novas mídias

Debates: Metodologia da História 2.0: entre a teoria e a técnica

Hoje foi um dia de muitas discussões empolgantes e estimulantes na Universidade Federal de Sergipe no evento do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET)Seminário DEBATES do Tempo Presente: “Ensino, Tecnologias e Conflitos”.

Desde a manhã, com a inquietante fala do Prof. Francisco Carlos Teixeira (UFRJ/IUPERJ) sobre as Jornadas de Junho, até o fim do dia, com a mesa inspiradora das professoras Márcia Ramos (UDESC), Ana Ângela (UFS) e Janaína Mello (UFS) “Tecnologias, Mídia e Tempo Presente”. Grande satisfação em conhecer um pouco do trabalho do LIS da UDESC e do CINE+UFS e me questionar junto com as reflexões sobre cibercultura museal que tem sido feito aqui na UFS também, com a professora Janaína. Preciso de tempo para ir atrás das referências. Muito proveitoso o dia. Saí com a cabeça fervilhando de ideias e sobre Tempo Presente, História Oral, Patrimônio, História Pública e História Digital. Uma “gostosura”, como disse o Prof. Marcos Silva (UFS) na mediação da mesa de hoje! Fechar o dia com menções à contribuição da Rede Brasileira de História Pública e do Café História e ter este humilde blog mencionado na fala da Profa. Márcia Ramos sobre o historiador nas mídias foi muito gratificante.

Agradeço aos participantes do Simpósio Temático “História Digital” pelo debate comprometido e interessado na tarde de hoje. Anaílza Guimarães Costa, Diego Leonardo Santana Filho e Luyse Moraes Moura deram um show. Fico cada vez mais honrada de fazer parte do GET. Parabéns a todos os envolvidos nos projetos de pesquisa em andamento. Foi um prazer estar com vocês, ouvir, trocar, aprender! Amanhã tem mais.

Apresentação de Luyse Moura -  "Enciclopédia Eletrônica da Intolerância, dos Extremismos e das Ditaduras do Tempo Presente"

Apresentação de Luyse Moura – “Enciclopédia Eletrônica da Intolerância, dos Extremismos e das Ditaduras do Tempo Presente”

Compartilho a apresentação que acompanhou minha fala “Metodologia da História 2.0:entre a teoria e a técnica” no Simpósio Temático 02.

It must be continued! 😉

Seminário Debates do Tempo Presente: Ensino, Tecnologias e Conflitos | inscrições até 08/11/2013

 Imagem

Prezad@s colegas,

ImagemO Grupo de Estudos do Tempo Presente comunica que entre 18 de outubro e 03 de novembro de 2013 08 de novembro estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos  do Seminário Debates do Tempo Presente: “Ensino, Tecnologias e Conflitos”. O evento ocorrerá nos dias 05 e 06 de dezembro na Universidade Federal de Sergipe e terá abrangência nacional, congregando pesquisadores de diferentes instituições e Programas de Pós-Graduação, a saber: Laboratório do Tempo Presente (Tempo, IUPERJ), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade do Estado de Pernambuco (UPE), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Ver lista de simpósios temáticos abaixo.

ENVIO DE RESUMOS PARA OS SIMPÓSIOS TEMÁTICOS via eventos@getempo.org

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UPDATED 04/11/2013:

As inscrições gratuitas serão efetuadas mediante envio do resumo até 03 de novembro 08 de novembro de 2013 para o e-mail eventos@getempo.org.

Novo cronograma:
Inscrições para apresentadores de trabalho: 08/11/2013
Resultado: 19/11/2013
Envio do texto completo: 25/11/2013

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Confira as instruções abaixo:

  1. ATENÇÃO: O arquivo com o resumo deve ser enviado em formato doc ou docx (Word for Windows) e identificado da seguinte maneira: Nome e sobrenome do AUTOR e do CO-AUTOR (se houver)_CÓDIGO DO SIMPÓSIO. Ex: JULIA ASSAD e EDUARDO DENNIS_ST01

O arquivo deverá conter:

  1. Título do Trabalho em caixa alta, destacado em negrito, centralizado.
  2. Nome do autor e co-autor (se houver), destacado em negrito.
  3. Informações sobre o autor e co-autor (se houver): curso, instituição de fomento, e-mail.
  4. Será aceito apenas um trabalho em co-autoria.
  5. Nome e titulação do orientador e departamento ao qual pertencem, destacado em negrito.
  6. Simpósio selecionado (a indicação de um segundo simpósio temático, em caso de não aprovação no primeiro, é opcional).
  7. O resumo virá abaixo deste cabeçalho e deve possuir de 600 a 1000 caracteres com espaçamento, contando ainda com três palavras-chave.

Os trabalhos aprovados serão divulgados em 11 de novembro de 2013 através do site do evento: http://debates.getempo.org

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS COMPLETOS:

Os trabalhos completos deverão ser enviados no intervalo entre 12 e 20 de novembro para o e-mail do evento eventos@getempo.org, obedecendo às seguintes normas:

Cabeçalho: Título do Trabalho em caixa alta, destacado em negrito, centralizado; nome do autor e co-autor (se houver), destacado em negrito; informações sobre o autor e co-autor (se houver): curso, instituição de fomento e e-mail; nome e titulação do orientador e departamento ao qual pertence, destacado em negrito. Simpósio temático selecionado.

Deve possuir de 8 a 12 páginas, fonte Times New Roman, letra tamanho 12, espaçamento 1,5, formatação justificada.

O sistema de citações será o AUTOR-DATA. As citações deverão ser indicadas no texto, informando o sobrenome do(s) autor(es) mencionados, na sequência (AUTOR, ano, página). Notas de rodapé poderão ser utilizadas em caráter explicativo.

A bibliografia completa deverá vir ao final do texto, segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os arquivos devem ser enviados em formato doc ou docx (Word for Windows).

Os trabalhos completos enviados em desacordo com as normas estabelecidas para este Seminário não serão publicados nos anais eletrônicos do evento.

Simpósios temáticos do Seminário Debates do Tempo Presente 2013

ST 01 – Simpósio Temático  “Produção e usos escolares da história do tempo presente”

Coordenador: Prof.Dr. Itamar Freitas (NPGED/UFS)

Este simpósio temático acolhe resultados de pesquisas que relacionem as expressões “tempo presente” e “usos da história”, sobretudo em sua dimensão escolar. Aqui, reiteramos a nossa preocupação com as diferentes noções de presente, as formas de organização desse presente nos currículos, nos livros didáticos e na historiografia de síntese voltada para o público adulto que fundamenta, em grande medida, a historiografia consumida pelos alunos da escolarização básica no Brasil e no exterior.

ST 02 – Simpósio Temático  História Digital: conceitos, fontes, métodos e experiências

Coordenadores: Prof.Dr. Dilton Cândido Santos Maynard (UFS/DHI)/ Profa. Anita Lucchesi (PPGHC/UFRJ)

Este simpósio pretende congregar trabalhos que se dediquem a refletir sobre o estudo e a representação do passado a partir de novas tecnologias da comunicação, assim como a produção e a preservação de fontes digitais, considerando as potencialidades dos recursos digitais para a pesquisa e para o ensino da História. Esperamos colaborar para o debate sobre os desdobramentos da emergência dos registros digitais no ofício do historiador e sobre as transformações nas experiências de leitura, acompanhamento e argumentação em torno de questões históricas.

ST 03 – Simpósio Temático  Música, Memória e Ditadura

Coordenadora: Profa.Dra. Márcia Ramos Oliveira (PPGH/UDESC)

O Simpósio Música, memória e ditadura propõe-se a agregar investigações que abordem a música como evocação da memória e dos acontecimentos relacionados aos períodos de fechamento político, especialmente ao regime militar brasileiro (1964-1985). Interessam trabalhos que tratem a canção como referência aos eventos relacionados às ditaduras militares latino-americanas. Canção como documento e testemunho dos períodos de exceção.

ST 04 – Simpósio Temático  Ditadura e Transição Política na América do Sul.

Coordenadora: Profa. Dra. Cristina Luna (UNEB/GET-UNEB)

O presente simpósio tem como objetivo incentivar a interlocução entre pesquisas que contribuem com o aprofundamento dos debates teórico, metodológico e historiográfico acerca das temáticas ligadas ao estudo das ditaduras e das transições democráticas sul-americanas, no marco geopolítico da Guerra Fria (1947-1989). Nosso intuito é não somente analisar o fenômeno na sua dimensão internacional, mas também possibilitar a compreensão de suas especificidades, através da prática de comparações entre os diferentes processos nacionais. Nesse sentido, estarão em foco questões como: a participação e o apoio da sociedade civil aos regimes autoritários, os movimentos de luta armada e oposição aos governos militares, a cultura como forma de política e protesto. Quanto ao segundo aspecto, os processos de transição democrática, serão analisados a partir de dois modelos explicativos: o da transição por colapso e o da transição pactuada, sendo que ambos guardam relação profunda com o caráter dos regimes liberal-democráticos estabelecidos em seguida nos respectivos países.

ST 05 – Simpósio Temático  História e Literatura

Coordenadora: Profa. Dra Marizete Lucini (NPGED/UFS)

O simpósio temático História e Literatura propõe-se a acolher trabalhos que discutam aspectos da narrativa histórica e da narrativa de ficção como gêneros que comunicam experiências temporais. Nesse sentido, reflexões sobre romance, cordel, poesia, biografia e contos são aqui compreendidos para além de sua característica documental. Mais que documento, a literatura possibilita ao leitor vivenciar diferentes tempos e personagens históricos em que o comunicado é a experiência humana no tempo. Experiências que podem ser reinterpretadas, permitindo aos leitores estabelecerem relações de pertencimento e de identificação com os textos acessados, bem como permitem aos sujeitos do presente, habitar o passado e transformá-lo em memória. Memória que também o constitui como sujeito histórico no presente.

ST 06 – Simpósio Temático  Guerras, conflitos, revoltas e revoluções no Tempo Presente

Coordenador: Prof.Dr. Karl Schurster V. de Sousa Leão (UPE)

 Este simpósio tem como objetivo um estudo sistemático dos principais processos políticos e sociais, intitulados pela ciência política clássica como guerras, conflitos, revoltas e revolução. Nesse sentido, nosso objetivo está centrado em análises que busquem tratar estas temáticas mediante a teoria da história do tempo presente. O século XX inaugurou a prática de guerras totais, onde os esforços das sociedades se voltariam integralmente para a realização da guerra. Revoltas e revoluções praticamente se imbricaram no século XX e voltam à tona nas suas mais variadas formas no século XXI. Outro ponto de destaque são os conflitos internacionais em sua forma de guerra irregular de quarta geração, atualmente conhecida como guerra ao terror. Através destas discussões e problemáticas, esperamos pesquisas que problematizem e contextualizem tais conceitos através de suas aplicações, não em fatos, mas em processos históricos.

ST 07 – Simpósio Temático  Conflitos Cibernéticos no Tempo Presente

Profa.Dra.Tereza Cristina Nascimento França (NURI/UFS)

Prof. Ms. Gills Lopes Macedo de Souza (UFPE/Pró-Estratégia )

O início do século XXI testemunha a difusão em massa da informação através do ciberespaço e, em especial, da Internet. Assim como no mundo real, o virtual também enseja os mais diversos tipos de conflitos. Os inúmeros vazamentos de informações ultrassecretas, por parte do Wikileaks, foram levados em consideração até mesmo pelos principais tomadores de decisão dos Estados Unidos da América. No âmbito das Sociedades em Redes, as infowars/netwars são travadas por integrantes da mídia, do governo e de lobbies. Em meio à crise de representação política que assola várias sociedades do mundo, hacktivistas – como o Anonymous – insistem em lembrar os “governos corruptos de todo o mundo” de que eles não são donos da Internet. Numa corrida frenética, os mais diversos Estados acirram a chamada Guerra Fria Cibernética: buscam prover suas forças armadas não apenas de armas e bombas, mas também de bits e bytes, a fim de se preparem para a guerra cibernética (cyberwar). No tabuleiro da inteligência internacional, nem mesmo o pacífico Brasil ficou de fora da espionagem. Em meio a essa efervescência cibernética, este Simpósio Temático se apresenta, com o intuito de discutir os conflitos cibernéticos (hacktivismo, guerra cibernética e infowar) que, amiúde, têm colocado a Internet no centro dos principais fóruns de debate do tempo presente.

 ST 08 – Simpósio Temático  Patrimônio Cultural e redes de sociabilidades: da etnografia sociológica ao registro digital.

Coordenadores: Profa. Dra. Janaína Cardoso de Mello (NMS/UFS) e Prof. Dr. Clóvis Carvalho Britto (NMS/UFS)

Os bens culturais assim são classificados à partir do momento em que agregam o valor de patrimônio atribuído pela sociedade (via instituições ou por meio da comunidade civil). Entre tensões e possibilidades de ensino e aprendizagem, o patrimônio cultural material e imaterial têm sido alvo de estudos etnográficos incitando o pesquisador das áreas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas à ir para o campo, imiscuindo-se entre grupos de manifestações populares, analisando estruturas arquitetônicas de igrejasm casarios ou ruínas através de medições e fotografias, entrevistando representantes de religiões afro-brasileiras, registrando festejos cristãos ou a diversidade cultural indígena. O resultado dessas pesquisas mormente resultam em publicações de livros ou artigos, todavia, no tempo presente a utilização tecnológica para elaboração de bancos de dados eletrônicos e sites interativos têm possibilitado o acondicionamento das informações e a expansão de redes de sociaibilidades para reflexão, difusão e salvaguarda do patrimônio cultural. Partindo dessas premissas, esse Simpósio Temático busca agregar trabalhos de pesquisa, docência, extensão ou tecnologia que se afinem à essa proposta para um grande debate de ideias.

ST 09 – Simpósio Temático: História e Política Externa Brasileira

Coordenador: Prof.Dr. Antonio M. Elíbio Júnior. (Departamento de História-UEPB)

No contexto contemporâneo a gestão da Política Externa Brasileira vem imprimindo novas dinâmicas às relações internacionais e mesmo redimensionando o papel do Brasil na conjuntura global.  Embora o Itamaraty mantenha uma tradição diplomática baseada em princípios como o da “solução pacífica das controvérsias” e o “respeito inviolável a autodeterminação dos povos”, o Brasil tem envidado uma política externa objetivando um maior protagonismo nos foros internacionais e regionais. Os contornos do mundo “globalizado”, portanto, são definidos a partir de uma complexa rede constituída no bojo de movimentos dialéticos, de aproximação e distanciamento, de coalizões e conflitos, de interação e alinhamentos, onde novos atores e novos espaços reconfiguram as bases do poder internacional. Desde o final da Guerra Fria, o sistema internacional foi movido pela intensificação de novos conflitos que se deslocaram do eixo Leste-Oeste para novas geometrias como Norte-Sul, ricos-pobres, desenvolvidos-emergentes. Tais fenômenos lançam a relevância dos estudos acadêmicos interdisciplinares, objetivando investigar as estratégias de inserção/gestão do Brasil no campo das relações internacionais e sua trajetória no âmbito da história da Política Externa Brasileira.

Maiores informações pelo email eventos@getempo.org.

Da escassez à abundância

Pode interessar a muitos leitores deste blog o texto que pego emprestado do Historia Digital (aliás,  este blog está entrando neste momento para o meu blogroll, sensacional, vale a leitura!).

Boa leitura, espero que lhes seja útil.

*por Jairo Antonio Melo FlórezHistoriador de la Universidad Industrial de Santander, Experto en eLearning 2.0 y estudiante de la Maestría en Historia de la UIS. Miembro del grupo de investigación Políticas, Sociabilidades y Representaciones Histórico Educativas.


De la escasez a la abundancia

Al igual que la historia evenemencial se centró en los acontecimientos notables de la historia para realizar sus estudios, la historia local se ha encerrado tanto en los archivos regionales y locales que se ha aislado del mismo contexto nacional. De cierta manera, se han creado dos bandos donde el primero se centra en las fuentes y parte de la información disponible para hacer sus relatos, muchas veces descriptivos por las mismas limitaciones analíticas que un estudio limitado de fuentes permite; en tanto un segundo grupo supera las angustias de la mera descripción con forzar la información disponible a caber dentro de modelos explicativos exitosos a nivel mundial, lo cual conduce ya no a la insuficiencia analítica sino a la elucubración y tergiversación de la fuente para ser acomodada al modelo.

Es imposible abordar la Historia digital sin pensar en la Historia Global, y pensar en la Historia Global para aquellos que estamos “entrenados” desde nuestra formación al abordaje detallado de una pequeña parte del mundo es algo bastante complejo. El ejercicio sin embargo es sumamente satisfactorio, ya que de hecho mentalmente conecta al historiador con la abrumadora red de relaciones que implica un asunto denominado la Web 2.0, la multiplicidad de lenguajes en el cual está representada esta historia, así como la vertiginosidad del cambio, la debilidad de la permanencia y la digitalización de la realidad material a la cual nos enfrentamos dentro de la globalización y la Internet.

Hugo Fazio Vengoa ha señalado que la Historia Global desplaza el laboratorio del historiador del archivo a la biblioteca[1], así mismo, la Historia digital desplaza el archivo del historiador de la biblioteca a la Web, lo cual hace que el laboratorio del historiador sea aún más vasto. La Historia digital es de hecho una Historia Global por depender necesariamente de un contexto globalizado, difícilmente se pueden hallar fronteras en una figuración donde incluso existe un idioma dominante, el inglés, y un formato único, la pantalla del ordenador, ya sea este de escritorio, portátil o móvil. Sin embargo, es de hecho una acumulación de historias locales que se enfrentan a lo global, al contrario de lo esperado, son las historias subalternas, las memorias ocultas y ocultadas, las que se han visto emerger en el marco de la Historia digital, antes que el dominio de un discurso proveniente de los Estados o de las compañías supranacionales[2].

El reto en este caso, es que se pasa de un contexto de escasez: el archivo regional, la biblioteca municipal, el archivo departamental… a un contexto de abundancia, donde ya el problema no es limitarse a un problema de investigación y a un abordaje descriptivo de la historia por las fuentes disponibles, sino el ahogarse en un mar de datos utilizando fuentes globales, multilingüísticas, multiculturales, donde la búsqueda de la información podría ser tan compleja que obligue al investigador a reducir sus aspiraciones y retornar a la escasez por falta de tiempo para investigar.

La heurística de fuentes en este caso se vuelve ya mucho más compleja, lo cual dependiendo del tipo de problema de investigación al cual se esté enfrentando puede implicar incluso recurrir a la minería de datos o a otro tipo de estrategias técnicas para hallar información relevante en la Web. En diciembre de 1995, William J. Turkle definió a la Web como “un archivo que está en constante cambio y tiene una eficacia infinita”[3], denominó a su proyectoDigital History Hacks, según él, inspirado por la concepción de Tim O’Reilly de Hackingquien habría utilizado el término de una manera positiva para denominar a aquellos “innovadores que exploran y experimentan, descubren atajos, crean herramientas útiles, y llegan a cosas divertidas por sí mismos.”[4] Según Turkle, los historiadores han encontrado y contribuido al diseño de algunas herramientas bastante eficientes para la recopilar la historia presente en la web, como es el ejemplo de Omeka, un Sistema de Manejo de Contenidos para el desarrollo de repositorios o bancos de memoria digital desarrollado por el Centro para la Historia y los Nuevos Medios (CHNM); pero no han desarrollado un sistema para hacer búsquedas históricas, ya no solamente en los repositorios y bancos de memoria digital, sino en el archivo infinito que representa la Web.

El señalamiento de Turkle es bastante coherente, más aún teniendo en cuenta que el debate por la conservación ha dejado de lado el debate por la búsqueda metodológica de fuentes, parte fundamental del oficio del historiador. Turkle, quien ha sido uno de los pocos historiadores que se ha enfocado en el problema de la búsqueda razonada de fuentes históricas en la web, ha encontrado en el método de la minería de datos una posibilidad de enfrentar el caos y permanente cambio de la información de la web, no sólo la acumulada en los repositorios digitales, sino además aquella que se produce y archiva autónomamente por la obra de servicios sociales o en alojamientos virtuales alquilados por usuarios particulares. La minería de datos no es un método que provenga de la historia, ni siquiera de las ciencias sociales, es un conjunto de técnicas que tienen como base la inteligencia artificial y el análisis estadístico, utilizada sobre todo por los estudios de mercado para las empresas[5]. Comprende dos extensiones importantes, la minería web y la minería de textos, con respecto a la primera extensión, esta tiene un dominio de extracción de conocimiento que interesaría a los historiadores, como sería la minería de contenido web, el cual es un proceso de extracción de conocimiento del contenido de documentos o sus descripciones[6]. La minería de textos se considera como una forma de la minería de datos que “permite la extracción de conocimiento de grandes repositorios de información, estructurada o no, en formato texto. El objetivo es… descubrir patrones de comportamiento no visibles y nuevo conocimiento dentro de una colección documental.”[7]

Antes que entrar a profundizar sobre esta técnica, lo que se quiere resaltar es la tendencia de los historiadores a acercarse cada vez más a la tecnología, a la informática específicamente y a la estadística, tal y como lo hicieron en tiempos pasados con la economía, la demografía y otras ciencias auxiliares en la clíometría. William Turkle es visto como “uno de los académicos más osados en este mundo de la historia digital[8]”, debido tal vez a que es uno de los que se acerca en mayor medida a la programación informática, tanto así que escribió junto con Adam Crymble y Alan MacEachern, un hipertexto llamado The programing historian, algo así como “El historiador programador”. En este hipertexto de acceso abierto, Turkle, Crymble y MacEachern, animan a los historiadores a iniciar la adquisición de competencias para programar en lenguaje Python, aunque se parte del presupuesto de que el historiador que se acerca al hipertexto no tiene conocimientos previos respecto a la programación y tiene solamente un manejo funcional de los ordenadores y la Internet. La idea del libro es que el historiador aprenda a programar y a manejar herramientas de acceso libre y código abierto como Zotero, Firefox y Smile, mientras realiza su trabajo de investigación, pero que además, contribuya al hipertexto para mejorarlo, de una manera muy similar a como se construye el software libre[9].

Es difícil ver a un Darnton o a un Chartier tratando de programar en Python mientras realizan sus estudios de historia de la cultura, pero sería difícil abordar un trabajo sobre la historia de la cultura digital sin utilizar por lo menos algunas herramientas propias de la web y de la informática. Hace poco menos de dos décadas, los historiadores pasaron de manera lenta y renuente a utilizar procesadores de texto y tablas de datos para su oficio, poco a poco, el ordenador y el software se ha convertido en una herramienta fundamental en el procesamiento de la información histórica, así mismo, se ha desarrollado software que sirve de manera muy específica para el trabajo del humanista en general, como Atlass-Ti o Nvivo, pero tal vez en muy pocas ocasiones, los historiadores están tan pendientes de generar desarrollos tecnológicos donde ellos mismos formen parte del diseño e implementación de proyectos de base tecnológica, como es el caso del software y los sistemas de manejo de contenidos en la web. En definitiva, es clara una cosa, en el archivo infinito donde estamos inmersos con un solo clic difícilmente podremos investigar armados solamente de un lápiz y un papel.

Continuamente se concretan nuevos proyectos de digitalización y publicación de fuentes, en febrero de este año la Biblioteca Nacional de Colombia “incursionó en la era digital”, y aunque es mejor tarde que nunca, esto permitirá poner en común la documentación como periódicos, mapas, planos y libros históricos, con lo cual “en adelante su acervo bibliográfico y documental podrá estar a disposición no sólo de los colombianos, sino de toda persona que pueda acceder a internet en cualquier lugar del mundo.”[10] El periódico El Tiempo se vinculó al proyecto de Google News Archive, donde están disponibles de manera digital los periódicos desde el número 4 (2 de febrero de 1911) hasta marzo de 2007, aun cuando los últimos años tienen deficiencias en su digitalización, y pueden ser consultados, simulando un lector de microfilms, directamente en un espacio de la versión en línea del periódico[11].

Muchos recordamos hace diez años cuando la biblioteca Luis Ángel Arango puso a disposición su biblioteca virtual, al mejor estilo de la biblioteca virtual Cervantes, en ese momento eran las mejores posibilidades para acceder a recursos bibliográficos en línea, hoy en día el proceso es algo más complejo. Por ejemplo, si se estuviese realizando una investigación relacionada con el Canal de Panamá entre 1889 y 1914, desde el fracaso de la compañía de Lesseps hasta el primer viaje a través del Canal, sería interesante tener a disposición algunos artículos de prensa mundiales relacionados con el asunto, y para ello se deberá afinar la búsqueda mediante las herramientas avanzadas que permiten discriminar fechas, idioma, fuente e incluso precio; para luego navegar por la línea de tiempo y escoger de que mes y año se desean consultar las noticias. Siguiendo con el ejemplo, es posible acceder a noticias relacionadas con el fracaso de la compañía de Lesseps del New York Times[12], o del diario australiano The Age[13], a la revuelta de “negros” por la reducción de los salarios de enero de 1889 señalados en un cable del Evening Post de Nueva Zelanda[14] y comparar esta noticia con otra producida por el New York Times[15], y así sucesivamente es posible realizar una investigación exhaustiva tan sólo con cables internacionales.

Sin embargo, no se puede caer en el entusiasmo tecnológico, varios inconvenientes se deben tener presentes, siendo el primordial la cuestión del idioma. Según el Internet World Stats, el idioma predominante en la Web es el inglés, seguido de cerca por el Chino y de lejos por los demás idiomas encabezados por el castellano[16]. Así, cuando se cambia de idioma en la búsqueda los resultados comienzan a ser nulos o poco relevantes, en francés, por ejemplo, la búsqueda por noticias relacionadas con el Canal de Panamá se remontan tan sólo a 1910, dos de los cuales provienen del periódico L’abeille de la Nouvelle-Orleans, una publicación en francés publicada en la ciudad de Nueva Orleans de 1827 hasta 1923, otra noticia de Le Canada, y una última de 1914 La Justice de Biddeford, estos dos últimos, periódicos canadienses. Una situación similar se presenta con el castellano, donde dominan las noticias provenientes del periódico El Tiempo, con excepción de una nota editorial del “Correo Español”, periódico de la colonia española en México, y otra del “Diario del Hogar”, también de México, los cuales son opiniones antiyankees que incluyen al Canal dentro de sus argumentos.

Viendo lo anterior, es claro que aún las fuentes digitalizadas en estos servicios está limitada en buena medida al idioma inglés, pero así mismo, se relaciona fuertemente con el “anglocentrismo”, ya que la mayoría de los periódicos son de origen norteamericano y de la Commonwealth, al explorar por otras fuentes en contextos diferentes los recursos se vuelven más limitados.

El historiador entonces debe explorar más allá de Google, que a veces pareciera la única herramienta disponible en la Web, y revisar proyectos específicos como el Internet Archive, que al disponer de colecciones provenientes de bibliotecas norteamericanas, remite a una buena cantidad de libros mundiales en varios idiomas, así como el Proyecto del Millón de Libros (que por el momento va por cien mil títulos), entre otras colecciones que en total suman más de dos millones de libros. Si se tiene en cuenta que la biblioteca del Congreso de Estados Unidos alberga más de 32 millones de libros catalogados es claro que la digitalización de libros está lejos de equiparar a las bibliotecas tradicionales.

En el año 2003, Roy Rosenzweig decía que “los historiadores deben estar pensando al mismo tiempo sobre cómo investigar, escribir y enseñar en un mundo de insólita abundancia histórica y la forma de evitar un futuro de escasez de registro.”[17] Aún a pesar de las dificultades presentadas anteriormente, cada vez la historia de la segunda mitad del siglo XX en adelante especialmente se complementa con un mayor número de fuentes de todo tipo, no sólo los tradicionales periódicos y libros, así mismo, documentación fílmica, no sólo a través de los archivos fílmicos como el Moving Image Archive, sino a través de medios como Youtube, donde cada vez se encuentran más aportes tanto de instituciones como de colaboradores espontáneos; The Commons es un proyecto de la Biblioteca del Congreso de Estados Unidos y Flickr donde se encuentran disponibles un número permanentemente creciente de fotografías históricas de todo el mundo alimentadas por instituciones y usuarios.


[1] Hugo Fazio Vengoa, “La historia global y su conveniencia para el estudio del pasado y del presente”, Historia Crítica Edición Especial, (2009): 313.

[2] Hugo Fazio Vengoa, “La historia global”, 318.

[3] William Turkle, “Digital History Hacks” entrada en el blog Digital History Hacks (2005 – 08) Methodology for the Infinite Archive, (18 de diciembre de 2005), http://digitalhistoryhacks.blogspot.com/2005/12/digital-history-hacks.html, (fecha de consulta 25 de octubre de 2010)

[4] O’Reilly Media, “Hacks, a clever solution to an interesting problem”, http://oreilly.com/hacks/, (fecha de consulta 25 de octubre de 2010)

[5] Luis Paulo Vieira Braga, Luis Iván Ortiz Valencia y Santiago Segundo Ramírez Carvajal,Introducción a la minería de datos (Rio de Janeiro: E-papers, 2009): 11 – 12.

[6] Anthony Scime (ed) Web mining: applications and techniques (Londres: Idea, 2005): vi.

[7] Fermín Ezquer Matallana y José Manuel Castellano Delgado, B2S “Big to Small” (Oleiros: Netbiblo, 2010): 22

[8] Anaclet Pons, “Los retos de la historia digital” entrada de blog Clionauta: blog de historia. Noticias sobre la disciplina (Anaclet Pons), (3 de diciembre de 2008), http://clionauta.wordpress.com/2008/12/03/los-retos-de-la-historia-digital/, (fecha de consulta 25 de octubre de 2010)

[9] William Turkle, Adam Crymble y Alan MacEachern, The programing historian (NiCHE: Network in Canadian History & Environment, 2a edición, 2009), http://niche-canada.org/programming-historian/1ed/about, (fecha de consulta 25 de octubre de 2010)

[10] “Con sofisticados equipos, únicos en América del Sur, la Biblioteca Nacional de Colombia incursiona en la era digital” http://www.bibliotecanacional.gov.co/index.php?idcategoria=39859

[12] “The Panama Canal” The New York Times, 8 de enero de 1889, disponible online en http://cort.as/0d3c

[13] “The Panama Canal. An English Criticism” The Age, Melbourne, 7 de enero de 1889, p. 5, disponible online en http://cort.as/0d3e

[14] “The Panama Canal. A completion estimate.” Evening Post, Wellington, Volumen XXXVII, Número 23, 28 de enero 1889, p. 2, disponible en http://cort.as/0d3j

[15] “The Panama Canal Strike. But three men hurt during the temporary suspension of work.” The New York Times, 26 de enero de 1889, disponible en http://cort.as/0d3n

[16] Internet World Stats, “Internet World Users by Language”, Junio 30 de 2010, disponible en http://www.internetworldstats.com/stats7.htm

[17] Roy Rosenzweig, Clio wired: the future of past in the digital age. (New York: Columbia University Press, 2011) 6

Cibercultura e História (?)

Dica da Adriana Amaral, vale a pena conferir:

Cibercultura e História (?), post original no blog Carpintaria das Coisas

Este texto tem uma dupla finalidade. Por um lado, trata-se de ajudar o autor a alinhavar algumas idéias caso sua proposta de apresentação seja aceita no GT “comunicação e Cibercultura” do próximo encontro da Compós.  Por outro, pretende-se oferecer aos três leitores do blog a oportunidade de uma espiada indiscreta nos complexos e abstrusos abismos da interioridade mental deste que aqui escreve.  Serve, assim, como uma espécie de cautionary tale: “viram como ele raciocina?  Agora façam exatamente o contrário, para seu próprio bem!”  Na academia, no fim das contas, a única coisa que vale a pena é a honestidade intelectual.  Se não podemos dizer o que pensamos e do jeito que queremos não vela a pena seguir em frente. Então vamos lá:

Se para Baudrillard, o “crime perfeito” é a subtração do real pelo seu duplo midiático (sem que ninguém se dê conta ou se preocupe com isso), devemos à cibercultura a segunda ofensa mais bem perpetrada: o seqüestro da história nos discursos da novidade radical que povoam os trabalhos de divulgação sobre as “novas” tecnologias.  Sim, essa nobre e idosa senhora foi abduzida sem que sequer tivéssemos o direito de pagar seu resgate.  Em certo sentido, paradoxalmente, poderíamos dizer que tal subtração do histórico faz parte da dinâmica interna da própria história da mídia.  Em outras palavras, desde pelo menos o alvorecer da modernidade, é característico do processo da inovação e transformação tecnológica uma política de terra arrasada em relação ao passado.  A permanência (e “renovação”) do novo implica certo mecanismo de permanente amnésia intencional.  Mas teríamos de falar ainda em um segundo nível desse seqüestro, agora na esfera dos discursos.  Se os meios estão sempre “remediando” as mídias anteriores, como querem Bolter e Grusin, estão também assimilando-as segundo uma lógica que freqüentemente nos impede inclusive de enxergar o antigo no novo.  E as apreensões teóricas e populares a respeito dessa vida dos meios não fazem mais que duplicar – e amplificar – tal procedimento.  É um pouco como os Borg costumam fazer com as outras formas de vida no seriado Star Trek: Next Generation: “we will add the biological and technological distinctiveness of your species to our own” (não é curioso que essa retomada da franquia tenha as palavras “próxima geração” acrescentadas ao título?  Adriana, valeu pela lembrança dessa maravilhosa frase dos Borg!).  E isso a tal ponto que já não se possa identificar o que existe de “alienígena” no coletivo Borg. Sem dúvida que essa abdução da história é muito mais dramática no campo da literatura de divulgação.  Vejamos alguns exemplos dessa retórica em títulos de obras recentes:

“YouTube e a Revolução Digital: como o maior Fenômeno da Cultura Participativa está transformando a Mídia e a Sociedade”; “Socialnomics: como as Mídias Sociais transformam nossas Vidas e a Forma como fazemos Negócios”; “Wikinomics: como a Colaboração de Massa muda Tudo”.

Certo, trata-se de casos extremos, mas eles são sintomáticos.  Não se fala deste ou daquele domínio específicos que as novas mídias irão revolucionar.  Fala-se do universo inteiro.  A colaboração de massa “muda tudo”!  O passado já não existe quando não sobre nenhum resto para observarmos.  Como diria (como disse) Benjamin, um impiedoso vento sopra intermitentemente empurrando o Anjo da história em direção a um futuro inexorável, a um progresso implacável.  Não é possível voltar atrás, não é possível virar o rosto para as ruínas abandonadas às nossas costas.

Mas o que especificamente fascina nessa retórica? A combinação de um discurso prescritivo e “didático” com o radical esquecimento da história.  O leitor desses manuais deve ser levado a crer piamente que o YouTube irá virar o universo de ponta-cabeça sem jamais correr o risco de desaparecer numa nuvem de fumaça, como sucedeu com o Second Life, por exemplo.  Ah, triste destino do pesquisador da cibercultura que escolha com tanta paixão seu objeto, apenas para assistir à sua desintegração radical alguns poucos anos depois!  O que mais me exaspera nesses títulos é a repetição do “como”, que poderíamos traduzir, não sem uma ponta de ironia, claro, do seguinte modo: “pobre leitor inconsciente das vastíssimas conseqüências da revolução digital: permita que nós, sábios compiladores de manuais e marketeiros de plantão, iluminemos sua ignorância com nossos profundos insights”.  Nesse sentido, a repetição do “como” nos permitiria elaborar ainda outro tratado para a cultura digital: “como escrever títulos bombásticos para livros sobre as novas mídias”.

Espero que o leitor perdoe a acidez talvez algo exagerada das linhas acima.  Como apaixonado pelo maravilhoso mundo novo das tecnologias e das mídias, não desejo ser confundido com um apocalíptico ou moralista nos moldes de Andrew Keen (sobre meu emocionante embate com Andrew Keen no Twitter semana passada estarei escrevendo aqui em breve!).  O que proponho, no fim das contas, é simplesmente devolver à cibercultura aquilo que lhe foi roubado tanto no campo das apreensões populares quanto dos juízos críticos: a densidade histórica e temporal.  A bem da verdade, é preciso reconhecer que nos últimos anos têm se multiplicado exponencialmente as obras que exploram com competência a história da mídia e recuperam arqueologicamente os cenários tecno-culturais do passado.  E é precisamente a respeito desse interesse recente pela dimensão história das dinâmicas tecnológicas que pretendo falar na Compós.  Para ser mais específico, o objetivo, bem modesto, é apresentar um panorama do pensamento de matriz alemã, cujo traço mais singular é provavelmente essa sensibilidade ao tema da história e aos procedimentos arqueológicos.  Em alguns desses autores, inclusive, já nem se trata exatamente de uma “arqueologia”, mas sim de sugerir uma “(an)arqueologia” da mídia, buscando o novo no antigo em vez de procurar o antigo no novo (Zielinski).  Essa proposta interessantíssima consiste, no fundo, em encontrar momentos passados que possam ser colocados num estado de tensão criativa com o presente.  Em última instância, acredito que essa atenção ao histórico nos permitirá adquirir um distanciamento importante em relação ao presente, deixando para trás o que talvez seja, ainda, a infância da cibercultura.  E que criança chorona ela é…