História Digital

Livro novo na área, artigo novo sobre “historiografia escolar digital”

Primeiramente, Fora Temer!

Com que alegria recebemos a notícia de que está pronto o livro História, Sociedade, Pensamento Educacional: experiências e perspectivas (2016), proposta encabeçada pelo Grupo de Estudos do Tempo Presente – GET e do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre  História do Ensino Superior – GREPHES -, ambos ligados ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Sergipe. 

capa-livro

Neste livro, minha amiga e grande parceira de criação, Marcella Albaine, e eu tivemos o prazer de colaborar com o artigo “Historiografia escolar digital: dúvidas, possibilidades e experimentação” (Capítulo 12, pp. 336-366), no qual buscamos tornar explícito para o leitor algumas questões implícitas em nossas elocubrações, já há algum tempo em que colaboramos no planejamento de atividades de extensão, na escrita de textos a quatro mãos e outros trabalhos que reúnem nosso interesse em torno do estudo do digital e do ensino de história. No prefácio, os organizadores introduzem assim nossa contribuição à obra:

Da TV para a internet e os novos meios e comunicação, Anita Lucchesi, que colabora a partir das suas investigações na Universidade de Luxemburgo, e Marcella Albaine, refletindo a partir da Universidade Federal do Rio de Janeiro, teceram considerações sobre a chamada historiografia escolar digital. As suas reflexões, nascidas nestes diálogos transoceânicos, nos colocam a pensar sobre: quais os caminhos a serem trilhados pelos historiadores nos tempos digitais? Quais as limitações enfrentadas pelos professores de História em meio aos suportes digitais? Como a narrativa histórica será afetada pela emergência da internet? Estas e outras preocupações são levantadas no texto que, ao final, nos relembra o caráter essencialmente humano da História e da Educação.

Prefácio de História, Sociedade, Pensamento Educacional: experiências e perspectivas, Org.  Dilton Cândido Santos Maynard & Josefa Eliana Souza. Rio de Janeiro: Autografia, 2016.

Mais uma vez, foi uma satisfação escrever com essa amiga, aprender e ressignificar muitas coisas juntas. Espero que esse humilde artigo consiga levar aos colegas leitores a proposta de pensar uma “historiografia escolar digital” que favoreça o uso criativo das ferramentas digitais, como boas aliadas para uma educação emancipadora, mas sem também enaltecer demais a máquina – carne, osso, crítica e afeto permanecem essenciais. Em tempos de duros golpes na nossa chumbada democracia e em todas as esferas da educação pública no Brasil, escrever esse artigo e desejar que ele possa estimular o debate e encorajar ainda mais a busca por um modelo formação cidadã, pode soar meio utópico, mas a publicação de um livro como esse é a prova cabal de que não se trata apenas de um sonho, mas de luta e construção coletiva de um ideal de educação universal.

Meu muito obrigada aos colegas que toparam essa missão, aos organizadores e à incansável parceria de Marcella. Sigamos em frente! 🙂

Acesse a versão ePub aqui.

Advertisements

Minha Pesquisa no Café História TV

Recentemente conversei com o Bruno Leal do Café História sobre a Minha Pesquisa. Primeira vez em que falo da minha pesquisa de doutorado aqui na Universidade de Luxemburgo. Bom papo sobre História Digital, História Pública, historiografia, imigração portuguesa e italiana em Luxemburgo. Mais uma vez, obrigada Bruno pelo convite.

Arrumando as bagagens [ou: questões de (des)ordem pessoal]

[contém spoilers]

Desde 2008, quando criei este blog, venho procurando entender como a tecnologia digital pode contribuir com o ofício do historiador e em que medida isso pode (ou não) ter reflexos em nossas práticas – para o bem, ou para o mal, sem acepções maniqueístas, simplesmente tentando olhar essa relação por um viés qualitativo, sem grandes fanatismos ou ceticismos tecnológicos. A reboque desse meu interesse, cresceu a curiosidade pelo que seria a tal da história pública também, e como essas duas “coisas”,  digital e pública, se relacionam.

Ano passado (2014) foi bastante especial para mim, tanto pela coisa digital, quanto pública. Em março defendi minha dissertação, Digital history e storiografia digitale: estudo comparado sobre a escrita da história no tempo presente (2001-2011) e, no embalo, um outro artigo, mais curto e simplão, cujo o maior intento, assim como a dissertação, era pedir mais atenção ao debate sobre a história/historiografia digital. No segundo semestre, a Rede Brasileira de História Pública (RBHP) realizou o II Simpósio Internacional de História Pública e eu fiquei muito contente em ver que o tema do digital encontrou espaço nos fóruns organizados, em princípio, para a discussão da coisa pública. Houve mesa, grupo de trabalho e oficina.

Também foi ano passado que eu mergulhei de cabeça na prática em um projeto público e digital como o @Rio450, cuja experiência pude apresentar na UFF, no evento da Rede Brasileira de História Pública e, depois, em Amsterdam, na conferência anual da Federação Internacional de História Pública – IFPH (há um post dos estudantes com as impressões sobre o projeto aqui). Lidei de perto, diariamente, com as vantagens e desvantagens da comunicação para “o grande público” via uma plataforma social como o Instagram. Foi bom pra pensar sobre crowdsourcing, mas também muito aprendizado sobre como é trabalhoso fazer essa “tradução” ou “transcriação” do “academiquês” para um textinho aberto de 1000 caracteres. Vivendo e aprendendo, o exercício foi muito gratificante, com alguns percalços, verdade, mas o diálogo compensa tudo. Bota um cadinho mais de experiência na bagagem e simbora!

Para minha alegria, 2014 também me proporcionou entrar em novas salas, tendo por tópico principal a história digital (!). E como se aprende em sala de aula! Agradeço à pacientíssima amiga e Profa. Marcella Albaine por me acompanhar com tanta generosidade nesses primeiros passos em salas de aula do Ensino Superior. Não é segredo pra quem me conhece que eu adoro uma sala – de qualquer nível, em qualquer posição. Se pudesse, no meu aniversário estaria sempre em aula. É nesse lugar que muito da minha paixão historiadora se realiza. E 2014 me presenteou com novidades… UFRRJ, UFRN. Ô coisa boa!

Nesse mesmo ano, enquanto tudo acontecia na minha vidinha, a revista Estudos Históricos publicou um dossiê sobre História Pública, sublinhando o crescente interesse de historiadores brasileiros pelos debates acerca da chamada história pública, dentre outras coisas, comentando a criação da RBHP. Não tão longe de nós, o periódico colombiano História 2.0 – conocimiento en clave digital também lançava um dossier sobre História Pública (convocando para artigos em espanhol e português!). O corre-corre não permitiu mandar artigos pra esses dossiês, mas deu tempo de ler, aprender, compartilhar.

Já em 2015, foi a vez da História da Historiografia lançar chamada para o dossier A história e seus públicos. A circulação do conhecimento histórico: espaços, leitores e linguagens (envios até 31/08!) e da revista do Liinc divulgar outro dossiê fundamental sobre Memória na era digital: novos desafios às humanidades e aos estudos da informação, assunto que atravessa debates de história pública e digital.

De certa maneira, tudo isso que se desenrolou me fala um pouco das minhas angústias lá trás em 2008 (nem tão lá trás assim, mas o tempo presente -só ele? – voa). Mas juro que há sete anos eu não teria sido capaz de imaginar tudo isso. Aquilo foi quando o tema da minha monografia era aquela coisa “esquisita” e algumas pessoas que sabiam que eu era “a moça do digital” costumavam entender que eu também seria uma espécie de nerd, guru da informática, quase hacker. Nada disso (rs).

Hoje, além de estar feliz na comissão de comunicação da RBHP, também estou membro do Comitê de Estudantes de Novos Profissionais da IFPH, ansiosa pelos eventos que vão rolar em 2016 no Brasil (III Simpósio Internacional de História Pública, Nordeste) e em na Colômbia (III Conferência Anual da IFPH, Bogotá). Hoje estou feliz e ansiosa também por estar me preparando para uma mudança bastante grande: deixarei o Brasil por um tempo para iniciar em setembro os estudos de doutorado na Universidade de Luxemburgo, no seu recém-criado Laboratório de História Digital, sob a orientação do Prof. Andreas Fickers.

Graças à mesma tecnologia que me encafifou em 2008, essa partida não será tão drástica, mas devo confessar, deixando aflorar minha veia mais romântico-dramática: há sempre certa  antecipação de nostalgia em se saber em/de/sobre um exílio, neste caso, a escolha é livre e o choro também. Sentirei saudades de casa, da família, dos amigos, dos gatos… Do Rio e de São Cristóvão e Aracaju, onde arranjei um segundo pouso acadêmico com os queridos colegas do Grupo de Estudos do Tempo Presente.

Mas tudo há de valer a pena nesse caminho, sou baixinha mas suspeito que minha alma tem mania de se achar grandona. Depois desse agitado 2014-2015 de experiências, é hora voltar a sentir friozinho na barriga do primeiro dia de aula. Hora de empacotar tudo e partir, sabendo, desde já, que será mais duro escolher os livros do que as roupas que vão na mala. Sabendo que não dá pra despachar na esteira uma casa inteira, com seus enfeites, poeiras e avulsos nas gavetas. Que nossa senhora da eliminação de papel acumulado me ajude no descarte, que os amigos possam me encontrar para aquela série de saideiras (que estão mais para expulsadeiras como quer o preço dos cardápios cariocas). Que mamãe e papai não chorem tanto agora que estou ao alcance de um “zap-zap”. Que o mundo continue indo além e além e além do Soberbo pra essa teresopolitaninha aqui.

Drama à parte, vou tranquila porque ver que todo o debate que está rolando aqui só me anima e me dá mais gás para ir buscar elementos pra botar nessa roda. Vou, mas volto. Pelo menos, espero, em 2016, vir para a conferência da International Network for Theory of History na UFOP (propostas de trabalho até 15/12/15, quem vamos?) e aproveitar para comer umas canjiquinhas e tomar umas pingas no Rancho da pracinha em Mariana – porque Minas é amor e a História também me mostrou isso de bom). Aiai…

Um obrigada especial ao Prof. Dilton Maynard pelo incentivo de sempre.

E muito obrigada à minha querida Érika Melek pelo exemplo de coragem e apoio que me dá e me inspira de qualquer lugar do globo terrestre.

Invertendo as ideias do poeta: haja hoje para tanto amanhã.

Preciso de caixas de papelão.

Vamos em frente. Luxemburgo, aí vou eu!

Quando voltar, espero que o Cunha já tenha dado adeus há algum tempo, o aborto tenha sido legalizado, a maconha liberada, a homofobia criminalizada e que, finalmente, ser pobre deixe de ser um delito nesse país. Pedindo muito para três, quatro anos? Bem, não custa nada sonhar. Nada deve parecer impossível de mudar. E a luta continua, aqui ou do lado de lá. 

Por ora, Äddi / Au Revoir / Auf Wiedersehen!

Historia 2.0: chamada para trabalhos “Dossier Historia Pública”

historia 2.0

A história pública leva a história científica à praça pública, de fato, discute problemas históricos semelhantes, se não idênticos aos da história “ordinária”, porém, se diferencia dessa última em sua relação com os consumidores de história. Enquanto a história tradicionalmente tem se relacionado com leitores cada vez mais especializados e com estudantes de diversos níveis de formação; a história pública compreende aquelas ações onde a história se relaciona com um público amplo através de museus, exibições reais ou virtuais, divulgação patrimonial, reconstrução histórica (reenactment), a história oral, a história local, e com outros aspectos que não necessariamente abrangem a textualidade histórica como a preservação de arquivos, a assessoria a instituições governamentais ou privadas, e mesmo o ativismo social.

A noção de história pública é tão ampla que quase qualquer atividade que o historiador desenvolva fora do campo do ensino e da pesquisa universitária pode ser considerada como história pública. Este sentido prático e de relação com a comunidade chamou atenção dos historiadores e tem contribuído para a resolução de problemas sociais mediante o uso de testemunhos para processos de memória histórica, pós-conflito, recuperação de identidade das comunidades e do patrimônio material e imaterial das regiões. Ademais, levou a consideração de novos projetos de histórica aplicada em âmbitos públicos e privados, como também empreendimentos de historiadores, que criaram empresas lucrativas onde a história se afasta totalmente do ensino para atuar no setor de serviços, como na contribuição para a organização de arquivos empresariais (memória empresarial/institucional), ou o fornecimento de “produtos” para a definição e litígios legais, como nos casos de definição dos territórios naturais de certas comunidades. Também se incluem no campo da história pública a assessoria em restauração e conservação patrimonial.

A presente convocação está focada na recepção de artigos em espanhol e português relacionados ao desenvolvimento de projetos de história pública na Iberoamérica, em especial, aquelas experiências relacionadas com a recuperação e divulgação patrimonial, a história oral e local, bem como a difusão digital da história pública.

Chamada para artigos aberta em: 10 de maio de 2014; encerramento: 21 de julho de 2014.

Normas de publicação e envio: http://historia2.0.historiaabierta.org/index.php/revista/about/submissions

Esta chamada para artigos também está disponível em inglês, espanhol e italiano.

ISSN 2027-9035

Historia 2.0 está indexada em:

Directory of Open Access Journals

DOAJ aumenta la visibilidad y la facilidad de uso de las revistas científicas y académicas de acceso abierto, pretende ser global y abarcar todas las revistas que utilizan un sistema de control de calidad para garantizar el contenido.

e-Revistas

Portal donde se muestran las revistas electrónicas españolas y latinoamericanas de acceso abierto (Open Access). Fue creado en España.

Latindex

Latindex es producto de la cooperación de una red de instituciones latinoamericanas que funcionan de manera coordinada para reunir y diseminar información bibliográfica sobre las publicaciones científicas seriadas producidas en la región.

Dialnet

Hemeroteca Digital. Universidad de la Rioja.

*La revista Historia 2.0 hace parte del depósito voluntario de obras digitales de la Biblioteca Nacional de Colombia.

 

Jurandir Malerba sobre História Pública e Digital no “Cafezinho” sobre Historiografia do “Café História TV”

Toda a conversa de Bruno Leal (editor do Café História) com o Prof. Jurandir Malerba (PUCRS) é interessante, um passeio por algumas dobras da historiografia e um pouco do lado “humano”, experiências e opiniões do responsável por publicações tão fundamentais para os leitores brasileiros como “Lições de História: da história científica à crítica da razão metódica” e “Lições de História: o caminho da ciência no longo século XIX”, entre outras. Por essa razão, recomendo o filme inteiro. Uma boa hora de entretenimento.

Contudo, gostaria de chamar atenção para o trecho entre os minutos 23′ e 35′, em que o professor comenta sobre a História Pública e também Digital. Para ele, a questão da História Pública perpassa a discussão do próprio campo da história, do que é história. O professor comenta como a experiência da História Pública implica repensar os processos de formação e como interfere nas expectativas de atuação dos formandos/formados em história. Notando os fenômenos editoriais de “narrativa históricas” feitas por jornalistas, o professor sugere a necessidade da academia pensar o seu lugar e dos historiadores se posicionarem no debate. Questiona ainda quais seriam as finalidades dessa atividade que visa a ampliação da audiência da história, seria política? Pecuniária? É preciso refletir, sair da zona de conforto e isso requer certo esforço, haja visto como nossos curricula são refratários a essas discussões presentes na nossa disciplina, como diz o professor. Vale a pena conferir.

 

 

Aproveite para conhecer melhor o Café História TV.

Boletim Historiar

No ar a nova revista discente “Boletim Historiar“, nascida das boas ideias e do empenho dos colegas da Universidade Federal de Sergipe, do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS). Parabéns, pessoal!

Neste número, faço uma pequena contribuição, com o artigo Por um debate sobre História e Historiografia Digital, mas deixo o convite para que confiram o número na íntegra, que trás discussões sobre o filme na história, música, patrimônio e tempo presente, além de resenhas quentíssimas.

Boletim Historiar, n. 2 (2014)

Imagem

Artigos

Além do que se vê: o filme, objeto da história
Dilton Maynard
Entre a Alternância e a Hegemonia Política: o Paraguai no Tempo Presente
Karl Schurster, Márcio Brito
Retóricas identitárias no circuito do Choro de Aracaju
Daniela Bezerra
Patrimônio aos olhos de quem? Um breve estudo sobre a construção do conceito ‘Patrimônio Histórico’
Jandson Soares, Wendell Souza

 

Resenhas

Integração Sul-ameriana no Tempo Presente
Gabriela Resendes
Redes de Indignação e Esperança: Movimentos sociais na era da internet
Paulo Teles

Holocaust Denial and the Web: a conference in Rome, April 10-11, 2014

via Serge Noiret |Original post here

sissco-logoOn April 10 and 11 at the University of Rome 3 (Dipartimento Fisolofia, Comunicazione, Spettacolo) the SISSCO, (Società Italiana per lo Studio della Storia Contemporanea), will hold an important academic conference about the role of contemporary historians confronted with Holocaust denial on the web.

Should legislation be voted in Italy contrasting Holocaust Negationism? And, more generally, should History, when unable to build a firm culture of the past widely accepted in societies, be ruled by legislation?

These issues have been discussed in many European countries; some laws aiming at governing legally the past and telling about politically correct memories and what exactly is the truth about the past, have been voted in France, in Spain, and in other countries. Professional historians are generally against the idea to force societies to adopt a so-called “correct history of their pasts” defined by law and, in France, a committee was born using its own very active blog to contest the idea that telling the truth in history could be enforced by the law: the Comité de vigilance face aux usages publics de l’histoire (Committee of vigilance on the public use of history) wrote a manifesto on June 17, 2005 against the “entrepreneurs of memory” and political uses or misuses of history.

The debate has entered the public sphere in Italy too and the main association of contemporary history academic historians, Sissco, collected a “dossier” analyzing the press debate about holocaust denials and promoted an official petition signed by many contemporary historians against the use of the law in history: “Modifiche all’articolo 414 del codice penale in materia di negazione di crimini di guerra e di genocidio o contro l’umanità e di apologia di crimini di genocidio e crimini di guerra“.

But the Holocaust of the Jews during the second world war is unique: should historians and the civil society accept that the Shoah be openly and publicly contested and denied and hate speech widely diffused through the Internet? Is it possible to use a penal legislation against negationist web contents published everywhere in the world and accessible also in Italy? Should the Italian legislator vote a law defending the truth against offensive, racist and anti-Semitic revisionist propaganda and condemn hate speech legally?

These activities and also the academic conference promoted in April in Rome described below, are showcasing the direct participation of academic historians in the policy in Italy, what was in the early ’90 defined by Nicola Gallerano as being part of the “uso pubblico della storia”. Will these political and academic activities be able to maintain also for the young generation the awareness of what happened in Europe during WW2 and about keeping alive a correct memory of the holocaust using properly the web?

It is of course my opinion that academic conferences are important but are not enough and that we need to act in the virtual space and promote the digital public history of the Shoah and of other genocides perpetrated by the Nazi and their allies looking at how best presenting the evidences of the Holocaust and engaging different communities about these issues.

 European Holocaust Research Infrastructure

 EHRI logo_3Building awareness of the past using a public history approach is being done by the ERIH project  (European Holocaust Research Infrastructure) in Europe to support the Holocaust research community, provide access to the primary sources dealing with the Holocaust and encourage collaborative research in the field. What could be the role of public historians in maintaining a correct perception of what has been the Holocaust and engage with fighting negationism on the web? How could the web itself, and social media, in close contact with other public activities, fight back an aggressive negationist approach like what is diffused online in Metapedia, the so-called alternative encyclopedia if you look for the non-existing keyword “holocaust”?

Metapedians redirected tJewish casualties during World War II - Metapediahe keyword “holocaust” -nothing to read about in a specific entry- to another Metapedia entry called “Jewish casualties during World War II” avoiding the use of what they call a useless and mystifying buzzword, the Holocaust of the Jews.
So I quote here a full paragraph (accessed on Wednesday March 12, 2014) of this entry in order to understand how far the negationist propaganda in the web can go, contradicting all the basic evidences of historical research and the memory of who suffered in the nazi camps. Reading this paragraph and the whole entry online, you will discover another history, the kind of narrative which is banned by law in other countries like in France and would be banned in Italy too voting a new legislation: “Some Jews controversially claim the German government had an “official policy” of extermination, where “6 million” were killed in homicidal gas chambers and turned into soap or lampshades. Confidence trickster, Elie Wiesel, applied the religious term “The Holocaust” to this framing in the 1970s. Since then, the construct has been used as a political weapon to promote Germanophobia and Europhobia in general. It is used as moral justification for the Zionist war on the Palestinians, as well as part of an illustrious money-making industry. In some countries it is illegal for historians and investigators to openly state a dissenting view and some have been incarcerated for thought criminality as prisoners of conscience.”

Digital Public Historians are present in other countries and monitoring this “negationist web” which engages -systematically in the case of Metapedia- in rewriting the past, all the past and supports nationalistic, fascist and Neo-Nazi ideologies. These holocaust deniers are using the web from many years now. They have embraced the web as their elected media to communicate a false narrative of many pasts in the Metapedia, not only about the Holocaust, and remove memories and evidences of scientific historical research from the web, when these results are not supporting their goals. These political propagandists are using the architecture and stylistic presentation of Wikipedia together with the so-called “objective way to present facts” that Wikipedia has promoted from its creation in 2001 to give a semblance of truth to their discourses and misuses of memories.

ERIH has already organized an important international conference in July 2013 Public History of the Holocaust - European Holocaust Research Infrastructure about Public History of the Holocaust: Historical Research in the Digital Age “that was hosted by the Jewish Museum in Berlin. Facilitated by EHRI and two other European infrastructure projects supporting humanities research, DARIAH and TextGrid, and sponsored by the German Ministry of Education and Research, the conference brought together policy makers, archival and memory institutions, and academics to reflect on the challenges and opportunities the digital age offers for the public history of the Holocaust.”

Negationism in the digital realm was one of the central issue of this discussion.  Georgi Verbeeck, Professor of German History at the University of Leuven, “…reflecting on the continuing problem of Holocaust negationism, arrived at a nuanced assessment of the efficacy of current research and educational practices to prevent similar atrocities from re-occurring. Many small narratives of concrete experiences may provide powerful mirrors that can spur individuals to effective responses and positive actions….” What is important to quote from Verbeeck’s speech about how to use and promote the sources and memories of the Shoah in the digital realm, reflects on the fact that “the web is particularly suited to organise and publish […] small narratives“.

The concluding debates were saying about “the effectiveness of legal tools to counter internet hate speech; the opportunities and limits of the digital environment for tackling new historical questions; the ever present danger of a (digital) de-historicisation and de-contextualisation of Holocaust discourse.”

We may hope that the Rome conference in April 2014 will engage with the later issues dealing with in the making digital public history of the Holocaust.

IBC- La storia a l  tempo di Internet
http://online.ibc.regione.emilia-romagna.it/h3/h3.exe/apubblicazioni/Fanalisi

Measuring the presence of contemporary history in the web, the use and misuses of history in the digital realm, was the aim of a project started at the end of the 20th century between 1999 and 2000 in Italy. The results were published by the IBC (Istituto per I beni Artistici, Culturali e Naturali dell’Emilia Romagna) in Bologna, in 2004, after three years of researches done by an interdisciplinary team of historians and public historians which looked at the Italian history web and collected Italian contemporary history web sites and proposed a critical method for analyzing them systematically. The project and the book were coordinated by Antonino Criscione, Serge Noiret, Carlo Spagnolo and Stefano Vitali: La Storia a(l) tempo di Internet: indagine sui siti italiani di storia contemporanea, (2001-2003)., Bologna, Pátron editore, 2004. The authors verified that an active revisionist narrative was populating the web and promoting alternative memories of WW2. Memories of the militias of the Salo Republic, allied with the Nazi between 1943 and 1945 and co-authors with the Germans of the deportation of Italian Jews, was finding a media and a place to proliferate without boundaries, these boundaries that Italian academic historians and European public historians are now discussing.

The web is easily accessible for everybody to produce its own vision of the past and is able to promote and diffuse alternative memories, something that I have explained in my essay in French,  La digital history : histoire et mémoire à la portée de tous.

So, the important conference in Rome will go forward in an extended academic reflection dealing with how the web could be used and misused to promote everybody’s memory and vision of the past and contrast hate speech and holocaust deniers activities in the digital realm.

This is the full program of the conference:

Shoah e negazionismo nel Web: una sfida per gli storici
Roma, 10 e 11 aprile 2014,
Università Roma Tre
Sede della Camera dei deputati
Giovedì 10 aprile 2014
(sede Università Roma Tre)
14,30
Mario Panizza, Rettore Università degli studi Roma Tre*
Paolo D’Angelo, Direttore Dipartimento filosofia comunicazione spettacolo
Agostino Giovagnoli, Presidente Società italiana per lo studio della Storia contemporanea
15,00
La storia, le memorie e la didattica nel Web
Presiede Michele Sarfatti (Fondazione Centro di documentazione ebraica contemporanea)
Alberto Cavaglion (Università di Firenze)
Usi e abusi della memoria
Guri Schwarz (University of California, Los Angeles)
La legge di Godwin:la Shoah nella rete e nell’immaginario collettivo
Laura Fontana (Memorial de la Shoah, Paris)
La trasmissione della Shoah nell’era virtuale: una deriva della lezione su Auschwitz?
Damiano Garofalo (Museo della Shoah, Roma)
Fonti orali, audiovisive e memoria della Shoah nel web e nel digitale
David Meghnagi (Università Roma Tre)
L’esperienza del Master “Didattica della Shoah” di Roma Tre
Laura Brazzo (Fondazione Centro di documentazione ebraica contemporanea)
I Linked Open Data per la storia della Shoah. Verso il Web 3.0
18,00
dibattito
Venerdì 11 aprile 2014
9,30
L’universo digitale del negazionismo
Presiede Renato Moro (Università Roma Tre)
Claudio Vercelli (Istituto di studi storici Gaetano Salvemini)
Il negazionismo nel web
Valentina Pisanty (Università di Bergamo)
I linguaggi del negazionismo nel web
Gabriele Rigano (Università per stranieri, Perugia)
I circuiti del negazionismo tra carta stampata e web
Emiliano Perra (University of Winchester)
Negazionismo e web: il caso inglese
Valeria Galimi (Università della Tuscia)
Leggi memoriali, negazionismo e web: la discussione in Francia
12,00
dibattito
14,30
(Sala Zuccari, Palazzo Giustiniani, Via della Dogana Vecchia da confermare)
Introduce
Ernesto De Cristofaro (Università di Catania)
La legislazione in Europa e in Italia
Contro il negazionismo: Una legge utile o dannosa?
Tavola rotonda
presiede Tommaso Detti
partecipano:
Marcello Flores, Anna Rossi Doria ed altri,
* In attesa di conferma

[CFP] Chamada de trabalhos – História Pública em um Mundo Digital: A Revolução Reconsiderada

ifphConferência da Federação Internacional de História Pública Conferência

Public History in a Digital World: The Revolution Reconsidered (Original CFP)

História Pública em um Mundo Digital: A Revolução Reconsiderada*

Amsterdam, de quinta-feira, 23 de outubro a Sábado, 25 de outubro de 2014

Primeira chamada de propostas:

As fontes históricas e narrativas sobre o passado se infiltraram  todos os cantos da web, desde mídias digitais caseiras até exposições on-line, através de redes sociais e em museus virtuais. Ferramentas digitais tornaram-se essenciais para os públicos que preservam, apresentam, discutem e  disputem histórias,  e vão desempenhar um papel importante na comemoração do aniversário da Primeira Guerra Mundia, no início em 2014. As possibilidades do mundo digital parecem quase ilimitadas: nunca antes coleções enormes de uma grande variedade de materiais históricos foram tão acessíveis para o grande público através das fronteiras nacionais e culturais. Além do mais, novos gêneros, como blogs e fóruns de discussão virtuais expandiram as possibilidades públicas de história online – tanto para co- criação de narrativas históricas, bem como para comunicar sobre o passado com diversos públicos.

Diante disto, a virada digital deveria ser especialmente significativa para os historiadores públicos, mas será que as expectativas estão sendo acompanhada por atividades? Após duas décadas de revolução digital, é hora de considerar criticamente o que a mídia digital traz para a História Pública e para onde a História Pública está indo em um mundo digital. Esta conferência internacional, organizada pela Federação Internacional de História Pública (IFPH), reunirá especialistas, recém-chegados e experimentadores de todo o mundo para compartilhar idéias, questões e práticas relativas ao impacto do mundo digital sobre a teoria e a prática da História Pública.

As questões a considerar incluem:

  • Quão revolucionária é a virada digital para a pesquisa e a prática de História Pública?
  • Como as inovações digitais estão mudando as práticas da História Pública?
  • Os historiadores públicos são críticos o suficiente diante das insuficiências das práticas digitais?
  • O que seria o “cool stuff ” da caixa de ferramentas digitais a agregar valor aos projetos de História Pública, atividades de ensino, etc. ?
  • Que estratégias digitais não alcançam o “hype”, e por quê?
  • Que as audiências os historiadores digitais estão alcançando ou excluindo com as práticas digitais?
  • Como são públicos envolvidos e engajados por meio de práticas digitais?
  • Como as narrativas históricas estão  mudando sob a influência da mídia digital e da internet?
  • Como a História Pública Digital pode gerar ou inspirar novas formas de interagir com o público?
  • Como a  História Pública Digital se  relaciona com formas mais antigas e tradicionais de História Pública?
  • O que podemos aprender a partir de uma análise crítica da História Pública Digital?

Possíveis ideais para sessões incluem:

  • Público e envolvimento: Quem os historiadores públicos alcançando, e excluindo, com História Pública Digital?
  • Autoria e autoridade: Quem está representando história na web?
  • Narrativas e “storytelling”: Que passados (não) estão sendo contados na web?
  • Integração: Como História Pública digital e analógica se relacionam?
  • Práticas: Como passado é apresentado no mundo digital?
  • Didática: Como podemos ensinar História Pública ?
  • História Pública analógica: O que é feito melhor sem o digital?
  • Comunicação: Como a história 2.0 e as redes sociais podem fomentar a difusão da História Pública?

Recebemos apresentações de todas as áreas, incluindo historiadores públicos que trabalham em museus, arquivos, educação, gestão do património, consultoria ou serviço público, bem como recém-chegados ao campo da História Pública. Além de trabalhos individuais e propostas de sessões de painéis, incentivamos propostas de oficinas, bem como posters ou apresentações multimídia. A ênfase deve ser na análise crítica, não mostrar e dizer – submissões que investigam tanto os limites da história pública em um mundo digital, quanto suas possibilidades, são especialmente bem-vindas.

As propostas devem ter  250 palavras e devem ser enviadas até  31 de janeiro de 2014 para ifphamsterdam2014@gmail.com

Comitê Local:

Dr. Paul Knevel, professor assistente de História e Coordenador do Mestrado em História Pública da Universidade de Amsterdam

Dr. Manon Parry, professor assistente de História Pública da Universidade de Amsterdam

Prof  Dr . Kees Ribbens, Pesquisador Sênior, NIOD Institute for War, Holocaust and Genocide Studies

Dr. Serge Noiret, presidente da Federação Internacional de História Pública

Comitê do programa:

Fien Danniau / Prof.Dr . Bruno de Wever , Instituut voor Publieksgeschiedenis, da Universidade de Ghent, na Bélgica

Dr. Jean -Pierre Morin, Federação Internacional de História Pública, Canadá

Dr. Manon Parry, da Universidade de Amsterdam, Holanda

Dr. Hinke Piersma, NIOD Institute for War, Holocaust and Genocide Studies, Holanda

Prof.Dr. Constance B. Schulz, University of South Carolina, EUA

Dr. Christine Gundermann / Dr. Irmgard Zündorf , Freie Universität Berlin, Alemanha

*Original CFP in free translation by Anita Lucchesi.

Debates: Metodologia da História 2.0: entre a teoria e a técnica

Hoje foi um dia de muitas discussões empolgantes e estimulantes na Universidade Federal de Sergipe no evento do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET)Seminário DEBATES do Tempo Presente: “Ensino, Tecnologias e Conflitos”.

Desde a manhã, com a inquietante fala do Prof. Francisco Carlos Teixeira (UFRJ/IUPERJ) sobre as Jornadas de Junho, até o fim do dia, com a mesa inspiradora das professoras Márcia Ramos (UDESC), Ana Ângela (UFS) e Janaína Mello (UFS) “Tecnologias, Mídia e Tempo Presente”. Grande satisfação em conhecer um pouco do trabalho do LIS da UDESC e do CINE+UFS e me questionar junto com as reflexões sobre cibercultura museal que tem sido feito aqui na UFS também, com a professora Janaína. Preciso de tempo para ir atrás das referências. Muito proveitoso o dia. Saí com a cabeça fervilhando de ideias e sobre Tempo Presente, História Oral, Patrimônio, História Pública e História Digital. Uma “gostosura”, como disse o Prof. Marcos Silva (UFS) na mediação da mesa de hoje! Fechar o dia com menções à contribuição da Rede Brasileira de História Pública e do Café História e ter este humilde blog mencionado na fala da Profa. Márcia Ramos sobre o historiador nas mídias foi muito gratificante.

Agradeço aos participantes do Simpósio Temático “História Digital” pelo debate comprometido e interessado na tarde de hoje. Anaílza Guimarães Costa, Diego Leonardo Santana Filho e Luyse Moraes Moura deram um show. Fico cada vez mais honrada de fazer parte do GET. Parabéns a todos os envolvidos nos projetos de pesquisa em andamento. Foi um prazer estar com vocês, ouvir, trocar, aprender! Amanhã tem mais.

Apresentação de Luyse Moura -  "Enciclopédia Eletrônica da Intolerância, dos Extremismos e das Ditaduras do Tempo Presente"

Apresentação de Luyse Moura – “Enciclopédia Eletrônica da Intolerância, dos Extremismos e das Ditaduras do Tempo Presente”

Compartilho a apresentação que acompanhou minha fala “Metodologia da História 2.0:entre a teoria e a técnica” no Simpósio Temático 02.

It must be continued! 😉

Debate online, ao vivo e totalmente gratuito sobre História Digital

UP DATING: 26.11.2013 às 23h10

O debate foi de altíssimo nível. Acabou de acabar! Parabéns a todos os envolvidos, participantes e debatedores. Com certeza marca um momento importante das discussões sobre História Digital no Brasil.

Segue o vídeo para quem não pode participar ao vivo:

Com muita alegria anuncio a iniciativa da rede Café História em organizar junto com a ANPUH-RJ o debate História Digital: ensino, pesquisa e divulgação.

O evento será na próxima terça-feira à noite, transmitido online pela página do Café! Espero que a esta hora muitas pessoas consigam acompanhar.

Participarão do debate: Bruno Leal, fundador do Café História e doutorando em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lise Sedrez, professora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Keila Grinberg, professora do Departamento de História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Flávio Edler, presidente da ANPUH-RJ e professor de história na Fiocruz, que fará a mediação do debate.

Perguntas poderão ser enviadas antes ou durante a transmissão por aqui.

Image