Dispersed thoughts on egodocuments

Anne Frank - 80th birth anniversary

– Image by © ADE JOHNSON/epa/Corbis

What if the refugees of nowadays, whether from Syria or any part of the globe, keep diaries that could be used for historians in the near future to tell the story of their fleeing affliction over the so called “refugees crisis”? Would they have become iconic figures of their wars and suffering? Would they have got the right to own a house in new nation? Would they have been translated in other languages? Would people cry on their accounts? There would be movies and museums for them? Would they have earned a NAME?

Just some foolish questions while reading a text that recalls what the Amsterdam historian Jacques Presser* has written in 1947 about Anne Frank [and her diary]: she was a stateless refugee when she died. As well remarked in The Diaries of Anne Frank – Research – Translation – Critical Edition project description: Around the world, many children and teenagers have read and are still reading editions of Anne´s diaries—either at school or in private. In the biography of many readers, as well as in national commemorative cultures, the engagement with the war and the Holocaust began with the diary of Anne Frank. It became a symbol.
*Presser coined the controversial neologism of “egodocument”, which at that time, was the body of sources of main interest to him: autobiographies, diaries, letters…. “those documents in which an ego deliberately or accidentally discloses or hides itself”.

Ref.:

Dekker, Rudolf. ‘Jacques Presser’s Heritage: Egodocuments in the Study of History’, in Memoria y Civilización 5 (2002), pp. 13-37.
pdf

For more publications on egodocuments, see the Center for the Study of Egodocuments and History

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Minha Pesquisa no Café História TV

Recentemente conversei com o Bruno Leal do Café História sobre a Minha Pesquisa. Primeira vez em que falo da minha pesquisa de doutorado aqui na Universidade de Luxemburgo. Bom papo sobre História Digital, História Pública, historiografia, imigração portuguesa e italiana em Luxemburgo. Mais uma vez, obrigada Bruno pelo convite.

2015. A visual epilogue

Edgardo Catalán; "Palimpsesto", Acuarela, 47x38 cms. 1998.

Edgardo Catalán; “Palimpsesto”, Acuarela, 47×38 cms. 1998.

The long 2015 year is almost ending and the feeling of retrospectives comes over, even if I (We, mortal historians) know the calendar is only a convention (but a very strong convention).

I liked this Palimpsest painting from the Chilean artist Edgardo Catalán to resume my year, but opening other windows. I came across it when looking for some visual references on mosaic and palimpsest concept, while thinking on a paper I am writing for the XIXth International Oral History Conference (2016, Bengalore). I’ve got surprised because I started to write this retrospective and I got to an article written by Sergio Rojas on Catalán’s work, which title and subtitle are/were pretty expressive and meaningful for the right moment in which I am writing this blog post. Yet, the epigraph and as well as the first lines of the text catched me in a pungent, emotional way:

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Serendipity, I thought. Not only the word of “retrospective” was there, but the epigraph on Ithaca (which I highly recalled on my first post the PhD research diary, starting this year), and the beautiful description of such an artistic work that gets to bring together, visually, all the enchanting voices of memory. And I was so grateful to Dr. Google today for giving me the pleasure of this synesthetic experience in a matter of minutes.

I enjoy the catharsis effect of those coincidences and self-identification. It is very soothing and rewarding that an artistic piece, even when the eye contact is digitally mediated, can bring you to a certain point of release.  Now I got this feeling that I should get a flight to Chile and come to meet Catalán and his painted poetics in person. Ok, one more thing for my to-do list of dreams.

By now, I just would like to share with you (who are you, my presumed readers?) this awe-inspiring piece that, somehow, resume my year, both in the sense of summarizing its multiples layers, but also the in resuming function of re-starting something that have been paused. So I hope now, after settling down at a new University, in a new Country, with new and amazing colleagues, I will be able to continue my life, smoothly, from January on, back to my sanity, after all moving stress and adaptation.

Happy “everything”, people!

E schéine Chrëschtdag an e glécklecht neit Joer!

Bonne Fête!

Feliz Natal e um ótimo Ano de 2016 para todos nós!

I wish history can keep being passionate and surprising to us in 2016. Let’s hope, mankind will do it better.

Ps: Just thinking that this image could also be a good prologue for 2016. Thanks, Edgardo Catalán! Things keep being connected ans sinergic. 🙂

Em cada escola uma revolução. E o Governo de SP prepara uma guerra contra estudantes

Estou acompanhando com muita admiração o movimento dos estudantes de São Paulo contra a Reorganização Desorganização. Estou aprendendo muito com eles. Pelas últimas atualizações que tive acesso, já são 209 escolas ocupadas, vejam aqui o mapa criado por eles, traz as ocupações ativas em tempo real.
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Não são bobos, não.

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São irreverentes e muito, muito vivos.

O movimento supera o significado de “educativo” que a gente está acostumado no conteúdo programático das escolas. E, para saudar esse momento histórico do movimento estudantil, que já extrapolou a denominação de secundarista – ampliado, envolvendo pais, professores, funcionários e outros estudantes – o Estado prepara para esta semana um enfrentamento de GUERRA contra as ocupações da escolas em SP, conforme denúncia feita pelos Jornalistas Livres,  através do áudio abaixo, vazado de uma reunião que aconteceu ontem entre 40 dirigentes de ensino e braço direito do secretário Herman:

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Eles são jovens e estão aprendendo da melhor forma, na base do “aprender fazendo”,  o que significa autogestão, contestação, protesto, direito e luta. Eles organizam atividades (saraus, rodas de capoeira, debates com convidados, oficinas e até show...) dividem as tarefas cotidianas (usam espaços de horta para plantar, cozinham, limpam, organizam doações para manter a ocupação…), propõem pauta, dialogam. Eles têm aquele sonho, aquela força e acreditam na mudança.

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Sagazes.

Não têm medo. E não estão dispostos a sair no grito e na chantagem. Até agora, não teve arrego mesmo! Torço para que a guerra não arrebente ferindo ninguém desse lado – que já não é o “lado mais fraco” há muito tempo, ao menos não nas ideias. Mas a Polícia Militar tem armas, o Estado tem uma mídia vendida para tentar desmoralizar as ocupações e ainda por cima existe uma penca de diretores e diretoras fantoches, gente “de confiança” do Alckmin e do secretário para tocar o terror. Essa semana o caldo vai engrossar porque o Chuchu quer fazer a reorganização na base do decreto, de qualquer jeito. Desejo, do com toda força, que esses meninos e meninas continuem firmes e não se machuquem. Aconteça o que acontecer, as ocupações já são um movimento vitorioso. E talvez, com uma vitória muito mais importante que “simplesmente” (embora não seja nada simples) empacar a reorganização. Eles fizeram e estão fazendo muito mais. Nesse ritmo, a certeza que me fica é: AMANHÃ VAI SER MAIOR.
A charge feita por Laerte, é só uma pequena mostra de como a ocupação não se limita a educar dentro dos muros da escola. Laerte, que aliás, também esteve lá conversando com alunos.
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Acompanhem mais notícias na página Não fechem minha escola, no Facebook, que já é acompanhada por mais de 92 mil pessoas. Todas as fotos do post eu peguei “emprestadas” de lá.
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Força, galera!

Next Wednesday (18/Nov) @ Institut d’Histoire Culturelle Européene Bronislaw Geremek

Hi everybody! I am more than happy to inform that next week I will be at the Château des Lumières, in Lunéville, for a presentation on “Festas Portuguesas”, together with Florence Florin and Diégo Ropele.

This presentation will be part of the Mercredis Européens of the Institut d’Histoire Culturelle Européene Bronislaw Geremek, which are described as Conférences apéritives, illustrées et participatives d’histoire culturelle. 🙂 

The invitation for this exciting meeting, at this environment of a popular audience, came when I was in Trier, in the occasion of the Digital Humanities Autumn School 2015, where I hopefully met Didier Francfort, and while talking about migration history, public history and cultural history, the idea of discussing Portuguese popular parties/celebration at Lunéville raised up.

More info, here: http://www.ihce.eu/fr/les-prochaines-dates.html  Everybody is welcome!

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RDV du Dimanche with Emmanuel Mbolela @ Centre de Documentation sur les Migrations Humaines

Last week I came for the first time, after arrived in Luxembourg, to the Centre de Documentation sur les Migrations Humaines – a trés sympas building at the Gare-Usine, in Dudelange (it is very easy to get there), with space for exhibitions, conference room, library and an interesting archive (not only on Italian and Portuguese Migration!).

I will write more about this visit to the Centre Doc (this is, I realize, the abbreviation that the friends of the CDMH use 🙂 ) and the tour at the Quartier Italie I did yesterday in a further opportunity. By now, if you want a quick view n the Quartier, you can see this link from the Institut Europeen des Itineraires Culturels, or this 4 pages dossier, by Antoinette Reuter, who is herself a historian, collaborator of the Centre Doc, and has been engaged with the subject of migration for long time now.

Today I write to tell about the meeting they will have this Sunday, which has as a guest Emmanuel Mbolela, with an autobiographic book on his politic activities in the République Démocratique du Congo, and the huge repression that forced him to emigrate. A touching account on the violence and the exploitation he faced in his journey,  crossing the Sahara, then arriving in Morocco, where he became co-founder of an association of Congolese refugees. After four years, he acquired refugee status in the Netherlands, where a new chapter began, with other experiences and challenges to face, as, for example, the  extremely harsh working conditions, which are subject mainly immigrant workers.

Emmanuel Mbolela will tell us his story and a bit about the book in a especial lecture this Sunday (08/Nov), 15:00h, at the Centre de Documentation sur les Migrations Humaines. ALL INVITED! The event is bilingual, German and French.

I will be there.

More information:

“Mein Weg vom Kongo nach Europa: Zwischen Widerstand, Flucht und Exil”
Lesung von Emmanuel Mbolela

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If you want to be aware about the future cultural activities of the Centre Doc, subscribe yourself to the Newsletter / Liste de difusion here

6e Assises de l’historiographie luxembourgeoise

I am happy to share the upcoming event on the Historie du Temps Présent at the University of Luxembourg (UL). The Assises will be opened by a conference of Pieter Lagrou, from the Université Livre de Bruxelles, on November 19, 19:00, and the last session will be on November 21, in the afternoon, with a discussion about Media and Popular History, in which my supervisor, Prof. Andreas Fickers will give a talk together wth his colleague Paul Lesch, also from UL.

I am interested in attending it, not only because of my interest in the migration discussion in Luxembourg – which will be an issue for at least one session – but bescause the theme of the event itself, as it has been something of interest to me since my undergrad in Brazil: o Tempo Presente. I would like my colleagues from the Grupo de Estudos do Tempo Presente to be here, and join us in the discussion, even if the focus is the Luxembourgish Historiography.

You can find the full program below (click to enlarge), or access it here.

Registration by e-mail, contact: Elisabeth Boesen elisabeth.boesen@uni.lu

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Spread the word! 🙂

[PhD Research Diary] First entry “Everything is connected now”

When you depart for Ithaca, wish for the road to be long,

full of adventure, full of knowledge.

from Ithaca (Ἰθάκη),  by Konstantinos Kavafis.*

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Detail of The Siren Vase, an Attic pottery from 480BC-470BC (circa)

This is the first of a serie of posts I expect to share with you during the next three years of my life, which I will dedicate to my PhD research at the Digital History Lab (website coming soon) of the University of Luxembourg, under the supervision of Prof. Dr. Andreas Fickers. And you are welcome to follow the outstanding upcoming stories in the tag PhD Research Diary.  🙂

As all the new beginnings, this introductory post makes me feel a little bit self-reflexive. Looking at my life in the rearview, I would say now it is everything connected, from a very personal point of view.  The first time I got interested in the subject of Digital History I was in Europe, more precisely, in Italy (where the above pottery is supposed to be found), for my first study experience abroad, at the Università Degli Studi di Firenze. Now, I am back to the Continent with another baggage experience, and a slightly better understanding of the importance of travels for our personal life stories, and (why not?) for the “big” History.

I like that now, beyond be researching something that, I hope, will be useful to my colleagues working in the field of History in a near future, I will also be working directly with people, either because this project is also a public history project, either because I will be using oral history methods. Or, yet, because, afterwards, I hope my research can bring some effective contribution to the reality of so many people who have ever experienced what it is to be an immigrant. Well, it is actually bold to say that, but one can always dream (and I have some affinity with John Lennon).

I say that because, in this PhD, the investigation about the consequences of digital technologies, new tools and methods for the historiographical operation is not the unique propose of my research. Now, in addition to the issues that I was already asking myself in the last years, partly present in my Master Thesis, completed at the Federal University of Rio de Janeiro, I got many new things on my plate, just to mention a few keywords: migration, memory, oral history, public history… and all the whole new worlds each topic can unfold to me.  I am still familiarising with new literature and trying to find myself in this new scenario. I am curious and anxious to know what is to come. At the moment, the plan is developing a more detailed version of the research project Shaping a digital memory platform on migration narratives? A public history project on Italian and Portuguese migration memories in Luxembourg. I hope to have it done, including a research timeline and a well structure writing plan by the end of this first semester. In this meanwhile, there will be other posts here, but you are free (and I would be pleased) to send me questions, suggestions, critics or just a “hello/salut/moien!” at any time you like. I would really appreciate to receive comments and advice, specially in what concern migration History, Italian and Portuguese emigration/immigration to Luxembourg. So, please, don’t hesitate to leave a comment or writing me an e-mail if you have an idea (all ideas are good, until proven otherwise).

Of course, all this novelty can be frightening, to some extent, but at the same time, it is so fascinating to have the opportunity to dive in a very different thing. Not to mention that I am changing too, I moved from Rio de Janeiro to Luxembourg Ville, I left my family, friends and cats, I am learning a new language, dealing with different weather, enjoying other landscapes, aromas and flavours… and this can sound hard, but actually it is way exciting! I have to grow up here, and this is probably the major challenge beyond everything. It is hard, but so good to go out of inertia. And, at the end, I think I am a lucky person: it is not so far from my family in Florence and, also for academic reasons, I have some very special people to support me in Europe at the moment.

Perhaps I should apologize for the intimate tone of a post that is supposed to open a new tag on my professional life (oh, that sounded philosophical!). But as I will argue later about the importance of seeking certain hybridism on the combination of historiographical traditions with the new digital history, here too I think it is somewhat necessary to think about personal and professional life together. It’s so difficult to separate the “Anita-Anita” from the “Anita-historian”, it is everything connected. I hope you do not mind. I promise, next time, give less attention to my personal matters. After all, you do not want to know, for example, how I feel having to turn on the heater in October. As my ex-supervisor used to say, sometimes I just need to remember that words are to say something, not “to flourish” it. Thank you, Dilton! Also that lesson you taught me, but you also taught me to be rebel, and here I am. But I hope, for this first post, everybody will forgive me, even Prof. Dr. Dilton Maynard.

*I could do anything unless remember Kavafis/Cavafy’s poem when I started to write this post, which in turn, reminds me of Professor Manoel Luiz Salgado Guimarães (for those who read Portuguese, see here),  whose work, teaching and passion for history inspired me a lot. He show us – the undergrad students at that time – this poem in one of his last lessons, in his last course. I will never forget. And this inspiration is undoubtedly enough to give me the determination to face whatever is coming, in the better way as possible, with a good feeling in the heart, and seeing things with good eyes, keeping Ithaca always in my mind.

PS: I have to thank my office mate Max Kemman for the brilliant idea of working with some music in the background. It was just perfect to finish this post listening to Caetano Veloso’s Transa, an album from 1972, when Brazil were under the military dictatorship, and Caetano had to spent some time in a political exile in London. Caetano was right, it is a long, long, long way.

Chamada para dossiê: História Oral na Era Digital

oral history digital humanitiesIn the digital age, we can show the relationship of any number of different types of information, and we are not limited to segregation of different formats. They can be combined to build context. All of this is possible as long as the objects (photos, documents, and film) are contextually accurate to the oral narrative and as long as they are presented in a supportive role rather than a primary one. This was something we tried to do with Project Jukebox.

William Schineider | “Oral History in the Age of Digital Possibilities.” In Oral History and Digital Humanities: Voice, Access, and Engagement. Edited by Douglas A Boyd e Mary Larson, 2014.

Este post é um anúncio feliz, esta semana a revista História Oral divulgou que seu próximo dossiê vai ser especificamente sobre a prática desta na Era Digital. Compartilho abaixo a chamada, já ansiosa pelas contribuições que virão:

A era digital na qual vivemos tem demandado reflexões teóricas e metodológicas sobre a oralidade e as novas mídias e até mesmo sobre o que é História Oral. Desde que começamos a produzir/usar áudio e vídeo digitais, a ter acesso ou disponibilizar fontes orais online, a publicar na internet e em outros suportes que não o impresso, experimentamos as vantagens trazidas pelos novos recursos tecnológicos e também diversas implicações na produção, preservação, acessibilidade, publicação, compartilhamento e divulgação de fontes orais. Em 2010 foi publicado na revista História Oral o dossiê “História oral, memória e novas tecnologias”, que já trazia a preocupação de pensar tais transformações. Com a intensificação do uso do audiovisual, da internet e de novas mídias digitais, nesses últimos anos, a revista História Oral visa, por meio desta chamada, aprofundar o debate por meio de contribuições que tratem das possibilidades e dos desafios que tais mídias têm trazido para a prática da História Oral.

Prazo para submissões: 01.03.2016 (Ver chamada original aqui)

Num recente dossiê dedicado ao Tempo Presente [v.17, nº 1 (2014)] , eu tive a oportunidade de contribuir com o artigo Conversas na antessala da Academia: o presente, a oralidade e a História Pública Digital. Espero que a conversa continue no próximo número, quem sabe a gente senta na cozinha dessa vez. 😉

Repassem!

#CFP: IFPH-FIPH 3º Conferência Anual, Bogotá, Colômbia, 7, 8 E 9 de julho, 2016

Chamada de trabalhos*

Prazo final para envio de propostas: 19 de outubro de 2015

IFPH: http://ifph.hypotheses.org/news

Foto: IFPH

(foto reproduzida de IFPH)

A história é uma questão pública. O conhecimento e prática histórica não se limitam aos ambientes acadêmicos. A história também é produzida e compartilhada de diversas maneiras por historiadores profissionais e não-profissionais. Museus e outros lugares de exposição, filmes e documentários, novelas históricas, aniversários e comemorações, re-enactments e living history, políticas públicas, comissões de justiça transicional, televisão, rádio, sites e mídia social, são alguns dos caminhos em que a história se faz viva. Todas essas configurações estimulam a interação e a colaboração com grandes audiências, fazendo dos historiadores historiadores públicos.

A terceira conferência anual internacional da Federação Internacional para a História Pública (IFPH) será realizada na Universidade de Los Andes, em Bogotá, Colômbia, de 7 a 9 de de 2016. Seu objetivo é abrir um espaço para dar visibilidade e compartilhar as práticas e habilidades inovadoras que historiadores públicos em todo o mundo usam criativamente na sua prática diária. A história é cada vez mais produzida através de projetos colaborativos que são usados ​​para diferentes propósitos políticos, econômicos e culturais, definindo, muitas vezes, identidades coletivas ao longo do caminho. Além disso, a história pública explora, desafia e discute o papel dos historiadores, e recentemente atraiu atenção global. Neste sentido, a Conferência também abre espaço para discutir o escopo, os objectivos e desafios, entre outras questões críticas levantadas pela história pública e pela história como um campo geral.

Criada em 2011, a IFPH visa a construção de uma comunidade internacional e multi-lingual de praticantes. O papel da IFPH é promover o desenvolvimento da história pública em todo o mundo, criando e coordenando redes, promovendo ensino, pesquisa e todo o tipo de atividade engajando o público com o passado, a história e memórias individuais e coletivas.

A conferência internacional da IFPH em Bogotá vai reunir profissionais, especialistas e ativistas de todo o mundo para discutir e compartilhar suas experiências nos diversos desafios e recompensas envolvidos no engajamento com o público para difundir o conhecimento histórico. A conferência não será limitada a um tema específico, mas, pelo contrário, vai abranger as mais diversas atividades de história pública. Assim, as propostas poderão apresentar exemplos de engajamento dos historiadores com as comunidades através de diferentes meios de comunicação, construindo diferentes formas de narrativas e analisando diferentes usos públicos do passado.

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Museo del Oro, Bogotá, 2011 (foto reproduzida de IFPH)

Possíveis práticas e temas podem incluir:

  • Museus e Exposições
  • História Oral e Projetos Comunitários
  • História Pública Digital
  • Mídia Digital, Internet e Conhecimento Participativo
  • Mapeamento e representações visuais do passado
  • Vídeos e documentários
  • Ficção histórica
  • Re-enactments e “Living History”
  • Preservação Histórica e Patrimônio Cultural da Comunidade
  • Arqueologia Pública
  • Mídia Social, Mobile App e conteúdos gerados pelo usuário
  • Políticas Públicas e História Aplicada
  • Ensino de História Pública
  • Quem são os historiadores públicos na América Latina?
  • Como promover a história pública como disciplina na América Latina?
  • Passados difíceis que interagem com o presente: Historiadores e Justiça Social, Direitos Humanos, Comissões de Verdade e Justiça de Transição?

Apresentações em inglês ou espanhol serão aceitas durante a conferência, mas todas as propostas devem ser escritas em Inglês. Inglês é fortemente sugerido como o idioma principal para apresentações.

Tanto trabalhos individuais, como propostas de sessão (90 minutos cada) são bem vindas. Propostas de sessões deve incluir um resumo geral para a sessão, bem como os resumos de todos os trabalhos individuais.
Prazo final para o envio de todas as propostas é 19 de outubro de 2015.

Também haverá sessões de pôsteres nes conferência em Bogotá, mas chamada e prazo diferentes.

Por favor, envie a sua proposta de não mais de 150 palavras, bem como qualquer outro questionamento, para o seguinte e-mail: ifph2016@uniandes.edu.co

Comissão organizadora:
Gennaro Carotenuto (Università di Macerata, Itália)
Thomas Cauvin (Universidade de Lafayette, EUA)
David Dean (Universidade Carleton, Canadá)
Anita Lucchesi (Université du Luxembourg, Luxemburgo)
Serge Noiret (Instituto Universitário Europeu, Florença, Itália)
Anaclet Pons (Universitat de València, Espanha)
Camilo Quintero (Universidad de los Andes, Colômbia)
Philip Scarpino (Indiana University-Purdue University Indianapolis – IUPUI, EUA)
Isabelle Veyrat-Masson (CNRS, França)

Comissão local:
Camilo Quintero (Universidad de los Andes, Colômbia) <cquinter [at] uniandes.edu.co>
Angela Maria Aristizabal Borrero (Universidad de los Andes, Colômbia) <am.aristizabal10 [at] uniandes.edu.co>

*Tradução livre da chamada original, disponível aqui, por Anita Lucchesi.