma crescente imbricação da memória com as novas mídias, ou para utilizar o termo de Andrew Hoskins, estamos imersos em uma crescente distribuição da memória social ( o que ele chama de memory-on-the-fly, utilizando um termo que se refere a possibilidade de programar e processar simultaneamente em um computador).

Versos do século XVII agora estão cravados em código binário:

http://extraordinaryintelligence.com/2695/holidays/remember-remember-the-5th-of-november-guy-fawkes-day/

Essas palavras, que atravessaram quatro séculos , adquirem na contemporaneidade outros sentidos. Quais? Como refletir sobre as mediações da memória nas interfaces digitais e suas relações com a representação histórica? Como pensar sobre a memória social um pouco além das questões identitárias que marcaram a emergência deste campo de estudos4? Em recente coletânea sobre o tema das memórias globais, Aleida Assman defende a necessidade de se pensar sobre a circulação das memórias a partir de uma perspectiva que, embora observando as especificidades nacionais, amplie o foco para uma abordagem transnational5. Para mim essa possibilidade faz todo o sentido quando olho as máscaras de Guy Fawkes. E vamos ao próximo cinco de novembro…

* * *

PS: E por falar nisso, alguém sabe de um estudo ou pesquisa que trate das especificidades brasileiras na utilizaçãoda máscara de Guy Fawkes?

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Camila Guimarães Dantas é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Memória Social ( UNIRIO) e bolsista da CAPES.

1O livro de James Sharpe “A cultural history of Guy Fawkes day” é uma referência central e mapeia a história dessa memória no Reino Unido. (Harvard University Press, 2005.)

2Sobre o filme ver:OTT, Bryan. The Visceral Politics of V for Vendetta: On Political Affect (in Cinema, Critical Studies in Media Communication, 27:1, 39-54 , 2010.

3Andreas Huyssen ao pensar sobre a museificação no ensaio “Seduzidos pela Memória” (Rio de Janeiro: Aeroplno, 2000) já desenvolve uma reflexão importante sobre as apropriações globais do Holocausto. Em sentido semelhante, Tzvetan Todorov chama atenção para os abusos de uma banalização da memória do mal em seu livro “Tentação do mal, Memória do bem”(São Paulo: Artz,2002).

4Algumas considerações sobre essa questão neste artigo.

5 Assman , A e Conrad, S. memory ina a Global age. Ney ork, Palgrave macmilliam, 20010.

Historia Critica: dossier “historia digital”

Parabéns a todos da “Historia Critica” pela excelente e precisa publicação a cerca dos novos desafios para os historiadores do século XXI.

Acessem o volume digital para a leitura no ISSUU: http://issuu.com/rfaciso/docs/historia_critica_no._43 (em breve instalarei o plugin do issuu aqui no WordPress para facilitar).

Para aqueles que estão pensando em reinventar o ofício do historiador

Jean-Philippe Genet, Andrea Zorzi (ORG) Les historiens et l’informatique : un métier à réinventer

Volume organizado por Jean-Philippe Genet e Andrea Zorzi.

Les historiens et l’informatique: un métier à réinventer (fr)

Ce colloque qui termine le programme ANR ATHIS (Ateliers Histoire et Informatique) emprunte son titre à Marc Bloch, maître autant que modèle et inspirateur pour les historiens du XXIe siècle. Plus de 35 ans après la tenue du premier colloque sur l’histoire et l’informatique tenu à l’École Française de Rome en 1975, il fait le bilan de six ateliers qui, réunis depuis 2006, se sont efforcés de faire le point sur les évolutions récentes de l’informatique et de leur impact sur le métier d’historien. C’est aussi un regard porté vers l’avenir, pointant, à partir de l’expérience acquise, les grandes lignes d’une évolution prévisible, afin d’inciter l’historien à tirer le meilleur profit de ces transformations pour réinventer sa pratique scientifique de chercheur et ses méthodes didactiques d’enseignant. Dépendant de ses sources et de sa capacité à les comprendre et à les interpréter, placé à la charnière des sciences humaines et des sciences sociales, l’historien doit en effet exploiter les opportunités que lui offre un outil informatique dont l’usage non informé n’est pas sans risque. Les problèmes abordés dans ce volume concernent le traitement des sources, qu’il s’agisse de l’édition critique ou de l’accès aux collections des bibliothèques et des archives, mais couvre aussi des domaines qui vont de l’archéologie et du développement de l’édition électronique à l’enseignement de l’histoire et aux marges disciplinaires de l’histoire, l’informatique favorisant les transferts de méthodes et de problématiques d’une science à l’autre (par exemple la linguistique, avec la textométrie, ou la géographie, avec la cartographie informatisée et l’analyse spatiale). Sont aussi abordés ici les apports – et les dangers – de l’internet et d’un Web 2.0 dont certains protagonistes vont jusqu’à proposer une « histoire sans les historiens ». D’une communication à l’autre, résonne la préoccupation majeure des historiens : comment pleinement utiliser l’informatique et ses prodigieuses ressources tout en préservant la liberté intellectuelle et la rigueur scientifique de l’historien, dans un univers où les contraintes, notamment économiques, pèsent d’un poids inconnu jusqu’ici.

Collection de l’École française de Rome 444
Rome: École française de Rome, 2011
350 p., ill.
ISBN:  978-2-7283-0904-7
Prezzo: € 60

“No presente eletrônico o passado se dissolve” Ginzburg

Principais momentos da conferência do historiador, antropólogo e professor italiano Carlo Ginzburg no Fronteiras do Pensamento: História na Era Google.

Algumas palavras muito instigantes para os historiadores que estão se dedicando a pensar a relação da História com a Internet e mesmo para aqueles que ainda não perceberam a inescapabilidade de refletirmos, ao menos um pouco, sobre isso.

H-SEnet

Vale a pena conhecer este projeto:

http://h-senet.blogspot.com/

Descrição: Como resultado da pesquisa desenvolvida no âmbito do Programa de Bolsa de Iniciação Científica (PIBIC) da UFS, com o financiamento do CNPq, a equipe formada pelo professor Antônio Fernando de Araújo Sá e pela estudante de graduação Elidiana do Vale apresenta os primeiros resultados da pesquisa A INTERNET E A OFICINA DE HISTóRIA, com a divulgação do blog sobre temas relacionados à história de Sergipe. Pautado no diálogo entre a história regional e a cibercultura, nosso projeto discute a importância da historiografia digital para a formação do historiador do século XXI, trazendo questões relevantes para se pensar a História em Sergipe.

Depois não me digam que a relação entre a história e a internet é uma coisa de outro mundo. 😉

O nascimento da Internet (by National Science Foundation)

A National Science Foundation (Virginia – USA) disponibiliza em seu site um excelente material, sobre a breve e impressionante história da Internet dos anos 60 aos dias atuais, passando pelas primeiras experiências de networking, à personalização dos pcs, o hipertexto e a criação do World Wide Web de Tim Berners-Lee (pesquisador do CERN) ao fenômeno contemporâneo do Web 2.0. E ainda, no final da apresentação, lança uma pergunta instigante: como será a internet em 2027? Muito interessante. Vale uma reflexão. Outro dado relevante é que acompanha a linha do tempo o número dos computadores “on the NET” e usuários de Internet (nos anos 90 248000000).

Confiram:

internetbirth