Entrevista

Minha Pesquisa no Café História TV

Recentemente conversei com o Bruno Leal do Café História sobre a Minha Pesquisa. Primeira vez em que falo da minha pesquisa de doutorado aqui na Universidade de Luxemburgo. Bom papo sobre História Digital, História Pública, historiografia, imigração portuguesa e italiana em Luxemburgo. Mais uma vez, obrigada Bruno pelo convite.

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O MUNDO AMANHÃ: por Júlio Assange

Via Vírus Planetário

Chegou ao fim a série de entrevistas dividida em 12 episódios, feitas pelo militante e criador do WIKILEAKS, Julian Assange, com figuras relevantes na política internacional.

Todas as entrevistas foram publicada na íntegra pela Revista Virus Planetário, em parceria com a Pública.

Abaixo, link para os episódios traduzidos no Revista Virus Planetário:

Episódio 1: O mundo Amanhã – Hassan Nasrallah

Neste episódio Assange entrevista o secretário-geral do Hezbollah.

Episódio 1 - Assange entrevista Sayyed Hassan Nasrallah

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-por-julian-assange-episodio-1/

Episódio 2: O Mundo Amanhã: Comunista X Sionista

O Criador do Wikileaks recebe o intelectual esloveno Slavoj Žižek e conversam com um dos líderes da direita americana, David Horowitz.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-comunista-x-sionista/

Episódio 3: O Mundo Amanhã: Marzouki, um rebelde na presidência

Nesta entrevista, Julian Assange conversa através de medialink com o presidente da Tunísia, o ex-exilado Moncef Marzouki.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-marzouki-um-rebelde-na-presidencia/

Episódio 4: O Mundo Amanhã: A Primavera continua

No quarto episódio da série, Julian Assange entrevista Alaa Abd El-Fattah e Nabeel Rajab, lideranças importantes da Primavera Árabe no Egito e no Bahrein.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-a-primavera-continua/

Episódio 5: O Mundo Amanhã: As vozes de Guantánamo

No quinto episódio da série, Julian Assange entrevista Moazzam Begg, ex-detento de Guantánamo, e Asim Qureshi, advogado que largou o mundo corporativo para lutar contra os abusos da guerra ao terror.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-as-vozes-de-guantanamo/

Episódio 6: O Mundo Amanhã: Rafael Correia

Em entrevista feita por videolink para a série “O Mundo Amanhã” no começo de 2012, Assange revela que o governo equatoriano procurou o WikiLeaks, na época do vazamento, pedindo que publicasse todos os documentos diplomáticos.

http://www.virusplanetario.net/os-documentos-do-wikileaks-nos-fortaleceram-diz-correa/

Episódio 7: O Mundo Amanhã: Ocupando as Ruas

Na sétima entrevista da série, Julian Assange conversa com integrantes do movimento Occupy de Londres e Nova York sobre as origens, as propostas e os resultados das manifestações

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-ocupando-as-ruas/

Episódio 8: O Mundo Amanhã: Guerra Virtual

No oitavo episódio da série, Julian Assange se junta aos seus companheiros de armas, os criptopunks, virtuosos cyberativistas que lutam pela paz na internet. E avisam: não haverá paz sem liberdade.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-guerra-virtual/

Episódio 9: O Mundo Amanhã: Guerra Virtual, Parte 2

O nono episódio da série O mundo Amanhã continua com os Criptopunks, ativistas da liberdade de informação na internet, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn, Jeremie Zimmerman e, claro, Julian Assange, no papel de advogado do diabo. “Trole-nos, mestre troll”, brinca Jacob.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-guerra-virtual-parte-2/

Episódio 10: O Mundo Amanhã: A guerra não declarada no Paquistão

Ao longo de 25 minutos Julian Assange recebe Imran Khan, que nos anos 70 e 80 foi capitão do vitorioso time de críquete do Paquistão, para conversar sobre corrupção, Osama Bin Laden, soberania e bombas atômicas. Isso porque hoje Khan está na corrida para se tornar o próximo presidente do país nas eleições de 2013, liderando a oposição com o partido que criou, o Movimento para Justiça, que combate a corrupção no país.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-a-guerra-nao-declarada-no-paquistao/

Episódio 11: O Mundo Amanhã: Noam Chomsky e Tariq Ali

Noam Chomsky, renomado linguista e pensador rebelde, e Tariq Ali, romancista de revoluções e historiador militar, encontram na Primavera Árabe questões sobre a independência das nações, a crise da democracia, sistemas políticos eficientes (ou não) e a legião de jovens ativistas que tem se levantado para protestar no mundo todo.

http://www.virusplanetario.net/o-mundo-amanha-noam-chomsky-e-tariq-ali/

Episódio 12: O Fim do Mundo Amanhã

Em busca de ideias poderosas que podem transformar o mundo, o fundador do WikiLeaks se depara com um caso que guarda semelhanças com a sua própria trajetória.

Após ter sido Vice Primeiro-Ministro da Malásia na década de 90, Anwar Ibrahim foi expulso da política e preso por acusações de corrupção e crimes sexuais – no caso, sodomia, considerada ilegal no país asiático. Após seis anos no cárcere, ele foi inocentado das acusações. Mas, em 2008, teve que enfrentar novas acusações por crimes sexuais e encarar uma batalha legal de quatro anos. Só foi inocentado em janeiro de 2012.

http://www.virusplanetario.net/o-fim-do-mundo-amanha/

Entrevista com Carlos Barros, da Historia a Debate

Encontrei uma entrevista interessante realizada pela revista Cantareira em sua oitava edição  (iniciativa de alunos de História da UFF) a Carlos Barros, coordenador do projeto Historia a Debate, que se propõe também a uma reflexão sobre a relação da internet com a historiografia. É impossível que passemos por esta revolução informativa impassíveis. É sem dúvida necessária uma atualização do nosso ofício (de historiadores). Reflexão que pretende discutir em um post à  parte.

Trancrevo a décima e última pergunta da entrevista que é sobre o tema que inspira este blog, falas obre história e internet, data de 2005:

10. Devido a grande importância atribuída pelo Historia a Debate ao papel da Internet para a produção historiográfica do século XXI, seja como meio de democratização de reflexões sobre a escrita da História, em contraponto ao “colonialismo” de centros tradicionais de produção, seja como forma de romper as amarras impostas pelas exigências do mercado editorial, instituições políticas e grandes meios de comunicação, gostaríamos que o senhor citasse e comentasse exemplos de trabalhos, ou projetos em andamento, que têm utilizado a Internet dentro dessas características.

Infelizmente não conhecemos outro exemplo como Historia a Debate que congregue assim historiografia e Internet, que pesquise, reflita e debata na rede o imediato com o objetivo de construir uma nova alternativa historiográfica. Faltam esforços homólogos, o que limita as nossas alianças a aspectos parciais ao mesmo tempo em que explica que a nossa expansão acadêmica não tenha ainda tocado no seu teto. Paralelamente à nossa experiência latina constituíram-se ou reconstituíram-se, no âmbito anglo-saxão, interessantes páginas web e listas de discussão de história (o servidor de listas H-Net, por exemplo, se bem não é ele mais do que uma página de serviços), os tradicionais congressos mundiais de história (organizados pelo International Committee of Historical Sciences, não costumam tratar a temática historiográfica e utilizam Internet de forma secundária), redes digitais de historiadores politicamente comprometidos (a mais recente Historians Against the War, embora não lute de maneira explícita por uma mudança global de paradigmas na nossa disciplina), revistas dedicadas à teoria histórica e à metodologia (um exemplo clássico é History and Theory, se bem usa subsidiariamente a Internet e não possui um programa claro e integrador de alternativa historiográfica).
A semelhança parcial de cada um destes projetos com HaD, todos com influência e origem norte-americanos (salvo o CISH-ICHS) e desenvolvidos também na última década, confirma o caráter universal e sintético da nossa aposta acadêmica, as possibilidades inéditas que são oferecidas ao mundo acadêmico latino e à superioridade da nossa estratégia historiográfica de síntese de futuro entre (A) o melhor da experiência, em organização e em conteúdos, das vanguardas historiográficas do século passado, e (B) as novas tecnologias da comunicação acadêmica e social. Desconhecemos em outras disciplinas, seja humanidades seja ciências sociais, um exemplo tão claro e organizado como o nosso, de paradigma disciplinar misto e global nos âmbitos (local / nacional / mundial), nos meios (digital / presencial) e nos conteúdos (histórico / historiográfico, passado / presente, debate / consenso, inovação / compromisso).
Alentamos, portanto, os colegas interessados a acompanhar o nosso trabalho, a seguir conosco, dentro e fora do âmbito acadêmico latino, dentro e fora da história como disciplina, completando com novas dimensões as experiências isoladas de sucesso nos campos da Internet e das ciências humanas, para as quais é preciso desprender-se definitiva e claramente dos anacrônicos resíduos da mentalidade “dependente” ou “colonial” imperante durante décadas nas nossas relações internacionais acadêmicas. A Internet já está sendo um lugar de encontro multilateral das melhores experiências internacionais da historiografia e das ciências sociais. Pode-se dizer que o novo academicamente se não está na rede é porque não é realmente novo. Aproveitemos, pois, a possibilidade democratizadora implicada pela rede de redes para mudar juntos a face da nossa profissão no mundo através de alianças historiográficas, intra e inter disciplinares, cimentadas no respeito mútuo, no debate e no consenso, sabendo que com isso contribuímos a um mundo melhor para todos.
Como você bem sugere na sua pergunta, a nova sociabilidade digital torna possível, na medida em que sigamos além da oferta acadêmica de novos serviços e lugares para publicar, uma democratização da historiografia e da academia assim como a recuperação da autonomia dos historiadores relativamente à influência –fragmentadora e às vezes inclusive mercenária– dos poderes políticos, dos meios de comunicação social, das grandes editoras. Haveremos de refletir mais sobre isso e de experimentar tudo, também a partir do Brasil. Estão todos convidados, vamos lá, e muito obrigado.

Entrevista na íntegra aqui.