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#NCPH 2013 #thatcamp

[Aviso: este post estará sob edição durante as sessões que estou acompanhando do ThatCamp NCPH 2013]

Começou a manhã no ThatCamp aqui do NCPH Annual Meeting. Experiência diferente, escolher as sessões e montar a programação  – coletivamente –  no mesmo dia em que começa o evento.

Na sessão sobre “Digital Neighborhoods” já deu para começar a pensar sobre Public History no contexto carioca de revitalização. Como seria fazer um projeto digital sobre a memória do Rio antigo e a zona portuária que está sendo revitalizada?

Começamos pensando no caso específico do projeto The Historyapolis.

Um dos primeiros problemas levantados foi a questão dos fundos. Com que financiamento fazer projetos deste tipo? A quem interessa financiar? Penso no caso do “Meu Porto Maravilha” – sala de exibição – criado pela concessionária que está a frente da revitalização da zona portuária do Rio. Ann Martin chama atenção para o fato de que há sempre fundos para o que tem um valor. Imagino então o valor do Meu Porto Maravilha, não para o povo do Rio, mas para a concecionária Porto Novo.

Uma maneira interessante de pensar projetos digitais para histórias de bairros e cidades seria começar por onde a comunidade local já atribuiu um valor. Eu penso que no caso carioca, toda a produção de conteúdo espontânea em torno à Aldeia Maracanã renderia um bom trabalho de campo (por que não, digital?). Há uma grande quantidade de vídeos, fotos e posts dispersos pelas redes sociais. Seria muito presente para ser História?

Pensando que seria interessante fazer algo com o Historypin para projetos de “Digital Neighborhoods”, já que a inspiração do Historypin é justamente tentar envolver a comunidade com a memória de suas localidades.

[sob edição]

Preciso colocar as anotações em ordem para passar para cá, mas só posso garantir uma coisa: eu não sei nada de Digital & Public History. A tarde do primeiro dia de conferência com o THATCamp foi positivamente desestruturadora, trazendo novas coisas para pensar como o uso da realidade aumentada em projetos de digital e public history, como possobilidade de romper com o tradicional mode de exibição em museus, geralmente linear, cronológico e temático. Ontem as discussões foram no sentido de trazer emoção e possibilidades de experiências sensoriais para a apresentação do passado nas mais diferentes formas que as novas mídias permitem.

Preciso compilar as notas do segundo dia antes de postar. É muito brainstorming pra pouco tempo livre para edição. 🙂

2013 Annual Meeting of the National Council on Public History [Program]

Ottawa, aí vamos nós!

No próximo abril terei a honra de participar de um grupo de trabalho sobre História Digital e Novas Mídias no encontro anual de História Pública organizado pelo NCPH. Além das discussões neste grupo de 18 componentes debatendo sobre a relação entre as novas mídias, os métodos específicos da História Digital e a História Pública, apresentarei ainda um pôster sobre a recepção da História/Historiografia Digital no Brasil, ainda observada com olhares de soslaio por muitos colegas.

Meu GT se intitula “Teaching Digital History and New Media Working Group”. As principais questões que discutiremos concentram-se sobre os pontos abaixo:

(1) Quais são os objetivos dos professores em formar seus estudantes de História Pública em  História Digital? Como diferentes objetivos podem moldar a forma como a História Digital será abordada?

(2) O que deve ser ensinado? Existem conhecimentos específicos, habilidades tecnológicas, teoria ou perspectivas que devem ser considerados essenciais para a formação de um “historiador público” em História Digital?

(3) Que abordagens os professores têm encontrado para tornar mais efetivo o ensino de História Digital para seus alunos? Existem projetos específicos, atribuições, ou abordagens que têm sido particularmente eficazes para ajudar os alunos a ganharem competência ou experiência em métodos de História Digital?

A conferência, como um todo, promete! Vejam abaixo todo o programa. Tende a ser muito rica também a discussão entre os integrantes do Grupo de Trabalho que deve ter início antes mesmo da conferência, para que, desde já, sejam trocadas algumas ideias, formulados alguns problemas e ensaiadas algumas respostas para as perguntas acima. Achei interessantíssima a proposta de trabalho que já coloca todos os participantes do grupo em uma situação experimental das possibilidades de trabalho coletivo e colaborativo que se abre com as “facilidades internéticas”. Vamos ver como funciona.