Rio de Janeiro

@Rio450: imagem + crowdsourcing + memória

Desde dezembro de 2013 integro a equipe do projeto @Rio450 (em comemoração à efeméride do 450° aniversário da cidade). O “foto-documentário” coletivo via Instagram acaba de completar 50% do seu percurso e aproveito a deixa para convidar quem ainda não conhece a galeria #Rio450anos a se “perder” um pouco pelas 226 fotos que já estão online. Publicamos fotos diariamente, sempre buscando trazer uma narrativa que (re)lembre fatos e curiosidades desses quase 450 anos desde que Estácio de Sá fundou a cidade.

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Também acabamos de lançar uma enquete! Conhecedores, por favor, deixem seus pitacos! 😉

20140726-215404-78844525.jpg“Em história, tudo começa com o gesto de selecionar, de reunir, de, dessa forma, transformar em ‘documentos’ determinados objetos distribuídos de outra forma. Essa nova repartição cultural é o primeiro trabalho. Na realidade, ele consiste em produzir tais documentos, pelo fato de recopiar, transcrever ou fotografar objetos, mudando, ao mesmo tempo, seu lugar e seu estatuto.”

Assim o historiador Michel de Certeau define uma das tarefas mais importantes da operação histórica: a seleção. Quando fui convidada para integrar a equipe do @Rio450 pensei muito nisso. Embora aqui não realizemos uma obra historiográfica a rigor, fazemos seleção o tempo todo enquanto construimos esse mosaico de memórias da cidade. São imagens de hoje feitas por vocês e escolhidas por nós que servem de gancho para essa co-memoração.

A nossa “repartição cultural” é feita colaborativamente, desde o gesto de escolher o que fotografar, elegendo em equipe as temáticas das missões fotográficas, até à escolha das 07 fotos que devem ilustrar um tema, a curadoria. Ao mesmo tempo, o projeto é recheado de visões e escolhas particulares, onde cada autor e cada integrante da equipe imprime a sua marca no todo. Para que tudo isso faça sentido, como já me disse @ticianaporto lá trás, no final do primeiro período do projeto (1565-1600), os curadores têm que ter sempre em mente “a importância de manter tesa a linha imaginária que une as missões”, pensando todas as fotos como uma “grande exposição”. Missão difícil, mas não impossível.

Ontem publicamos a foto 225/450 e completamos metade do nosso percurso. O marco inspira reflexões sobre como articular as diferentes intenções e expectativas. É hora de acionar o termômetro e tentar vislumbrar, juntos, os rumos do projeto nos próximos meses. Ainda que já exista um caminho traçado, como já dissemos, esse é um trabalho de muitas cabeças.

O @Rio450 quer ouvir você! Responda a nossa enquete. Suas respostas vão nos ajudar a colocar as próximas 225 peças dessa galeria. Ainda temos muito o que fotografar e contar até 01º de março de 2015. Participe: http://bit.ly/rio450_enquete1

Saudações!
@anitalucchesi

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Nota da Anpuh-Rio e de demais departamentos universitários do curso de História contra as arbitrariedades do governo Paes

NOTA SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 442/2013, QUE “DISPÕE SOBRE O PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E REMUNERAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”
Excelentíssimos Senhores Vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro,
Dirigimo-nos a Vossas Excelências para manifestar nossa preocupação com a possibilidade da aprovação, pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, do Projeto de Lei n.º 442/2013, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos funcionários da Secretaria Municipal de Educação e dá outras providências”.
Referimo-nos, especialmente, aos dispositivos do Projeto de Lei que definem a criação, no Quadro de Pessoal do Magistério, do novo cargo de “Professor do Ensino Fundamental – PEF” para o exercício de atividades docentes em turmas do primeiro ao nono ano (artigo 4º, inciso II e respectivos parágrafos); e à previsão de mudança de denominação e migração, para o novo Quadro de Pessoal do Magistério, de servidores que atualmente detêm o cargo de “Professor I” (artigo 18º, inciso II e respectivos parágrafos e artigo 27º), cuja extinção, portanto, passa a ser prevista na medida em que ocorra a aprovação e a progressiva implementação do novo “Plano de Cargos, Carreiras e Salários”.
O cargo de Professor I é aquele integrado por profissionais com habilitação em nível superior, em curso de Licenciatura Plena, exercendo suas atividades nas escolas da Rede Municipal especificamente na disciplina habilitada do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos. Trata-se, dessa forma, de profissionais cuja alta qualificação foi auferida em cursos de graduação como aqueles que representamos, os quais se estruturam a partir de um abrangente conjunto de disciplinas teóricas e práticas, entre outras atividades, voltadas à formação de professores para o ensino de disciplinas escolares específicas.
A cidade do Rio de Janeiro, vale observar, é sede de cursos de graduação com habilitação em Licenciatura Plena nas diversas áreas do conhecimento, oferecidos nas principais Universidades, cujo prestígio é reconhecido nacionalmente, tendo sua qualidade atestada nas avaliações regulares promovidas pelo Ministério da Educação. São cursos que refletem uma avançada especialização nas diversas áreas, como Ensino de História, Ensino de Ciências e Educação Matemática, apenas para citar alguns exemplos. A formação disciplinar de professores faz parte das exigências da estrutura e do funcionamento do sistema nacional de ensino.
Em nosso entendimento, ao definir de forma generalista as atribuições do novo cargo de Professor do Ensino Fundamental – PEF, e ao prever o progressivo desaparecimento dos atuais Professores I (de disciplinas específicas), o Projeto de Lei n.º 442/2013 deixa de valorizar a formação oferecida nos cursos de Licenciatura Plena, nos quais ganham relevo resultados de estudos e pesquisas de longa maturação, que levam em conta as especificidades disciplinares de como ensinar.
Vale observar, por fim, que, ao não considerar a formação de pós-graduação nas diferentes áreas de conhecimento nas quais os professores fizeram seus estudos para fins de progressão e enquadramento no novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (artigo n.º 12, inciso IV; artigo n.º 16, inciso II; e artigo n.º 17, incisos I, II e III), o Projeto de Lei n.º 442/2013 contrapõe-se às diversas iniciativas dos cursos de pós-graduação stricto sensu, nos níveis de mestrado e doutorado, nas diversas áreas, relativas à criação de linhas de pesquisas nas áreas de ensino de disciplinas.
Pela mesma razão, o Projeto de Lei n.º 442/2013 situa-se na contramão de importantes políticas conduzidas pelo Ministério da Educação, por meio do fomento aos cursos de mestrado profissional nas áreas de ensino de disciplinas, cujo público alvo são precisamente os professores das redes da Educação Básica de nível municipal e estadual.
O novo “Plano de Cargos, Carreiras e Salários”, se for aprovado sem modificações, terá impactos fortíssimos na desestruturação da formação de professores. Na área de História, temos lembranças do impacto negativo da implantação de Estudos Sociais na década de 1970. A defesa da interdisciplinaridade não significa a diluição das disciplinas. O conhecimento escolar envolve a articulação de conhecimentos históricos, pedagógicos e saberes experienciais. Sua produção exige formação com domínio teórico tanto na história como na pedagogia para que se transforme em conhecimento consistente e com potencial crítico e transformador. O professor de história opera com a língua portuguesa e mobiliza conhecimentos geográficos mas precisa de domínio da especificidade de sua disciplina para que ensine História com qualidade.
Solicitamos a retirada do projeto da pauta de votação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a fim de que sejam revistos os pontos que interferem diretamente na formação inicial dos profissionais que atuam na Educação Básica, desconsiderando a especificidade das Licenciaturas e na formação continuada desses profissionais, ao não reconhecer os estudos de pós-graduação stricto sensu nas áreas específicas de conhecimento, ambas medidas que estão na contramão das leis que ordenam o sistema nacional de ensino. Que o “Plano de Cargos, Carreiras e Salários” seja discutido em audiências públicas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e que sejam ouvidas as associações que representam as áreas específicas de conhecimento presentes na escola e as instituições responsáveis pela formação dos professores no estado e na cidade do Rio de Janeiro.
Defendemos o diálogo e repudiamos a forma como os professores foram tratados no processo de desocupação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2013.
Associação Nacional de História – Núcleo Rio de Janeiro
Departamento de História da UFF
Programa de Pós-graduação em História da UFF
Instituto de História da UFRJ
Faculdade de Educação da UFRJ
Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ
ProfHistória – Mestrado Profissional em Ensino de História da UFRJ
Departamento de História da UNIRIO
Programa de Pós-graduação em História da UNIRIO
Departamento de História da PUC-Rio
Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio
Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFRRJ
Departamento de Ciências Humanas da UERJ
Programa de Pós-graduação em História Social da UERJ

Rio de Janeiro: S.O.S Educação

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Photo by Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas – 01/10/2013

Public historians around the world should take an eye in what is happening in the Center of the city of Rio de Janeiro these last days. Teachers are being massacred by the military police and the town hall, which should be a place of democracy, has just been surrounded by heavy grids and gates by the authorities themselves (01/10/2013). The dictatorship of Sergio Cabral and Eduardo Paes needs to be shown to the world. It’s not a wonderful city as it seems to be in the ads for the World Cup. Our official channels are not showing the reality. Alternative media is trying to record the facts and disseminate them to the fullest. Please watch this. It is unbelievable that we are in 2013. I never felt so weak and indignant before the policy of my country. It is a crime what they are doing with the Brazilian education.

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A record of this morning at Cinelândia by Rita Lux in the surroundings of the town hall.

 

07 cops against a single teacher (29/10/2013)

07 cops against a single teacher (29/10/2013)

 

Na história, ontem e hoje: Insatisfação de longa data

É importante refletir no espaço da sala de aula, na academia e nas ruas – conversemos em casa com pais, vizinhos e nobar com os amigos – o que vem acontecendo em relação aos transportes no Rio de Janeiro. A manifestação por serviços bons a preços “justos” (sem entrar nos liames do que é justo realmente) não é novidade, a vitória do capital sobre as vozes dos trabalhadores, infelizmente, também não o é. Abaixo segue a indicação de um texto publicado semana passada (1/3/2012) no site da Revista de História da Biblioteca Nacional sobre a questão. Contudo, fica a “deixa” para um debate maior, presencialmente, e posterior reflexão mais detida nas palavras escritas sobre a descabida (todas o são) repressão que vem sendo exercida pela empresa Barcas SA desde os episódios mais recentes de manifestação envolvendo o absurdo aumento no valor do Bilhete Rio-Niterói (60%). E repressão legitimada oficialmente. Urge refletir. Urge falar. Não esqueçamos os anos de silêncio e “consentimentos forçados” que este país já encarou. Gostaria, por fim, antes de deixar-vos com o texto da RHBN, de acrescentar um adendo, que na verdade é um grande-GRANDE problema: o controle e a repressão também no ambiente público (eu disse pú-bli-co) da Web. Gente sendo processada por compartilhar em suas redes sociais conteúdos potencialmente incitadores de manifestações… (aqui o link do processo). Mas a coisa está quente. É toma lá, da cá. Quase não dá para acreditar que estamos no século XXI. Mas bem, aí já seria uma outra grande ingenuidade minha pensar que isto seria menos possível de acontecer hoje. Vivemos em tempos de intolerância. E estupidez, né, pois convenhamos, multar professor no Brasil em 5 milhões de Reais é completa insanidade. O cara só conseguiria pagar se fizesse GLPs como um louco, programas nos fins de semanas e passasse os seus próximos 100 anos sem gastar um centavo para se alimentar. Força, ao professor Henrique Campos Monnerat!

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O professor Henrique Campos está sendo acusado de apologia ao crime por vídeo na internet Foto: Giuliander Carpes/Terra

[leitura indicada] Insatisfação de longa data

Aumento da passagem das barcas – que fazem trajeto Rio-Niterói – provoca indignação e mobiliza aparato de segurança, mas os problemas nos serviços e reação da população ao aumento das tarifas são muito antigos – Alexandre Leitão e Alice Melo

Fila sem fim é a rotina de passageiros. Foto: Amanda Alvarenga

O protesto de clientes da Barcas S.A. – responsável pelo traslado aquático entre Niterói e Rio de Janeiro –, queaconteceu na manhã de hoje, supreendeu não só pela mobilização dos passageiros, mas pela tática adotada para conter a manifestação: um forte aparato de segurança, com direito a helicóptero, e o adiamento do aumento da passagem, que aconteceria hoje, para o próximo sábado. A tarifa passará de R$ 2,80 para R$ 4,50 para o usuário que não tem Bilhete Único, ou R$ 3,10 para aqueles cadastrados no programa. O aumento de mais de 60% é definitivo e foi autorizado em dezembro passado pela Alerj, pouco depois de um acidente na Baía de Guanabara com uma embarcação ter deixado mais de sessenta pessoas feridas. Os passageiros, revoltados, começaram a se mobilizar pela internet, e um professor chegou a ser intimado por publicar um vídeo no YouTube convocando a população.

A companhia de transportes alega que o reajuste no preço vem para ajudar a saldar uma dívida contraída com o Estado desde o fim da década de 1990. Segundo a Barcas SA, o transporte de passageiros a R$ 2,80 estava gerando prejuízos. E este prejuízo poderia influir no bom funcionamento dos serviços – que vem deixando a população cada vez mais insatisfeita: filas enormes e superlotação das embarcações já fazem parte do dia a dia do usuário.

“Acho que foi na quinta-feira antes do carnaval que peguei coisa de uma hora na fila, aqui na Praça XV”, conta Amanda Souza, moradora de Niterói que precisa ir todos os dias ao Centro do Rio para trabalhar. “Não dava para ver nem o fim. Às vezes chega na Rua da Assembleia. Fora que a gente fica como um gado lá dentro. Vinte minutos apertados na frente do vidro, depois mais vinte antes do outro portão, até entrar naquela carcaça que demora quarenta minutos para fazer a travessia”, conta. A Barcas S.A. e a Agência de Transportes do Rio de Janeiro (Agetransp) – empresa responsável pela fiscalização dos serviços transportes do estado – foram procuradas pela Revista de História, mas não se manifestaram a respeito.

– CLIQUE E CONTINUE LENDO O ARTIGO NO SITE DA REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL 

Pré-Vestibular Social

Curso gratuito para quem concluiu ou concluirá o Ensino Médio em 2012.

Por favor, amigos, repassem a informação para seus amigos, alunos, familiares e, se possível, rebloguem este banner. É muito importante divulgar esta oportunidade! Eu sou testemunha de que o PVS têm transformado vidas.

Maiores informações: http://www.pvs.cederj.edu.br/

Pré-Vestibular Social

Homenagem ao mestre Manoel Salgado Guimarães

No dia 20 de junho, no salão nobre do Instituto de História será realizado um evento em homenagem ao Prof. Manoel Luiz Salgado Guimarães. Neste evento será exibido um pequeno documentário sobre o homenageado.
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Todos estão convidados.
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Se por ventura houver alguém lendo este post que não tenha conhecido o trabalho do Prof. Manoel, registro abaixo o link de um imperdível trabalho seu, que sem dúvidas, já é um clássico da historiografia brasileira e não deveríamos passar pela graduação sem lê-lo: Nação e Civilização nos Trópicos: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacionalNeste artigo da década de 1980, já se pode notar o esforço do autor em firmar no Brasil um campo de pesquisa sobre a produção do texto histórico, atentando não apenas para a dimensão estética deste último, mas também para suas dimensões éticas e políticas.

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Bom, embora hoje possamos ler o Manoel à vontade e com ajuda da tecnologia e da web me resulte muito simples compartilhar seu texto acrescentando este link aqui, não posso inserir num simples post outra importante face de seu trabalho como professor e historiador: as incontáveis horas de dedicação em aulas para a formação de homens viajadores do tempo. Só posso dizer, a título de depoimento, que suas aulas também eram acontecimentos. Eram espaço de produção de conhecimento, práticas em que teoria e ensino se imbricavam e o professor não era o único detentor das verdades, dono do conteúdo. Nem o aluno, por sua vez, mero recipiente destes, mas sujeito com autonomia de pensamento. Enfim, sujeito do processo ensino-aprendizagem, não apenas um simples objeto destinatário. Na Revista de História também tem um entrevista interessante com ele, certamente vale mais a pena conhecê-lo pelas palavras dele do que pelas minhas.
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Compareçam:
Saudações!
Anita.

LeÁfrica | Palestra: Uma certa moralidade: sexualidade, ordem e vida urbana em Libreville colonial no século XX, Gabão

CONVITE

O Laboratório de Estudos Africanos (LeÁfrica), inaugurando suas atividades do ano letivo de 2011 no Instituto de História da UFRJ, convida alunos, professores, pesquisadores e público interessado para a palestra da Profa. Dra. Rachel Jean-Baptiste (Universidade de Chicago), intitulada “Uma certa moralidade: sexualidade, ordem e vida urbana em Libreville colonial no século XX, Gabão”.

Data: 18 de março de 2011, sexta-feira. | Horário: 15h |Local: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Largo de São Francisco de Paula, n. 1. Centro. Rio de Janeiro. Sala 109

Sobre a palestrante: Rachel Jean-Baptiste é professora assistente de História da África do Departamento de História da universidade de Chicago, especialista em história social, cultural e política da África Central. Sua pesquisa atual tem como foco questões de gênero, sexualidade, vida urbana, colonialismo e legislação no século XX no Gabão. Outros de seus projetos de pesquisa no local incluem ainda como temas  casamentos inter-raciais e a  mestiçagem, bem como a codificação do direito costumeiro. Maiores informações sobre a Profa. Rachel Jean Baptiste vide site.

A palestra terá a duração de 50 min e terá tradução alternada realizada pela Profa. Dra. Lise Sedrez